A programação se estende pelos dias 17, 18, 23 e 24, com apresentações de diversas bandas regionais, que alegrarão o São João da Vila Junina da Estação Rio do Braço. Além disso, o público também poderá apreciar um cardápio com variados pratos de comidas típicas; espaços temáticos; stands de economia criativa; diversas manifestações artísticas; espaço para crianças; parquinho e um amplo estacionamento.
Um lugar mágico, de muitas histórias - Rio do Braço viveu tempos de apogeu e de crise. Em 1911, com a chegada do trem e a construção da primeira estação ferroviária do sul da Bahia, o local, cenário de terras férteis favoráveis ao cacau, intensificou a sua economia, somente interrompida em 1916 com o anúncio da Primeira Guerra Mundial. Vieram os tempos difíceis com o preço do cacau desabando no mercado internacional.
Conta a história que o produtor rural Gabino Kruschewsky resolveu apostar na lavoura ainda durante a crise. Comprava cacau na mão de outros produtores da região e estocava em telhados, assoalhos, quartos. No fim da guerra havia arrecadado mais de 100 mil arrobas de cacau, quantidade suficiente para torná-lo um dos homens mais prósperos e influentes da região. Staus mantido por, pelo menos, duas outras gerações do coronel Gabino.
Um novo ciclo de crise só veio retornar no final da década de 80, com a propriedade “Estrela da Manhã” em mãos da terceira geração da família Kruschewsky. Rio do Braço sentiu a crise provocada pela “vassoura de bruxa”, uma doença que dizimou plantações inteiras. A fazenda, a estrada de ferro, o cartório e tantos outros prédios históricos, que antes revelavam a prosperidade do lugar, viraram ruínas. “Quando cheguei e ví destruído aquele cenário próspero da minha infância registrado na memória, entrei na velha estação e prometi: não vou desistir daqui”, revela Lucas. “Disse a mim mesmo: vou fazer deste lugar, um ambiente de sabores e de alma”.
Largou a taxidermia, sua profissão de origem, e passou a morar na localidade. Aos poucos, Lucas está conseguindo. Recuperou a estação férrea e transformou o espaço em um restaurante de comidas típicas. Na fazenda oferece passeios, banho de rio, pesca do Tucunaré. A alma a que se referiu na promessa pode ser sentida na fazenda que, aos poucos, está voltando a produzir cacau. “Estamos renascendo e cheios de ideias”.
O distrito de Rio do Braço fica a seis quilômetros da Rodovia BA – 262 (Ilhéus-Uruçuca), na altura do km 25.
Secretaria de Comunicação Socia
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