domingo, 5 de julho de 2026

JESENANDRO NASCIMENTO CORPO ESTÁ SENDO VELADO NA LOJA MAÇÔNICA VIGILANTE E SEPULTAMENTO ÀS 13H NO CEMITÉRIO DA VITÓRIA

Cerimônias de despedida acontecem neste domingo (5), em Ilhéus; professor, advogado e presidente da Academia de Letras de Ilhéus morreu aos 74 anos, em Salvador

Do - O Tabuleiro -O velório do professor, advogado, escritor e presidente da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento, será realizado neste domingo (5), das 6h às 12h, na Loja Maçônica Vigilância e Resistência, localizada na Avenida Itabuna, nº 630, em Ilhéus.

De acordo com as informações divulgadas pela família, uma celebração religiosa será realizada às 11h, durante o velório. O sepultamento está marcado para as 13h, no Cemitério da Vitória, também em Ilhéus.

Josevandro Nascimento faleceu neste sábado (4), aos 74 anos, em Salvador, onde estava internado no Hospital Português. Segundo familiares, ele havia sido submetido recentemente a um procedimento cirúrgico.

Natural de Ilhéus, Josevandro construiu uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada ao Direito, à educação e à cultura. Advogado, mestre em Direito Público, professor universitário e autor de livros, também presidia a Academia de Letras de Ilhéus e exercia a função de chefe do Cerimonial da Prefeitura de Ilhéus.

Ao longo do dia, diversas instituições divulgaram notas de pesar destacando sua contribuição para a advocacia, a educação, a cultura e a vida pública do município, ressaltando o legado deixado por sua atuação profissional e comunitária.

DE PAWLO CIDADE

SOBRE A PARTIDA DE JOSEVANDRO NASCIMENTO

Pawlo Cidade

Ao longo do lusco-fusco que foi o seu terceiro mandato, caminhei ao lado de Josevandro Nascimento — o nosso Zevandro, como a afetuosa intimidade das letras exigia — na grave condição de seu conselheiro. Não o fiz porque ele vacilasse diante dos novos tempos que batiam à porta da presidência da ALI, tampouco porque ele fizesse de minhas palavras um dogma. Era algo maior, mais nobre. A experiência, essa mestra severa, havia lhe sussurrado que o tempo dos soberanos solitários havia ruído no passado remoto. Ele compreendeu que governar é conjugar no plural. O lema que ecoava em seus passos era a coletividade, a horizontalidade dos iguais. Nenhuma decisão era tomada no isolamento de sua mesa; cada passo era partilhado com a diretoria, decidido sob o manto sagrado da confraria. E foi sob essa sinfonia de vozes, ouvindo o sopro e o clamor de tudo e de todos, que ele regeu a segunda academia mais antiga da Bahia.

Nas tardes que a memória agora insiste em eternizar, eu, ele e o saudoso André Rosa costumávamos desafiar a própria finitude com o riso. “Eu não quero furar a fila”, dizia Zevandro, com um sorriso que desafiava o destino. “Muito menos eu”, retorquia André, e nossas gargalhadas ecoavam, adiando o inevitável. Mal sabíamos que aquela ironia trágica, nascida das palavras do querido confrade Dorival de Freitas — que na partida de Ton Lavigne alertara que, de vez em quando, alguém rompe a ordem natural da travessia —, se tornaria nossa própria sentença. André, com uma pressa incompreensível, furou a fila. E agora, você, Zevandro, repete o mesmo gesto abrupto. Para que tamanha urgência em ascender ao plano invisível? Vocês nos desarmaram, roubando-nos o chão sem aviso prévio.

Hoje, curva-se a minha alma diante da certeza de que os mais grandiosos planos e gestões humanas desmoronam diante do imponderável. Tolos somos nós, que tantas vezes nos apegamos às vaidades terrenas, às engrenagens estéreis e aos métodos frios, esquecendo-nos de que somos apenas passageiros sem saber em qual curva o bilhete nos será exigido. Tentamos barganhar com as horas, implorar por mais um sopro de tempo, mas quando o chamado final ecoa, o abismo não aceita adiamentos.

Vá em paz, meu eterno presidente. A sua última e mais silenciosa assembleia agora é com a eternidade.

ILHEUS EM NOTÍCIAS: Mutirão amplia acesso da população a serviços de cidadania, assistência social e saúde em Ilhéus

Atendimentos gratuitos reuniram diferentes serviços em um único local, facilitando o acesso da comunidade a direitos e políticas públicas

O bairro Nossa Senhora da Vitória recebeu, nesta sexta-feira (03), um Mutirão de Cidadania promovido pelo Instituto Aliança do Bem, com apoio da Prefeitura de Ilhéus, por meio das secretarias de Promoção Social e Combate à Pobreza e de Saúde. Realizada na Igreja Graça e Paz, a ação reuniu, em um único espaço, atendimentos de assistência social, saúde e acesso a direitos.

Durante a iniciativa, os moradores tiveram acesso aos serviços do Bolsa Família e do Cadastro Único (CadÚnico), aferição de pressão arterial, teste de glicemia, atendimento psicológico e emissão de guia para solicitação da certidão de nascimento, além de outros atendimentos gratuitos.

Ao reunir diferentes serviços em um único local, a ação facilitou o acesso da comunidade às políticas públicas, reduziu a necessidade de deslocamentos e ampliou o atendimento a pessoas e famílias que mais precisam.

A atividade marcou o início de uma série de mutirões que o Instituto Aliança do Bem pretende realizar em outras comunidades do município, em parceria com a Prefeitura de Ilhéus. Sucom.

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

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