domingo, 16 de agosto de 2026

‘Pai dos pobres’ chega de helicóptero a comício com espaços vazios ou cobertos por bandeirões

 Evento foi mais uma vez "controlado", com acesso restrito a ativistas credenciados

Comício em "ambiente controlado" não teve eleitor comum, quase todos eram petistas levados em ônibus.

Do - Diário do Poder - O primeiro ato oficial da campanha de Lula (PT) à reeleição, neste domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP), teve espaços vazios nas arquibancadas e no gramado do Estádio 1º de Maio, a Vila Euclides. Imagens aéreas divulgadas durante o próprio evento mostraram setores sem ocupação e áreas do gramado preenchidas por bandeiras grandes.

O evento de Lula foi realizado mais uma vez em espaço fechado, “controlado”, como classificam seus assessores, no qual somente podem ter acesso pessoas convidadas ou credenciadas por órgãos ligados ao PT ou por eles controlados, como sindicatos.

O PT havia informado a expectativa de reunir pelo menos 20 mil pessoas e organizado caravanas de diferentes regiões para levar militantes.

Outro episódio que chamou atenção foi a chegada de Lula ao estádio. O presidente e a primeira-dama Janja desembarcaram de helicóptero no local, em uma agenda concebida justamente para marcar a retomada do contato de Lula com sua histórica base popular no ABC.

Críticas foram postadas nas redes.

A cena provocou comentários críticos nas redes sociais (esq.). Em uma publicação compartilhada no perfil oficial de Lula, um dos comentários com maior repercussão ironizou: “O Pai dos Pobres chegando de Helicóptero”, acompanhado de um emoji de risada. Outros usuários também fizeram críticas ao público presente no estádio.

A escolha da Vila Euclides teve forte carga simbólica. Foi ali que Lula, ainda como líder sindical, comandou algumas das grandes assembleias dos metalúrgicos do ABC no fim dos anos 1970. Décadas depois, o local escolhido para representar uma demonstração de força popular acabou dividindo as atenções entre os espaços vazios nas arquibancadas e a chegada presidencial de helicóptero.

Espaços vazios na arquibancada e no campo foram cobertos por bandeirões – Fotos: reprodução de vídeo.

Ao vivo: Flávio Bolsonaro abre campanha em Copacabana

Candidato inicia corrida ao Planalto em seu principal reduto eleitoral


Do Diário do Poder -  senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realiza neste domingo (16) seu primeiro ato oficial de campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A escolha do local marca o início da corrida presidencial na cidade natal do senador e em um dos principais redutos eleitorais da família Bolsonaro.

Acompanhe ao vivo:

sábado, 15 de agosto de 2026

Missa reúne fiéis em homenagem a Nossa Senhora das Vitórias, padroeira de Ilhéus

Celebração neste sábado (15) marcou o dia dedicado à padroeira do município e reuniu a comunidade católica na Igreja Nossa Senhora das Vitórias

A manhã deste sábado (15) foi marcada pela fé e pela devoção em Ilhéus, com a celebração do dia de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira do município. A missa solene reuniu fiéis, moradores e visitantes na Igreja Nossa Senhora das Vitórias, na Rua 15 de Agosto, no bairro Nossa Senhora da Vitória.

A celebração contou com orações, cânticos e momentos de reflexão, reunindo a comunidade em torno de uma tradição religiosa que faz parte da história de Ilhéus. Durante a missa, os devotos também aproveitaram o momento para agradecer, fazer pedidos e renovar a fé.

A data é celebrada anualmente pelos católicos do município e movimenta diferentes comunidades religiosas. Além da programação na Igreja Nossa Senhora das Vitórias, o dia da padroeira também contou com celebração no Santuário Diocesano de Nossa Senhora das Vitórias, no bairro Teresópolis.

A homenagem a Nossa Senhora das Vitórias mantém viva uma tradição que atravessa gerações e reúne famílias e comunidades em torno da fé. Para os devotos, o 15 de agosto representa um momento de espiritualidade, gratidão e renovação da devoção à padroeira de Ilhéus. Sucom. Fotos: Nadson Carvalho.

