O
julgamento da ação penal 470, o mensalão, será iniciado no dia 2 de agosto, um
dia após a previsão inicial da Corte. Essa informação foi confirmada na tarde
da terça-feira (26) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres
Britto. O
cronograma definido em 6 de junho pelos ministros do tribunal foi alterado em
razão de o revisor da ação penal, ministro Ricardo Lewandowski, ter liberado seu voto somente nesta terça
feira(26).
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto conversou
com outros ministros e descartou a ideia de publicar a pauta do mensalão em uma
edição extraordinária do Dj. A medida abriria brechas para os advogados dos 38
réus pedirem a anulação do processo. Eles poderiam alegar que o STF criou situação
de excepcionalidade na Ação Penal 470.
Na quinta-feira da semana passada, o presidente do STF, Ayres Britto,
encaminhou ofício a Lewandowski cobrando a entrega do processo até
segunda-feira para evitar atrasos. A medida causou mal estar entre Britto e
Lewandowski nos bastidores do Supremo. Também por meio de ofício, o
ministro-revisor afirmou que em 22 anos de magistratura tinha como princípio
fundamental “não retardar nem precipitar o julgamento de nenhum processo, sob
pena de instaura odioso procedimento de exceção”.
Dessa forma, o julgamento do mensalão começará dia 2 de agosto, com a
apresentação de um resumo de três páginas sobre o caso pelo ministro-relator,
Joaquim Barbosa e com as argumentações da Procuradoria-Geral da República
(PGR). A acusação da PGR vai durar cinco horas. As sessões seguintes serão
destinadas às alegações dos advogados dos réus. Dia 20 de agosto, deve começar
a leitura dos votos dos ministros. O primeiro a proferir voto é o relator
Joaquim Barbosa.
Com esse novo calendário, aumentam as chances do ministro Cezar Peluso
deixar a corte sem proferir voto. Ele terá apenas três sessões antes de sua
aposentadoria para antecipar o seu voto e teria que votar antes do
ministro-revisor.
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