sábado, 11 de março de 2023

Republicanos: base de Lula, não!

______________________________________________________________

VENDA DE CASA RECÉM CONSTRUÍDA EM LENÇÓIS/UNA, PRÓXIMO AO TRANSÂMERICA

CASA RECÉM CONSTRUÍDA/UNA
Vendo Casa no Sul da Bahia/Lençóis/UNA. Condomínio fechado, há 100mts da praia, com 240 mts/2 construídos, contendo 3 suítes, piscina grande. Área 20/30/mt/2. Tratar: Zap - 11 96751-3129. Valor a combinar. Escritura na mão. Próximo a Comandatuba (Transmerica). Ótimo negócio! 
__________________________________________________________________

 Nada nos levará para a base de apoio a Lula, diz presidente do Republicanos

Por Camila Mattoso e Julia Chaib | Folhapress


Foto: Douglas Gomes / Divulgação

O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), diz que o partido permanecerá independente e não integrará a base de apoio ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional.
 

"Eu não vejo como a gente atuar como base do governo. Não há nada então que possa atrair [o partido para a base]", disse Pereira em entrevista à Folha.
 

Pereira afirma que não toparia ingressar na base mesmo que Lula oferecesse um ministério à legenda. Ele justifica a decisão dizendo que a maior parte da bancada do partido foi eleita e se identifica com a centro-direita.
 

Pereira argumenta ainda que seu partido elegeu o governador do maior estado do país, Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e que não sabe como o Republicanos se posicionará na eleição presidencial de 2026.
  

PERGUNTA - Integrantes do governo Lula tentaram atrair o seu partido para a base e inclusive apoiaram o nome de Jhonatan de Jesus para o TCU (Tribunal de Contas da União). Qual é a chance de o Republicanos integrar o governo?
 

MARCOS PEREIRA - O partido continua independente e vai continuar independente.
 

Esse acordo de apoiar o Jhonatan, e até me apoiar para primeiro vice-presidente da Câmara, foi feito ainda no momento de transição, na [votação da] PEC da Transição [em dezembro]. O partido votou 100% contrário à PEC e ajudou a derrubar um destaque [que tratava do arcabouço fiscal]. Então não se trata de governabilidade no governo, mas de um acordo pretérito, numa outra situação.
 

P. - Não há nada que faça o partido mudar de opinião?
 

MP - Em 2019, nós fizemos uma convenção nacional do partido para a mudança do nome [de PRB para Republicanos] e do [lançamento do] manifesto político do partido.
 

No manifesto político, nós já abrimos no preâmbulo dizendo que o Republicanos é um partido conservador e liberal na economia.
 

Defendemos a livre iniciativa, o mercado, a meritocracia. É um manifesto de centro-direita. Então, nesse contexto, nosso manifesto político e o resultado da eleição -elegendo o governador do maior colégio eleitoral, do estado mais pujante e mais rico do país- não nos permite fazer parte da base do governo que é mais estatizante, socialista etc. Eu não vejo como a gente atuar como base do governo. Não há nada então que possa atrair [o partido para a base].

 

P. - Nem se Lula oferecer um ministério?
 MP - Não.

 

P. - O senhor está pensando na eleição de 2026?
 

MP - Óbvio. Não estou pensando na presidência propriamente dita. Nós temos quatro senadores, dos quais três foram eleitos nesse campo: General Mourão (RS), Damares [Alves] (DF) e Cleitinho (MG). O senador Mecias [de Jesus] já vinha no partido, mas também é de um estado, que é Roraima, cuja população é mais de centro-direita. Então a bancada no Senado tem dificuldade de virar governo.
 

E a bancada da Câmara, dos 42 [deputados], nós temos aí no máximo -se você fizer um esforço, espremer muito- 15 deputados, e a maioria do Nordeste [que topam integrar a base]. Eu disse para alguns deles, para você, que é do Nordeste, virar a base de Lula é um sonho. Mas para quem é do Centro-Oeste, do Sudeste, do Sul não tem condição.
 

