Por - Kaline Ribeiro -
A construção civil segue consolidando seu papel estratégico na economia baiana, especialmente na geração de empregos formais. Dados do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) confirmam que o setor permanece como um dos principais motores do mercado de trabalho no estado, mesmo diante de oscilações no desempenho do comércio varejista de materiais de construção.Em 2025, a construção civil na Bahia contabilizou 136.232 admissões e 119.090 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 17.142 postos de trabalho. No contexto geral, o estado também apresentou desempenho expressivo, com 980.488 admissões, 866.787 desligamentos e um saldo positivo de 113.701 vagas formais no acumulado do ano.
Para a Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção da Bahia (ACOMAC-BA), os números do CAGED reforçam o dinamismo do setor e sua importância estrutural para a economia estadual, sobretudo pelo efeito multiplicador da construção sobre a indústria, o comércio especializado e os serviços.
Paralelamente, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), aponta um cenário de maior cautela no comércio varejista de materiais de construção. O relatório mais recente, publicado em outubro passado, com dados consolidados até setembro, indica que o segmento registra queda de 0,8% no acumulado do ano (janeiro a setembro). No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta leve crescimento de 0,1%, sinalizando estabilidade e resistência mesmo em um ambiente econômico mais restritivo.
O presidente da ACOMAC Bahia, Mauro Ribeiro, destaca que a leitura conjunta dos dados de emprego e comércio revela um setor resiliente.
“A construção civil manteve saldo positivo na geração de empregos durante grande parte de 2025, o que confirma sua relevância econômica. Mesmo com oscilações no varejo de materiais, o setor segue ativo, sustentando empregos e movimentando toda a cadeia produtiva”, afirma.
Segundo Mauro Ribeiro, o desempenho do comércio de materiais precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo.
“Quando a construção avança, ela impulsiona diretamente o consumo de insumos, fortalece o varejo especializado e estimula a indústria. Mesmo em momentos de ajuste no volume de vendas, a cadeia segue operando, gerando empregos e preparando o terreno para retomadas mais consistentes.”
O presidente da ACOMAC Bahia ressalta ainda que a expectativa para 2026 é de manutenção do ritmo de atividade, com perspectivas positivas para o setor.
“Nosso papel como entidade representativa torna-se ainda mais estratégico nesse cenário, atuando na defesa do setor, no fortalecimento do varejo de materiais de construção e na construção de um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo e ao desenvolvimento econômico da Bahia”, conclui.

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