Ilhéus recebe pela primeira vez o projeto Livro de Graça na Praça com presença de Paloma Amado

 ILHÉUS EM NOTICIAS: Ilhéus recebe pela primeira vez o projeto Livro de Graça na Praça com presença de Paloma Amado

Vesúvio 

Evento acontece neste sábado, na Praça Dom Eduardo, com distribuição gratuita de mil exemplares de uma coletânea com autores de diferentes regiões

A literatura vai ocupar o centro histórico de Ilhéus neste sábado (15), quando a cidade recebe, pela primeira vez, o projeto Livro de Graça na Praça. A iniciativa será realizada das 8h às 13h, na Praça Dom Eduardo, em frente à Catedral de São Sebastião, e terá como um dos destaques a presença da escritora Paloma Amado.

Filha do escritor Jorge Amado, Paloma participa da programação do Agosto de Jorge e também é uma das autoras da coletânea “…por escrito… umas palavras para a vida!”, que será distribuída gratuitamente durante o encontro. Ao todo, mil exemplares serão entregues ao público.

A publicação reúne textos de 46 escritores, com diferentes trajetórias e áreas de atuação, vindos do sul da Bahia e de outras partes do estado e do país. Entre os participantes estão a escritora e cordelista Mabel Velloso, o médico e professor da USP Antônio Ruffino Netto, a jornalista e escritora Suzana Varjão, o escritor e compositor Fernando Caldas e o professor e escritor Euzner Teles.

Além de receber os livros, o público poderá conhecer parte dos autores, conversar com eles e participar de sessões de autógrafos. Alguns escritores também levarão outras obras para compartilhar com os visitantes.

A programação terá ainda música ao vivo, com apresentações de Luiz Flávio do Prado Ribeiro, Herval Lemos, Fernando Caldas e Cláudio Vieira, criando um encontro entre literatura e música em um dos espaços mais simbólicos do centro histórico de Ilhéus.

Realizado dentro da programação do Agosto de Jorge, o evento leva para Ilhéus uma iniciativa que já circula por outras cidades e aproxima escritores e leitores em um espaço aberto, gratuito e acessível ao público. A realização também amplia a agenda cultural do município durante o mês dedicado à memória e à obra de Jorge Amado.

Cata-Treco recolhe materiais descartados no Nelson Costa e amplia calendário de ações

Serviço ajuda a evitar o descarte irregular de móveis e eletrodomésticos e segue para outros bairros nas próximas semanas

Trecos

A Operação Cata-Treco realizou nesta quinta-feira (13) o recolhimento de móveis, eletrodomésticos e outros objetos de grande porte no bairro Nelson Costa. A ação tem ajudado a reduzir o descarte irregular desses materiais em ruas, calçadas e terrenos, oferecendo aos moradores uma alternativa adequada para se desfazer de itens que não são mais utilizados.

A Prefeitura reforça que o Cata-Treco é destinado exclusivamente ao recolhimento de móveis, eletrodomésticos e materiais inservíveis de grande porte. Entulho, restos de obras, areia, pedras, materiais de construção e outros resíduos provenientes de reformas não fazem parte do serviço e não devem ser deixados para a coleta. A colaboração dos moradores é importante para que a operação consiga atender corretamente à finalidade para a qual foi criada.

A programação do Cata-Treco segue por diferentes bairros de Ilhéus ao longo do mês de agosto. No dia 18, a equipe estará no Savóia, Iguape e Avenida Itacanoeira. No dia 20, será a vez de Salobrinho. Já no dia 25, o serviço chega a Olivença, e no dia 27, ao Condomínio Sol e Mar.

A orientação é para que os moradores deixem os móveis, eletrodomésticos e demais materiais que serão recolhidos na porta de casa antes da passagem da equipe. A medida facilita o trabalho e contribui para que o serviço alcance o maior número possível de pontos, mantendo ruas e espaços públicos livres do descarte irregular. Sucom.

Lulinha é investigado por crimes com previsão de penas de mais de 35 anos

Filho de Lula é suspeito de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e até organização criminosa

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Do-Diario do Poder - Filho do presidente Lula (PT), Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e até organização criminosa. Caso se torne réu e acabe condenado, Lulinha está sujeito a penas que, somadas, chegam mais de 35 anos de cadeia. As informações são da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Coincidentemente, Lula foi condenado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro e também foi acusado de organização criminosa, mas não foi condenado.

