segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Nilton Nogueira: uma voz que fez história no rádio esportivo da Bahia

Morre em Salvador o radialista Nilton Nogueira, uma das grandes vozes do rádio esportivo baiano


Nogueira,  uma grande voz que cala.
O rádio esportivo da Bahia perde uma de suas vozes mais marcantes. Nilton Nogueira, nascido em Salvador, em 16 de agosto de 1934, construiu uma trajetória de décadas dedicada ao rádio, ao futebol e, sobretudo, aos ouvintes que aprenderam a acompanhar as emoções do esporte através de sua voz.

Sua carreira começou em 1957, como rádio-escuta da Rádio Sociedade da Bahia. Dois anos depois, em 1959, teve a oportunidade de narrar sua primeira partida de futebol, pela Rádio Cultura da Bahia. A partir daí, começava uma longa história de dedicação à crônica esportiva.

Nogueira contou que, no início da carreira, buscou inspiração em dois grandes nomes da narração esportiva brasileira: Fiore Giglioti, de saudosa memória, e Pedro Luiz, referências do rádio paulista. Com o tempo, porém, desenvolveu seu próprio estilo, marcado pela técnica, pela clareza, pela elegância e pela emoção.

Entre os colegas, era carinhosamente chamado de “Nogueirinha”. Sua maneira clássica de transmitir uma partida tornou-se uma de suas principais marcas e fez com que seu nome atravessasse gerações de torcedores.

Nilton Nogueira passou por importantes emissoras do rádio baiano, entre elas a Rádio Excelsior e a Rádio Sociedade da Bahia. Nesta última, especialmente durante os anos 1980, esteve à frente de uma equipe esportiva que reuniu grandes profissionais da comunicação esportiva da Bahia, deixando sua contribuição para a história do rádio esportivo.

Mais do que narrador, Nogueira também foi uma referência para muitos profissionais. Sua experiência, seu estilo e sua dedicação ao rádio ajudaram a formar uma geração de comunicadores que encontrou no esporte uma maneira de levar informação e emoção ao público.

Sua narração tinha uma característica especial. No tempo em que o rádio era o principal companheiro do torcedor, cabia ao narrador transformar palavras em imagens. Sem televisão, o ouvinte precisava imaginar o campo, a bola, os jogadores, o ataque e, finalmente, o gol.

E Nilton Nogueira sabia fazer isso.

Durante décadas, seu grito de gol entrou nas casas, nos carros, nos bares, nos estádios e nos pequenos rádios de pilha que acompanhavam os torcedores pelas ruas e arquibancadas.

Mesmo depois de deixar de narrar regularmente as partidas, continuou ligado ao rádio esportivo, mantendo viva sua paixão pelo futebol e pela profissão que abraçou ainda jovem.

Nogueira também era lembrado pela simplicidade, pelo bom humor e pela maneira humana de tratar os colegas. Para ele, o rádio não era apenas um trabalho: era uma verdadeira paixão.

E talvez seja justamente essa paixão que explique a permanência de seu nome na memória de tantos ouvintes.

O tempo passa. As tecnologias mudam. O rádio se transforma. Surgem a televisão, a internet e as redes sociais, oferecendo novas formas de acompanhar o futebol. Mas algumas vozes permanecem.

A voz de Nilton Nogueira é uma delas.

Seu maior patrimônio não foi material. Ficou na memória de milhares de torcedores que, durante décadas, ouviram suas transmissões e viveram, através de sua narrativa, momentos inesquecíveis do futebol.

Nilton Nogueira deixa, portanto, um legado que pertence à história do rádio esportivo da Bahia e do Norte e Nordeste do Brasil.

Parte um grande narrador. Fica uma grande voz. Fica uma história.

Que sua memória permaneça viva entre aqueles que aprenderam a amar o futebol também através do rádio.

Fonte: Paulo Neiva, militar da reserva e repórter. 
Créditos: Memória do Rádio Baiano.

