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| Danilo e Pancadinha |
A Câmara de Vereadores de itabuna na tarde desta quarta-feira (15), colocou em votação de autorização para o Executivo conseguir um empréstimo de até 30 milhões de dólares.
A sessão de hoje a tarde contou com a presença de 20 vereadores. Isso devido a ausência do vereador Nem Bahia (PP). Com isso, 17 vereadores votaram a favor do empréstimo.
No seu voto, o vereador Ronaldo Geraldo-Ronaldão (PL), usando da palavra, declarou de que alguns vereadores foram pressionados por presidentes de seus partidos para votarem contra; "Por questão de conchaves político".
DA CÂMARA: Vereadores autorizam busca de empréstimo.
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| Relator |
Após convocações à Secretaria de Planejamento,
audiência pública diante da sociedade e exaustiva discussão, a Câmara de
Itabuna começou nesta quarta-feira (15) a autorizar o Executivo a pleitear um
empréstimo junto ao FONPLATA (Fundo Financeiro
para o Desenvolvimento dos Países da Bacia do Prata). Caso o crédito seja
aprovado, mediante a análise de projetos pelo Ministério da Economia e Senado
Federal, o recurso será liberado aos poucos.
Conforme esclarecido aos vereadores ao longo da tramitação do projeto (013/2022), o eventual empréstimo de até 30 milhões de dólares, seria concedido aos poucos, até 2030. Ou seja, o Executivo busca uma quantia para obra específica, como pavimentação em bairros, esgotamento sanitário, requalificação do trânsito, revitalização do Rio Cachoeira, entre outras.
Proposta pelos vereadores Wilma de Oliveira (PCdoB) e Sivaldo
Reis (PL), tal emenda assegura que o nome do projeto seja Programa de
Integração Urbana de Itabuna-Bahia 2030 (porque no início o Executivo
apresentou o nome Programa de Reconstrução Urbana, Ambiental, Resiliência e Promoção
Socioeconômica do Município de Itabuna.
Debruçados sobre o projeto para dirimir todas as dúvidas
antes de votar, os edis sustentam a relevância de assegurar recursos para obras
tão clamadas pela população. “Como o recurso é vinculado ao programa, propomos
alterar, para lá na frente não ter nenhuma incompatibilidade com a
nomenclatura, para que fique mais fácil a fiscalização”, explicou Wilma.
Da mesma forma, o presidente da Câmara, Erasmo Ávila
(PSD), ressaltou a importância de ver a população mais próxima. “Temos uma
Câmara ordeira e participativa; demos o primeiro passo para modernização,
crescimento, retomada da economia, para que Itabuna volte a ser uma cidade
pujante. Estamos possibilitando a busca de uma verba que mudará a vida das
pessoas”, assinalou.
Relator do projeto, o edil Sivaldo Reis (PL) chamou a atenção
para o quanto a Casa dedicou-se a entender a matéria, para posicionar-se com a
devida seriedade. “É para o desenvolvimento da nossa cidade, um crédito que
vários municípios buscaram, como Camaçari, Salvador, Feira de Santana. Respeito
as diferentes opiniões, mas sou favorável a essa autorização”, sinalizou.
Na mesma linha, o vereador Ronaldão (PL), em terceiro mandato, reitera a
necessidade de a cidade buscar recursos para o desenvolvimento tão clamado pelo
itabunense. “O cacau desapareceu e as grandes empresas foram embora; hoje só tem o IPTU para construir, mas não dá para trazer
emprego ao jovem. Então, a maneira de resgatar o desenvolvimento da cidade é
através desse empréstimo”, observou.
Ex-presidente
da Casa, o vereador Ricardo Xavier (Cidadania) citou o tempo perdido com
polarização política e a urgência de tomar providências pelo futuro da cidade.
“Essa nova geração de políticos precisa quebrar esses polos, enxergar a
possibilidade desses 150 milhões [de reais] para o crescimento e desenvolvimento
econômico”, argumentou.
Os vereadores
Manoel Porfírio (PT) e Cosme Resolve (PMN) também estão entre os oradores veementes
sobre a importância da busca de recursos para sanar carências históricas.
Citaram, inclusive, bairros periféricos como Gogó da Ema, Emanoel Leão, junto a
tantos outros onde o povo grita por obras públicas.
Outros posicionamentos
Inicialmente
contrários ao projeto aqui tratado, os vereadores Dando Leone (PDT), Danilo
Freitas (União Brasil) e Fabrício Pancadinha (Solidariedade) pontuaram,
respectivamente, sobre a ausência de uma auditoria especializada por parte do
Executivo, sobre o prazo para pagamento e a taxa de juros (2,5% ao ano).
Segundo eles, não se sentiram seguros o suficiente para votar “sim” autorizando
a busca do citado crédito.
Vale lembrar, por fim, que a etapa seguinte do crédito só é liberada após o cumprimento da obra anterior. É neste ponto, inclusive, que será crucial o papel do Legislativo. Afinal, uma das principais atribuições do vereador é fiscalizar o quê a prefeitura realiza. A emenda votada, inclusive, busca afastar dificuldades formais para os edis.
ASCOM/Câmara de Vereadores de Itabuna

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