Lulinha é suspeito de ter cometido tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Lulinha também é investigado por esses crimes no Dataprev, num esquema que envolveria organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O terceiro inquérito, aberto há 10 dias, investiga mais tráfico de influência de um grupo, que incluiria Lulinha, que teriam fraudado contrato público.

JORNAL ON LINE SUL DA BAHIA INVESTIGA UM POSSÍVEL CASO DE PERSEGUIÇÃO A UM PROFESSOR NO NOVO VILA ANÁLIA

O Jornal Online Sul da Bahia, com poder investigativo e constitucional acompanhou uma suposta perseguição a um professor por um pequeno grupo de pessoas no bairro Novo Vila Anália há anos, mesmo tendo o bairro algumas autoridades policiais. O interessante é de que os moradores que se pronunciaram, demonstraram certas ressalvas com relação aos envolvidos contra o professor e não quiseram se identificar, mas relataram de forma minuciosa o que vem acontecendo.

No primeiro fato, segundo testemunhas, um senhor de iniciais P.A.F, que chegou ao bairro no início da década de 2010, ao mesmo tempo demonstrava simpatia e de forma dual, “arrotava” valentia e só mencionava atrocidades, como matar e bater, causando pânico ao bairro, principalmente às pessoas de bem. Esse mesmo PAF, tentou proibir o professor de colocar uma câmera de segurança para monitorar a mãe e um irmão doentes, já que o professor trabalha em uma cidade vizinha. No episódio, segundo testemunhas e declarações documentais, o senhor PAF pediu para que o professor descesse de sua casa e que resolvessem lá em baixo, ou seja, nas vias de fato, indo em direção à casa do professor.

O professor instalou à época outra câmera no quintal e posteriormente dentro de casa também no intuito de monitorar os familiares. Mesmo depois desse episódio, o carro de P.A.F repetiu o comportamento, manobrando o carro em cima do passeio do professor, causando danos. O professor, na época, lançou as fotos capturadas pelas próprias câmeras em grupos sociais, numa espécie de pedido de socorro, de providências. Os grupos de ZAP têm várias autoridades.

Desde quando chegou ao bairro, esse mesmo senhor de iniciais PAF, persegue o professor, colocando carros à porta do professor, instigando pessoas a fotografar e filmar o professor e depois compartilhar em redes sociais, ameaçando segundo as testemunhas que por medo, não quiseram se identificar.  Elas ainda contaram que PAF, reclamava do modo corriqueiro do professor, que cumprimentava as pessoas, mas não participava das rodas de conversas com ele e alguns moradores. Ora, o professor trabalha na escola e em casa. É uma das profissões mais estressantes e cansativas que existem e é normal e constitucional passar e cumprimentar apenas. Chegar do trabalho e descansar ou continuar trabalhando.

Segundo ainda as testemunhas da rua onde o professor mora, ele é educado, cumprimenta as pessoas, não bebe, não fuma, não usa entorpecentes e não anda com más companhias. Tem concuta ilibada. Até ao volante, passa devagar pelas ruas, no intuito de proteger pedestres e até animais. Em duas ocasiões, saiu do carro para retirar um cachorro e de forma educada, que estava interrompendo o trânsito. Na outra, tangeu um pombo para não atropelar a ave que não saia da frente do carro. 

No segundo caso, aparece um empresário de iniciais C.A.B, do ramo de distribuidora de gás. É corriqueiro o estacionamento de caminhões pesados à porta do professor, causando danos e impedindo do professor sair da própria garagem. O professor tem que pedir por favor, para que os caminhões saiam da porta dele, mesmo com placa de: Proibido Estacionar. 


Além das regras de trânsito, onde fica o direito de ir e vir?   Segundo outra testemunha, um parente de C.A.B, que é do mesmo ramo, proibiu o estacionamento de caminhões pesados na porta dele também. E  C.A.B acatou o pedido. Com relação ao professor, proferiu palavras como: “Vou mandar matar e vou mandar dar uma surra”,  e ainda jogava “beijinhos” e fazia gesto de “coraçãozinho” segundo as testemunhas. Outra. As empresas fornecedoras respondem por Lei de acordo com o comportamento das terceirizadas. Se estão estacionando de forma errada, tem a permissão do terceirizado, mesmo que seja por meio do silêncio.