Cata-Treco realiza coleta na Conquista nesta terça-feira

ILHÉUS EM NOTÍCIAS - Moradores devem deixar móveis, eletrodomésticos e outros materiais de grande porte em frente às residências antes das 8h

A Prefeitura de Ilhéus realiza, nesta terça-feira (22), mais uma etapa do serviço Cata-Treco, desta vez com atendimento aos moradores da Conquista. A iniciativa é voltada ao recolhimento de móveis, eletrodomésticos e outros materiais de grande porte que não têm mais utilidade e precisam ser descartados.

Para facilitar o trabalho das equipes, os moradores devem colocar os itens para coleta em frente às residências antes das 8h. Entre os materiais que podem ser destinados ao Cata-Treco estão móveis, como sofás, mesas, armários, colchões, além de eletrodomésticos e outros objetos de grande porte. 

A Prefeitura orienta a população a acompanhar a divulgação das próximas datas e localidades contempladas pelo cronograma. O serviço, no entanto, não contempla entulho, restos de obras, materiais de construção ou resíduos provenientes de reformas.

Com a ação, o município busca contribuir para a manutenção da limpeza urbana e para o descarte adequado de materiais que, pelo tamanho ou volume, não são recolhidos pela coleta convencional de resíduos. Sucom.

A Primavera não é mais aquela!

A Primavera chegou novamente. Mas será que ela ainda é a mesma de antigamente?

Joselito dos Reis

As mudanças e transformações do clima e do meio ambiente já são visíveis em diversas partes do planeta, trazendo consequências cada vez mais preocupantes. Temperaturas extremas, alterações no regime das chuvas, incêndios, secas, enchentes, vendavais e outros fenômenos extremos revelam um desequilíbrio que não pode mais ser ignorado.

O ser humano, movido muitas vezes por uma ambição maior do que a própria capacidade de compreender as consequências de seus atos, vem destruindo áreas verdes em nome do desenvolvimento, do poder econômico, político e tecnológico. Ao derrubar árvores sem promover a necessária reposição, interfere diretamente no equilíbrio da natureza.

As florestas são fundamentais para a manutenção da vida. Elas contribuem para a qualidade do ar, protegem nascentes, preservam a biodiversidade e participam do equilíbrio climático. Quando são destruídas, não desaparecem apenas árvores: desaparecem habitats, espécies animais e vegetais e parte da própria proteção natural do planeta.

É triste!

E as consequências dessa destruição recaem sobre todos os seres vivos. Todos os anos, muitas pessoas e animais morrem prematuramente em consequência de enchentes, deslizamentos, tempestades e outros eventos extremos que podem ser agravados pela degradação ambiental e pelas mudanças climáticas.

Vendavais e furacões também podem provocar enormes perdas humanas e materiais. Em algumas regiões, a elevação do nível do mar e a ocupação desordenada de áreas vulneráveis aumentam ainda mais os riscos para as populações.

Terremotos e tsunamis, por sua vez, possuem causas predominantemente naturais, relacionadas à dinâmica geológica do planeta. Mas suas consequências podem ser agravadas quando o homem ocupa áreas de risco sem planejamento, destrói ecossistemas que funcionam como proteção natural ou não respeita os limites da própria Natureza.

A fauna e a flora sofrem diretamente com esse processo. Os rios, mares e oceanos também recebem toneladas de resíduos, entre eles o plástico, que ameaça inúmeras espécies e chega à cadeia alimentar. Em muitos lugares, a poluição e a degradação ambiental já comprometem até mesmo a beleza natural que durante séculos encantou a humanidade.

As mudanças climáticas também atingem as regiões geladas do planeta. O derretimento de geleiras e outras alterações ambientais contribuem para modificar sistemas naturais que ajudam a regular o clima da Terra. Enquanto isso, o ser humano continua produzindo e consumindo como se os recursos naturais fossem infinitos.

E então chega mais uma Primavera.

Mas aquela Primavera dos ipês floridos pelos campos, dos pássaros cantando entre as árvores, do perfume das flores espalhando-se pelo ar e das nascentes de águas cristalinas parece cada vez mais distante.

A Primavera continua existindo, mas nós estamos mudando o mundo onde ela floresce.

