sexta-feira, 14 de maio de 2021

Sessão manifesta apoio a itabunenses com fibromialgia


 Relatos emocionados de pessoas de várias idades – maioria mulheres –  que convivem diariamente com dores por todo o corpo, inchaço e fadiga até para atividades mínimas. Este foi o tom da sessão especial de quinta-feira (13), na Câmara de Itabuna, para tratar da fibromialgia e da necessidade de estrutura para uma melhor qualidade de vida aos diagnosticados com aquela doença.

A sessão, onde surgiram ideias de como o Legislativo pode apoiar a causa, foi proposta pelo vereador Cosme Resolve (PMN) e acompanhada pelos seguintes colegas: Adão Lima (PDT), Israel Cardoso (PTC), Manoel Porfírio (PT), Marcelo Souza (Cidadania), Nem Bahia (PP) e Sivaldo Reis (PL).

Esteve presente, inclusive, o secretário de Governo e ex-vereador Júnior Brandão, autor do projeto que resultou no Dia Municipal de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia, transcorrido em 12 de maio. “Essa é uma luta constante, porque o fibromiálgico tem demandas no INSS com relação a reconhecimento, a receber benefícios, mas também tem dificuldades para alguns exames e terapias hoje já indicadas e que há a maior dificuldade no Sistema Único de Saúde”, pontuou.

 Necessidade de acompanhamento

. A presidente da AFIR (Associação dos Fibromiálgicos de Itabuna e Regão), Sônia Newman, mencionou as limitações enfrentadas no mercado de trabalho, nos relacionamentos e no acesso a medicamentos caros, muitos não oferecidos pelo SUS. “Queremos um acolhimento maior, porque a dificuldade de locomoção também é grande, os medicamentos são caros, é uma vida com dor. A gente medicada a dor vai de nível 10 para nível sete”, afirmou Sônia, diagnosticada há seis anos.

Já a servidora municipal Thiarê Santos, que há 13 anos luta contra a fibromialgia e até desenvolveu outras doenças reumatólogicas, falou da urgência de os pacientes terem acompanhamento com fisioterapeuta, neurologista, reumatologista e psicólogo. “É o quarteto fantástico. Muitas pessoas não entendem, acham que sentimos dor por nada; mas as dores são crônicas. Os medicamentos são apenas paliativos”, relatou.

Elas trataram, ainda, sobre o processo jurídico para a AFIR ser legalizada e, posteriormente, buscar um certificado de utilidade pública. Ficaram evidentes nos diversos depoimentos expostos no Plenário Raymundo Lima a relevância da entidade e a constante superação na rotina com a doença – cujo diagnóstico, muitas vezes, passa por um caminho longo.

 Primeiras providências

Por ora, vereadores já definiram que encaminharão pedido de providências solicitando à Central de Regulação prioridade no agendamento de pacientes com fibromialgia em consultas com reumatologista, assim como na marcação de exames. Também deverão verificar a viabilidade de um projeto de lei que permita prioridade desse público nas filas de bancos, casas lotéricas, supermercados e afins.


Ascom/Fotos: Pedro Augusto

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

ILHÉUS EM NOTÍCIAS

Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus elege novos representantes  Representantes da sociedade civil foram escolhidos para compor o órgão c...