sábado, 8 de novembro de 2014

Interrupção do Projeto Viv-À-rte é tema de Sessão Especial na Câmara

Lançado em novembro do ano passado, o Projeto Viv-à-rte, instituído pela Fundação Marimbeta em parceria com a Secretaria de Esportes com a finalidade de oferecer atividades socioeducativas e culturais, que hoje atende a cerca de 4.900 crianças e adolescentes, foi tema de discussão na tarde da última quinta-feira (06/11), na Câmara de Itabuna.
Solicitada pelo vereador Antônio Cavalcante (PMDB), a Sessão Especial abordou como tema principal a importância do projeto coordenado pela gerente cultural Dayse Santos, recentemente interrompido em razão de um Decreto Municipal que transfere a gestão do programa para a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC).

Publicado em 30 de outubro de 2014 pelo Poder Executivo, a instituição do Decreto Municipal considera no processo de transferência do projeto entre as instituições, as dificuldades para a captação de recursos destinados ao desenvolvimento das atividades do programa, anteriormente financiadas pela Secretaria Municipal da Fazenda, que hoje passa por delimitações orçamentárias.
Segundo o Presidente da FICC, Roberto José da Silva, a suspensão das atividades no programa faz parte de um estudo técnico para fortalecimento do projeto. “Interrompemos as atividades do Viv-à-rte momentaneamente para uma reformulação e, também, para uma nova seleção pública. O nosso objetivo é expandir o projeto para mais bairros da nossa cidade, implantando-o também na zona rural”, explicou.
Para a coordenadora do projeto, Dayse Santos, o Projeto Viv-à-arte ultrapassa o conceito de um programa de difusão cultural, ao ser reconhecido por educadores, beneficiários e sociedade como “um mecanismo de construção de valores no desenvolvimento da juventude grapiúna, que precisa ser defendido de forma independente”, afirmou.
Entre a pauta de discussões da mesa, composta ainda pelo Pres. da Fundação Marimbeta, Júnior Teles; o Secretário de Esportes, Evans Maxuel; a Delegada Gildete Vitória; e o representante do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Jorge Luís, estavam a defesa de uma remuneração melhor aos educadores sociais do projeto, que atualmente recebem uma bolsa R$ 400,00 para prestar assistência a turmas compostas por cerca de 50 alunos e a reabertura da unidade do projeto no Bairro Zizo.
O projeto que também foi interrompido no Bairro Califórnia, terá as suas ações continuadas pela Paróquia de Nossa Sra. Aparecida, onde o núcleo funcionava - garantiu a irmã Maria de Lurdes. “Eu senti a tristeza no olhar das crianças quando informamos a elas sobre a paralisação das atividades, e por isso o Conselho Pastoral e junto com o Pe. Wesley tomou a iniciativa de garantir independente do Poder Municipal, a manutenção do projeto em nosso núcleo”, afirmou a freira membra do Conselho Pastoral da Paroquia.
De acordo com o vereador Cavalcante, é unanime entre os vereadores o desejo de abraçar esta causa de forma ágil, na luta por uma cidade de paz. “Estamos lidando com vidas humanas, com a construção do conhecimento a crianças e adolescentes, e com o afastamento deles do mundo da criminalidade, e por isso a Câmara não exitará em exercer o seu papel em defesa da comunidade Itabunense”, afirmou o parlamentar.
Ainda de acordo com Cavalcante, a Câmara deverá discutir nos próximos dias a revogação do Decreto Municipal que transfere o projeto da Fundação Marimbeta para a FICC e, ainda, a implantação de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável pela definição do orçamento do Poder Executivo Municipal em 2015.
Da Assessoria de Comunicação Social | @ascom/cmvi
Fotos: Pedro Augusto Benevides

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