quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A pedido da Lava Jato, Procuradoria-Geral já compartilhou dados

Sistema de distribuição de propina da Odebrecht ficou sob custódia da PGR e a Lava Jato obteve cópias

Sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Foto: João Américo/PGR

A força-tarefa da Lava Jato se recusa a ceder suas informações à própria chefia, na Procuradoria Geral da República (PGR), mas não faz muito tempo solicitou e obteve o compartilhamento do sistema usado pela Odebrecht para pagamento de propina (“operações estruturadas”), que estavam sob custódia da repartição chefiada por Augusto Aras, conforme previa o acordo de leniência negociado com a empreiteira baiana. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Após a homologação do acordo, a força-tarefa da Lava Jato pediu cópia do sistema e a PGR concordou, com aval do então juiz Sergio Moro.

Chamavam-se “My Webday” e “Droussys” os sistemas da Odebrecht custodiados pela PGR, do qual a força-tarefa pediu e obteve cópias.

Presidente do STF, Dias Toffoli autorizou o compartilhamento de dados, mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, cassou essa decisão.

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