Na porta do professor, além de estacionar, os caminhões entram na contra-mão de ré, mesmo tendo espaço suficiente na porta de C.A.B para estacionar de forma legal, de acordo com as regras de trânsito. E a distância entre a casa do professor e do empresário C.A.B é considerável. Não há o porquê de estacionar na porta do professor (que tem pessoas doentes em casa), com o espaço que ele tem lá no comércio, aproveitando o espaço da porta dele também.

No terceiro episódio, entra uma testemunha de iniciais A.B.S num documento oficial , que segundo uma testemunha é cheio de gracinhas. A testemunha contou que A.B.S colocou o carro no meio da rua que mora, empatando o fluxo do trânsito, e quando o motorista parou. A.B.S, de forma debochada perguntou se o motorista queria passar. Há relato também que A.B.S, certo dia, correu para agredir o professor que estava numa Honda Bis, porque segundo A.B.S, o professor estava seguindo o carro dele, quando na verdade, o professor se dirigia à casa do próprio irmão para entregar uma CNH e a certidão de óbito do próprio pai. Por coincidência, a rua que ABS mora é a mesma do irmão do professor


Segundo as testemunhas citadas aqui e que não quiseram se identificar, a família sempre serviu ao povo do bairro emprestando ferramentas, como carro de mão escadas, peneiras, pá, cavador, picareta desde quando chegaram ao bairro no início dos anos 2000. E que não presenciaram o professor desfilar do mostrar armas na cintura para ninguém. É provocado por um pequeno grupo. E alguns membros desse pequeno grupo, quando provocam o professor ao passar, já foi reclamado com frases desse tipo: “Deixe o cara em paz”. “Para de tirar onda com o cara.” Mas segundo esse grupo, o professor “se acha” porque não participa das rodas de conversa deles. E não teria mesmo tempo, trabalha no posto de trabalho e em casa. E ainda olha a família. 

O professor também é aconselhado por pessoas de bem a se mudarem do bairro, para que tenham paz. As pessoas de bem que não quiseram se identificar não sabem o motivo de tanta perseguição. O pai era trabalhador, caseiro, não era nem de discussão,  a mãe é cristã, idosa, boa pessoa e querida na igreja que frequenta (Congregação Cristã no Brasil). E tem um irmão com problemas mentais. 

Em um documento oficial, há um relato afirmando de forma deliberada que o episódio do estacionamento dos caminhões é falso e que o professor quer acobertar outro episódio, envolvendo P.A.F quando proibiu o professor de instalar a câmera na própria residência. São casos diferentes. A única coisa supostamente igual ou parecida, seria a perseguição. O professor não manda na porta dele ou na residência dele. E o empresário C.A.F não tem poder de Justiça, não houve esclarecimentos no caso das câmeras, para que ele afirme que é uma suposta tentativa de ofuscar um desentendimento sobre as câmeras. Quem decide é a Justiça. 

Com relação ao professor, o memo morou na Mangabinha. A família é querida em todo o bairro até hoje. O professor tinha parentes que trabalhavam para um ex-gestor da cidade de Itabuna. Considerado por muitos, o melhor gestor da história política da cidade. Um dos amigos do professor  trabalha num órgão público perto do bairro que o professor mora e mora até os dias de hoje na Mangabinha. E confirma que o professor e a família não deixaram  sequer, um inimigo lá. 

O professor também morou no Sarinha Alcântara por quase vinte anos. É unanimidade. Família de respeito, trabalhadores e ordeiros. Quando chegam lá, os ex-vizinhos pedem para que a família volte para o bairro. Não deixaram também inimigos. O professor é amigo dos amigos de infância até hoje.

O professor também é jornalista, é membro de entidades culturais (onde também só há relatos de bom comportamento), é filantropo, ajuda entidades de caridade, no ramo da saúde, é articulador político e social e transita em todos os bairros da cidade sem restrição, pois conhece várias lideranças políticas de bairros. Alguma coisa não está de acordo com a outra. Por que o professor é implicado por um pequeno grupo do Novo Vila Anália, tendo o mesmo comportamento. É uma suposta perseguição?

POR QUE AS PESSOAS SE TRANCAM?

Joselito dos Reis

Quando a vida perde a cor, o silêncio pode esconder uma dor que ninguém vê

Por que algumas pessoas, que um dia foram alegres, comunicativas e cheias de sonhos, de repente parecem se fechar para o mundo?