Em muitos lugares, já não encontramos a mesma abundância de árvores, flores e pássaros. Os rios estão poluídos, os mares recebem resíduos e o céu, tantas vezes encoberto pela poluição, perde a transparência daquele infinito azul que fazia parte da paisagem e da memória de tantas gerações.

A Natureza, entretanto, ainda demonstra sua força e capacidade de regeneração. Ainda há tempo para mudar. Ainda podemos plantar árvores, proteger as nascentes, preservar as florestas, reduzir a poluição e respeitar os demais seres vivos que compartilham conosco este planeta.

Precisamos compreender que preservar a natureza não é apenas proteger árvores, rios, mares, animais e flores. É proteger a própria vida humana.

Por isso, neste início de Primavera, fica um apelo:

Nunca mais uma Primavera igual àquela?

Não! Que possamos fazer diferente.

A Primavera chegando...
Que os ipês voltem a florescer abundantemente nos campos. Que os pássaros voltem a cantar nas árvores. Que o perfume das flores volte a dominar o ar. Que as nascentes continuem cristalinas e que nossos rios, mares e oceanos sejam tratados como fontes de vida, e não como depósitos de lixo.

Adeus, destruição!

Uma trégua, humanidade!

Respeitem a Natureza.

Respeitem a vida.

Respeitem a Primavera que está chegando.

Porque, se ainda queremos contemplar amanhã o colorido das flores, o canto dos pássaros e o azul infinito do céu, precisamos começar a cuidar hoje do planeta que nos foi confiado.

A Primavera não é mais aquela. Mas ainda podemos ajudá-la a voltar a ser.

Joselito dos Reis
Poeta e jornalista

domingo, 20 de setembro de 2026

ALJUSBA inicia nova gestão com proposta de união, pluralidade e participação


A Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA) realizou, na noite de sexta-feira, 18 de setembro, no Plenário Raymundo Lima, da Câmara Municipal de Itabuna, a solenidade de posse de sua nova Diretoria para o biênio 2026–2028.

O evento reuniu acadêmicos, autoridades, familiares e convidados em uma cerimônia marcada pela integração, confraternização e convivência entre os membros da instituição.

Eleita pela chapa “União e Trabalho”, a nova Diretoria é composta por Allah Nascimento Silva Muniz de Góes, presidente; Rui Carlos Rodrigues Miranda da Silva, vice-presidente; Flávia Falcão Gordilho Oliveira, diretora-secretária; Clodovil Soares dos Santos, diretor-financeiro; Tarik Vervloet Fontes, diretor de Biblioteca e Arquivo; e Luiz Carlos Santos Vasconcelos, diretor da Revista.

A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer o caráter plural da Academia, tendo como princípios o diálogo, o respeito às decisões coletivas e a valorização das diferentes contribuições de seus integrantes.

Entre as prioridades do novo biênio está o incentivo à participação dos confrades e confreiras, ampliando os espaços destinados à apresentação de ideias, projetos e experiências. A proposta é fortalecer os vínculos entre os acadêmicos e ampliar o sentimento de pertencimento à instituição.

Em seu discurso de posse, o presidente Allah Góes destacou a importância de uma gestão compartilhada e da construção coletiva. Entre as iniciativas previstas estão o incentivo à cultura e à produção intelectual, o estímulo às publicações dos acadêmicos em revistas e periódicos, além da realização de congressos, seminários e outras atividades voltadas à convivência e ao intercâmbio entre os membros.

Novos acadêmicos

A solenidade também marcou a posse de novos integrantes da Academia, que passaram oficialmente a fazer parte de seus quadros.

Foram empossados Wanessa Rocha Bonfim Gedeon, na Cadeira nº 2; Luciano de Oliveira Souza Tourinho, na Cadeira nº 13; e Geraldo Calasans da Silva Júnior, na Cadeira nº 38.

Também eleita para integrar a instituição, Carolina Simões da Silveira Peltier Cajueiro, da Cadeira nº 16, não pôde comparecer à solenidade por motivo de saúde. A Academia deverá definir posteriormente a forma de realização de sua posse.

