Logo após
inspecionar as obras do Hospital de Campanha em Itabuna, vereadores estiveram
na Maternidade Ester Gomes, ainda na manhã de terça-feira (23). Lá, eles ouviram
a direção, um médico pediatra, além de funcionários ali presentes, para
compreender o cenário no anunciado fim do contrato com o município.
A diretora Maria do
Carmo Oliveira Figueiredo (Carminha) informou que naquela tarde haveria um
encontro entre ela e o prefeito Augusto Castro (PSD), a fim de conhecer qual a
proposta do município para manter aquele hospital aberto. Lembrou que mais de
100 mil crianças ali nasceram ao longo de 30 anos e mencionou dificuldades
financeiras, inclusive para pagar funcionários.
Com a aplicação de mais testes do tipo PCR, a Câmara de Itabuna dá sequência à rotina de investigar se há casos de Covid-19 entre vereadores e demais servidores. Assim, na manhã de segunda-feira (22) ocorreu a terceira aplicação de exames por parte da Vigilância Epidemiológica, quando 56 pessoas foram testadas.
Segundo o diretor administrativo da Casa, Felipe Eduardo Ramalho, a intenção é que o procedimento ocorra pelo menos a cada 20 dias. O intuito é nortear a continuidade do trabalho legislativo e, ao mesmo tempo, respeitar as medidas sanitárias – essenciais para a saúde de todos que frequentam o espaço.
“A preocupação do presidente Erasmo [Ávila], com toda a mesa diretora e demais vereadores, é a segurança de todos que fazem parte da Câmara Municipal de Itabuna. Todo mês vai ter testagem, para que possamos continuar os trabalhos da Casa; a Câmara não pode parar”, declarou, informando que os resultados saem após seis dias e são informados à própria pessoa examinada.
As duas sondagens anteriores ocorreram dias 09 e 23 de fevereiro, sendo a primeira por meio de testes rápidos. A segunda ocorreu através de PCRs, considerados por profissionais de saúde os testes mais fidedignos, com o material colhido analisado no LACEN (Laboratório Central), em Salvador.
Fiscalização da reta final em
Hospital de Campanha
Faltando apenas dois dias para ser concluída a parte física do Hospital de Campanha em Itabuna, a obra passou por inspeção do movimento “Vereadores na Rua Unidos Contra a Covid”. Na manhã desta terça-feira (23), edis estiveram no local, montado ao lado do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, para verificar se o equipamento está de acordo com o previsto no contrato.
O presidente da
Câmara, Erasmo Ávila (PSD), dirigiu questionamentos ao responsável pela obra,
Osmar Gomes (da empresa Soul Eventos). Ao final, manifestou impressão positiva
sobre a estrutura erguida para atender a Itabuna e região. “Estamos fazendo nosso
papel de fiscalizar; este é um projeto do Executivo, nossa obrigação é estar
aqui visitando, ver a estrutura, acompanhamos o edital, vimos como foi
contratada a obra e estamos vendo como está sendo feita”.
Após acompanhamento
detalhado, observou: “Estamos vendo aqui que está dentro dos parâmetros da
contratação. Parabenizamos o prefeito Augusto Castro e a secretaria de saúde,
Lívia Mendes, por esta iniciativa; é um hospital de vanguarda, uma coisa
bonita, organizada”.
De antemão, Osmar
parabenizou a postura dos edis ao fiscalizar uma obra de tamanha relevância,
mostrando que assim cumprem o papel que lhes é devido. Destacou que o fato de o
hospital contar com uma usina própria de oxigênio coloca o município na
dianteira, uma vez que tal estrutura permite assistência completa aos pacientes
acometidos pela Covid-19.
Para se ter uma
ideia, ilustrou o profissional, será possível garantir oxigênio até para os 40
leitos a serem ali instalados. Ele esclareceu que 30 profissionais se dedicaram
à montagem do hospital ao longo de aproximadamente dez dias e o contrato
firmado tem o valor mensal de R$ 360 mil – a estimativa é que valha de três a
quatro meses.
Demanda até aqui
Enfermeiro e
técnico em raio-x, o edil Luiz Júnior da Saúde (Democracia Cristã) citou o quão
necessária é a oferta de vagas nesta fase da pandemia. “Fui trabalhar esta
noite no setor de covid e tinha muita gente pedindo vaga. Aqui vai desafogar
bastante Itabuna e cidades vizinhas”, frisou.
Mesmo reconhecendo a gravidade do momento, o
vereador Solon Pinheiro (Solidariedade) mencionou a expectativa de que em breve
haja outros assuntos para se debruçar. “Estamos cumprindo nosso papel,
fiscalizando a obra, saber detalhes do contrato, houve mesmo a necessidade
dessa construção”, ponderou.
O vereador
Francisco Gomes (PSD), presidente da Comissão de Saúde da Casa, relatou que a
empresa contratada assegura a entrega da parte física na quinta-feira (25) e o
município cuidará da estruturação. “Fico feliz porque o prefeito e a secretária
de saúde foram sensíveis a essa questão, mas gosto de frisar: esse hospital vai
minimizar o sofrimento da população, mas não quer dizer que vai resolver o
problema se cada um de nós não fizermos a nossa parte”, alertou.
Apoio e cuidado
O edil Gilson da
Oficina (PL) manifestou-se sobre a qualidade da estrutura, mas também trouxe
reflexões válidas para todos nestes tempos tortuosos: “Esta é uma grande obra,
que deveria ter sido desde que a covid chegou ao município. Mas vamos pedir aos
nossos irmãos que façam um jeito de não necessitar dessa obra; usando máscara e
tendo os devidos cuidados”.
Na mesma linha, o
vereador Manoel Porfírio (PT) falou da emoção ao ver um equipamento para ajudar
a salvar vidas. Mas indicou cautela, neste momento tão difícil para o cidadão. “Vai
trazer um alento, mas pedimos às pessoas para não precisarem do Hospital de
Campanha. Usem máscara, álcool em gel, distanciamento, se cuidem! Sei que o
‘lockdown’ é ruim, mas é um tempinho. Se a gente se unir, vai passar; com muita
vida salva, muita gente feliz, para nos abraçarmos e dizer: vencemos essa etapa
difícil das nossas vidas”, clamou.
A incursão seguinte
dos vereadores foi na Maternidade Ester Gomes, cujo contrato com o município
chegou ao fim. Há a expectativa de serem encontrados caminhos legais para
manter o serviço prestado há 30 anos, conforme será exposto na matéria
seguinte.
(Ascom/Câmara - Fotos: Pedro Augusto)




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