É uma pergunta difícil. Não existe uma única resposta. Cada pessoa carrega dentro de si uma história, experiências, perdas, frustrações e sentimentos que nem sempre consegue revelar.

Há pessoas que continuam vivas, caminham pelas ruas, conversam, trabalham, convivem com familiares e amigos, mas, interiormente, parecem ter se apagado. É como se a vida continuasse por fora, enquanto alguma coisa tivesse parado por dentro.

Elas deixam de sorrir como antes. Perdem o entusiasmo. Já não fazem planos. Evitam encontros, conversas e até mesmo aqueles que, no passado, faziam parte de sua alegria.

Algumas se trancam dentro de si mesmas.

E quando isso acontece, nem sempre é porque deixaram de amar. Muitas vezes, é porque foram feridas demais.

Uma decepção amorosa, a perda de alguém querido, uma injustiça, uma frustração, problemas familiares, dificuldades financeiras, solidão ou anos acumulando sentimentos podem transformar uma pessoa. O que antes era alegria pode dar lugar ao silêncio. O que antes era esperança pode se transformar em desânimo.

Há também quem se acostume tanto a esconder a própria dor que passa a acreditar que ninguém será capaz de compreendê-la.

Então, fecha-se a porta.

Primeiro para o mundo. Depois para os amigos. Mais tarde, até para aqueles que verdadeiramente desejam ajudar.

É nesse momento que precisamos ter cuidado com os nossos julgamentos.

Nem todo silêncio é arrogância. Nem toda distância é desprezo. Nem toda falta de carinho significa ausência de amor.

Às vezes, existe apenas uma pessoa cansada de sofrer.

Uma pessoa que não sabe mais como explicar aquilo que sente.

Uma pessoa que perdeu a confiança, não necessariamente nos outros, mas talvez na própria capacidade de voltar a ser feliz.

E existe ainda um aspecto delicado: quem convive com uma pessoa assim pode acabar sendo afetado. O silêncio, a indiferença e o comportamento permanentemente negativo podem atingir familiares, amigos e companheiros. A convivência pode se tornar pesada, e aqueles que estão ao redor também podem sofrer.

Por isso, compreender não significa aceitar tudo.

É possível estender a mão sem permitir que a dor do outro destrua a nossa própria paz. É possível oferecer carinho sem carregar sozinho um sofrimento que não nos pertence.

Mas, acima de tudo, é preciso lembrar que ninguém deveria enfrentar determinadas dores completamente sozinho.

Quando uma pessoa perde durante muito tempo a alegria de viver, abandona atividades que antes lhe davam prazer, rompe vínculos, demonstra desesperança ou parece completamente desconectada da própria existência, talvez seja necessário mais do que conselhos de amigos. Em determinadas situações, buscar ajuda profissional pode ser fundamental.

A tristeza prolongada não deve ser romantizada.

E o sofrimento silencioso não deve ser confundido com fraqueza.

Talvez seja por isso que algumas pessoas pareçam ter perdido a luz do espírito. Não porque tenham deixado de possuir sentimentos, mas porque esses sentimentos podem estar escondidos sob camadas de dor.

Às vezes, por trás de uma pessoa aparentemente fria, existe alguém que gostaria de voltar a sorrir.

Por trás de alguém que se afastou, pode existir alguém esperando que alguém pergunte, sinceramente:

“Você está bem?”

Não precisamos ter todas as respostas. Às vezes, basta ouvir.

A vida tem momentos em que todos nós precisamos de uma mão estendida, de um abraço, de uma palavra amiga ou simplesmente da presença de alguém que não nos abandone quando estivermos atravessando uma tempestade.

Ninguém sabe completamente o que acontece dentro do coração do outro.

Por isso, antes de condenar quem se fechou, talvez seja melhor tentar compreender o que fez aquela pessoa fechar a porta.

Talvez ainda exista luz.

Talvez ainda exista amor.

Talvez ainda existam sonhos.

E talvez tudo o que aquela pessoa precise seja encontrar alguém disposto a ajudá-la a abrir novamente as janelas da alma.

Porque estar vivo é muito mais do que simplesmente respirar. É também encontrar motivos para continuar sonhando, amando e acreditando que amanhã pode ser diferente.

Joselito dos Reis

Poeta e jornalista 

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

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