Val Cabral, como sempre aborda um assunto muito importante. Por isso, solicitamos sua permissão para republicarmos o mesmo. Do blog do Val Cabral. Veja:
As mulheres são maioria da população itabunense, mas estão em vertiginoso menor número entre os políticos eleitos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possui estatística com 77.763 mulheres habilitadas a votar contra 63.451 homens aptos em Itabuna, que possui o total de 141.218 eleitores. E sempre as mulheres foram maioria na quantidade do eleitorado itabunense. Mas ser maioria do eleitorado nunca fez as mulheres serem maioria de votos e eleitas em Itabuna. Nas eleições de 2022, apenas uma mulher (Wilma) foi eleita para o Poder Legislativo na maior cidade sulbaiana.
Além disso, ao longo dos últimos dez anos da história das eleições em Itabuna, apenas oito mulheres foram eleitas para a Câmara Municipal da cidade. E essa realidade não tem mudado, mesmo diante de mecanismos como a política de cotas, que determina que os partidos apresentem, no mínimo, 30% de candidaturas de cada sexo e Andréa Castro ter sido a única mulher na história de Itabuna, a ser eleita deputada estadual, embora mais itabunenses tenham sido candidatas a deputadas estadual e federal na eleição de 2026.
A sub-representação permanece. Porque o problema não está apenas em permitir que mulheres se candidatem, mas em enfrentar uma cultura que, durante décadas em Itabuna, repetiu que política seria lugar de homem e que ainda encontra novas formas de dizer que “lugar de mulher não é na política”. Mas entre as mulheres que se candidataram nessas últimas eleições, as perspectivas favorecem a hipótese de que mais de três a quatro mulheres serão eleitas para a Câmara Municipal em 2028 – quantidade pioneira, motivadora e histórica!
Representatividade feminina na política é importante para que sejam pensadas políticas públicas. Com mais mulheres na Câmara, maior a chance de serem planejadas políticas de saúde, segurança ou sociais direcionadas a elas. Torcemos para que mais mulheres ocupem todos espaços na sociedade, sobretudo aqueles dos quais elas foram historicamente excluídas. A sociedade itabunense, toda ela, só tem a ganhar.
É preciso olhar para mulheres que defendem os direitos das mulheres, apoiar suas candidaturas e construir redes de fortalecimento. Conquistar o direito ao voto foi um passo. Fazer com que mulheres também estejam onde as decisões são tomadas é o próximo.
As únicas oito mulheres eleitas em Itabuna, para o cargo de vereadora, foram as seguintes: Regina (1996), Neyva Monteiro (2000) - em 2004 nenhuma mulher foi eleita -, Rose Castro (2008), Enfermeira Carmem e a policial Valéria (2012), Charliane Souza (2016), Wilma (2020) e a única vereadora reeleita Wilma (2024).












