A sessão, onde
surgiram ideias de como o Legislativo pode apoiar a causa, foi proposta pelo
vereador Cosme Resolve (PMN) e acompanhada pelos seguintes colegas: Adão Lima
(PDT), Israel Cardoso (PTC), Manoel Porfírio (PT), Marcelo Souza (Cidadania),
Nem Bahia (PP) e Sivaldo Reis (PL).
Esteve presente,
inclusive, o secretário de Governo e ex-vereador Júnior Brandão, autor do
projeto que resultou no Dia Municipal de Conscientização e Enfrentamento à
Fibromialgia, transcorrido em 12 de maio. “Essa é uma luta constante, porque o
fibromiálgico tem demandas no INSS com relação a reconhecimento, a receber
benefícios, mas também tem dificuldades para alguns exames e terapias hoje já
indicadas e que há a maior dificuldade no Sistema Único de Saúde”, pontuou.
. A presidente da AFIR
(Associação dos Fibromiálgicos de Itabuna e Regão), Sônia Newman, mencionou as
limitações enfrentadas no mercado de trabalho, nos relacionamentos e no acesso
a medicamentos caros, muitos não oferecidos pelo SUS. “Queremos um acolhimento
maior, porque a dificuldade de locomoção também é grande, os medicamentos são
caros, é uma vida com dor. A gente medicada a dor vai de nível 10 para nível
sete”, afirmou Sônia, diagnosticada há seis anos.
Já a servidora
municipal Thiarê Santos, que há 13 anos luta contra a fibromialgia e até
desenvolveu outras doenças reumatólogicas, falou da urgência de os pacientes
terem acompanhamento com fisioterapeuta, neurologista, reumatologista e
psicólogo. “É o quarteto fantástico. Muitas pessoas não entendem, acham que
sentimos dor por nada; mas as dores são crônicas. Os medicamentos são apenas
paliativos”, relatou.
Elas trataram,
ainda, sobre o processo jurídico para a AFIR ser legalizada e, posteriormente,
buscar um certificado de utilidade pública. Ficaram evidentes nos diversos
depoimentos expostos no Plenário Raymundo Lima a relevância da entidade e a
constante superação na rotina com a doença – cujo diagnóstico, muitas vezes, passa
por um caminho longo.
Por ora, vereadores já definiram que encaminharão
pedido de providências solicitando à Central de Regulação prioridade no
agendamento de pacientes com fibromialgia em consultas com reumatologista,
assim como na marcação de exames. Também deverão verificar a viabilidade de um
projeto de lei que permita prioridade desse público nas filas de bancos, casas
lotéricas, supermercados e afins.
Ascom/Fotos:
Pedro Augusto

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