terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Despoluição do rio Cachoeira é uma prioridade para Itabuna


O projeto de despoluição do rio Cachoeira, uma obra com um custo estimado de R$ 200 milhões, foi discutido pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, Francisco França e pelo presidente da Emasa, Jader Guedes, que estiveram reunidos com o prefeito Fernando Gomes e os engenheiros Francisco Lima, da FH Engenharia Ambiental e Edgar Alves, da Trento Engenharia para retomada de um projeto paralisado no governo passado. Do encontro também participaram o diretor técnico da Emasa, João Bitencourt e o gerente de projetos da empresa Ângelo Lucena, que discutem um projeto prioritário para o governo municipal, ao lado da conclusão da barragem do rio Colônia.


O grupo deverá voltar a se reunir ainda nos próximos dias e o prefeito Fernando Gomes também deve anunciar a criação de uma comissão para estudar uma parceria público privada para implementar o plano municipal de saneamento  e solução definitiva do abastecimento de água e de saneamento básico para Itabuna, cidade de 220 mil habitantes. Ele também quer uma alternativa para redução das perdas de água, que hoje é estimada  em 55%, quando o ideal seria de apenas 20%, o que vai exigir a substituição da rede de distribuição.

O secretário Francisco França considera que a reunião representa um avanço e serve para definir a retomada de um projeto de esgotamento sanitário que estava inexplicavelmente engavetado. A ideia segundo ele é atrair investimentos da área federal para o tratamento de todo o esgoto de Itabuna e que hoje é drenado para o Cachoeira, contemplando inclusive áreas densamente povoadas como os bairros da Califórnia e de Fátima.


O presidente da Emasa, Jade Guedes lamentou que o projeto estivesse paralisado há quatro anos, lembrando que se ele estivesse concluído o município já poderia contratar recursos para a sua execução, com um custo estimado de R$ 200 milhões junto ao Ministério das Cidades. “O governo municipal ainda deixou uma dívida de R$ 40 mil com a empresa responsável pela elaboração do projeto técnico, o que é uma irresponsabilidade”, finalizou. 

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