quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O caso Azaléia


O clima de insegurança toma conta das cidades de Caatiba, Firmino Alves, Itambé, Itororó e Macarani, nessas cidades, cerca de quatro mil pessoas que estão empregadas na fabricante de calçados Vulcabras, dona da marca Olympikus e Azaléia, devem ser atingidos pelo  fechamento de 12 unidades da empresa no sul e sudoeste da Bahia. 

Desde a última sexta-feira (30), que foi o dia da decisão, que as máquinas encontram-se paradas. Os funcionários têm cumprido apenas o horário estabelecido em contrato, de dez horas, com uma hora de almoço, que tem compensação. Os trabalhadores chegam à fábrica 5h e deixam o local as 14h49.

Em nota a empresa disse que cumprirá os direitos previstos junto ao sindicato, porém, qualquer valor que eles venham a pagar, um dia acaba, e essas pessoas ficaram sem ter dinheiro para o sustento da família. Famílias inteiras são sustentadas com o dinheiro desses salários, e como essas cidades são pequenas, o principal e quase único meio de renda são essas fábricas.

Paulo César, o diretor do sindicato dos trabalhadores da fábrica de Itororó, explicou que a cidade de Itororó tem pouca opção de trabalho e que a notícia gerou surpresa para os moradores. "Havia boatos após o fechamento de seis fábricas na Bahia, mas os diretores sempre passaram positividade para a gente. A prefeitura não tem como empregar todo mundo, a fábrica emprega muita gente da região".

Jaques Wagner esteve em Brasília está semana e pediu medidas de proteção para as empresas de calçados, e ontem (5) ele informou que o governo estadual busca soluções junto ao governo federal. Nós baianos, esperamos realmente que eles encontrem uma solução, já que foram ineficientes na prevenção. São vidas que dependem disso, fala-se tanto nas belas propagandas do Governo, que a Bahia é a “Terra de Todos Nós”, é à hora de colocar em prática tanto blábláblá.

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