P. - Quando eu olho para 2026, estou olhando para aumentar a bancada de senadores e aumentar a bancada de deputados; no mínimo, manter. Não vejo como a conta fecha. Como vou prejudicar a maioria?
 

MP - Para além disso, tem a questão também de em que campo que a gente vai estar em 2026 para presidente. Nós temos o governador do principal estado.
 

O projeto do Tarcísio, o mais natural é que ele seja candidato à reeleição. Agora, se houver um chamamento da população brasileira [para ele ser candidato a presidente], uma coisa que pesquisas qualitativas e quantitativas [meçam], e também a população, aquela onda, não podemos descartar. Mas nesse meio tempo tem o próprio [ex-presidente Jair] Bolsonaro, que é o mesmo eleitor. O que vai acontecer com ele, ninguém sabe.
 

Pelo que eu conheço do Tarcísio, se Bolsonaro for candidato, não acredito que ele disputaria contra ele.
 

P. - Se o Tarcísio não tivesse sido eleito governador, essa conta de não entrar na base seria a mesma?
 

MP - Seria a mesma porque nós temos um manifesto político, uma mudança de postura, de nome, que nos obriga a nos posicionarmos nessa toada.
  

P. - O governo tem base?
 

MP - Ainda não tem base, mas, dependendo do tema, penso eu que o parlamentar não tem como ficar contra.
  

P. - Mas isso passa por saber negociar emendas extras e cargos?
 

MP - O governo vai organizar com o Congresso. Eu não gosto de falar dos outros, mas quando você entrega três ministérios a um partido e esse partido diz que não é base, é independente, tem alguma coisa errada. Se o Republicanos tivesse três ministérios, só teria uma chance, que é de ser base.
 

P. - E cargos de segundo escalão?
 

MP - A gente sabe que tem parlamentares do seu partido que estão negociando. Aí são as coisas da política, né? Um deputado do Nordeste, do Norte, para ele é importante ter cargos no estado, mostra prestígio, influência. Eu não estou colocando a faca no pescoço de ninguém, mas é óbvio que, em alguns temas que são caros ao partido, o partido vai cobrar fidelidade.
  

P. - O sr. falou com Lula?
 

MP - Eu conversei por telefone no dia da aprovação da PEC da Transição. O líder [do governo no Senado] Jaques Wagner (PT-BA) ligou e falou: "olha, o presidente quer agradecer aqui por terem ajudado no destaque". Mas era importante ajudar. Não somos uma oposição por oposição, como às vezes até o Partido dos Trabalhadores foi.
 

A gente é uma oposição ou uma independência com diálogo, construção. Eu não quero que o avião caia porque eventualmente eu não concorde com o que o piloto faz.
 

P. - A não ida para a base tem a ver com o fato de a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ter rechaçado o apoio da Igreja Universal?
 

MP - Deixa eu falar: dos 42 deputados [do Republicanos], 12 são da Universal -30 não são. São quatro senadores e nenhum é da Universal. Dois governadores que são católicos. O que tem a ver? É o fato de eu ser da Universal? O partido não é da Igreja Universal.
 

RAIO-X
 

Marcos Pereira, 50
 

Nascido em Linhares, no interior do Espírito Santo, é advogado, formado em direito pela Unip (Universidade Paulista) e mestre pelo IDP. Presidente do Republicanos desde 2011, foi ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do governo de Michel Temer (MDB-SP), de 2016 a 2018. É bispo licenciado da Igreja Universal. Está no segundo mandato como deputado federal.
 

Galeria Este é Lula em 2023 Presidente assumiu pela terceira vez o cargo de presidente da República https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1753928801944556-este-e-lula-em-2023 ***

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

Uesc contribui com estudos técnicos no Plano Municipal de Redução de Riscos em Itabuna

ITABUNA Universidade participa do mapeamento de áreas vulneráveis e do fortalecimento de políticas públicas de prevenção a desastres naturai...