Novo ciclo

Sob o lema “União e Trabalho”, a nova Diretoria inicia seu mandato com o propósito de consolidar a ALJUSBA como uma instituição plural, participativa e aberta ao diálogo.

A proposta é fortalecer a produção intelectual de seus membros, incentivar a participação dos acadêmicos e ampliar as ações voltadas à cultura, ao conhecimento e ao intercâmbio de ideias, contribuindo para a valorização da cultura jurídica e para o desenvolvimento intelectual do Sul da Bahia. Ascom.

Morre, aos 74 anos, a jornalista Sônia Carneiro, referência na cobertura política brasileira

Com 32 anos de atuação na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil e 24 anos de trabalho ao lado de Jaques Wagner, Sônia Carneiro acompanhou mais de cinco décadas da vida política nacional

Jornalista Sônia Carneiro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Do -  -Diário do Poder - Faleceu neste domingo, 20 de setembro, aos 74 anos, a jornalista Sônia Carneiro, uma profissional de longa trajetória na cobertura política brasileira. Nascida em 15 de outubro de 1951, Sônia completaria 75 anos no próximo mês.

Conhecida carinhosamente por familiares, amigos e colegas como Soninha, dedicou mais de cinco décadas de sua vida ao jornalismo, à comunicação e ao acompanhamento da vida pública brasileira, construindo uma trajetória marcada pela experiência, pelo compromisso com a informação e por uma competência singular.

Sônia iniciou sua trajetória profissional em 1971 e construiu uma parte fundamental de sua carreira na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, onde permaneceu por 32 anos, até 2003.

Ao longo desse período, exerceu diferentes funções no jornalismo, passando por atividades como repórter, chefe de reportagem e chefia da Rádio Jornal do Brasil em Brasília, além da atuação no Jornal do Brasil.

Foi também setorista do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, acompanhando diariamente, durante sua longa trajetória na cobertura política, os principais personagens, decisões e acontecimentos do poder em Brasília.

Essa posição privilegiada de observação e apuração permitiu que Sônia testemunhasse e cobrisse alguns dos episódios mais relevantes da história política contemporânea do Brasil. Acompanhou acontecimentos como o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, sucessivas campanhas eleitorais e diferentes períodos da Presidência da República.

Em 1992, recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), em reconhecimento à sua atuação profissional.

Encerrado seu ciclo de 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, Sônia iniciou uma nova etapa de sua trajetória profissional. Trabalhou durante 24 anos com Jaques Wagner, acompanhando diferentes momentos de sua vida pública. Nos últimos anos, integrava o gabinete do senador Jaques Wagner, onde continuava colocando sua experiência, seu conhecimento da política brasileira e sua competência profissional a serviço da atividade pública.

Sua história profissional atravessou, assim, mais de cinco décadas da vida política nacional — primeiro como jornalista responsável por observar, apurar e noticiar os acontecimentos do poder e, posteriormente, em uma longa trajetória de trabalho ao lado de Jaques Wagner.

Mais do que uma jornalista que testemunhou acontecimentos históricos, Sônia deixa a memória de uma profissional que viveu intensamente o jornalismo e a política brasileira, acompanhando suas transformações ao longo de diferentes gerações.

Para os filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter, e para os netos, fica a imensa saudade da mãe e da avó, com suas lembranças, seus ensinamentos e o afeto construído ao longo de toda uma vida.

Aos irmãos José Ruy Carneiro, Gilda Sigmaringa Seixas, Suzana Dunshee de Abranches e Janduí Carneiro, fica a saudade da irmã e de uma vida inteira compartilhada, dos laços familiares, das histórias e das muitas lembranças construídas ao longo dos anos.

Para familiares, amigos, colegas de profissão e todos aqueles que conviveram com ela, permanece a memória de Soninha: sua inteligência, personalidade, generosidade, competência e a forma singular com que se dedicou às pessoas e ao trabalho.

NOTA  - Os mais profundos sentimentos e  solidariedade da equipe do Expressaounica a todos seus familiares, colegas e amigos. Luz.

Aliado de Lula, Otto Alencar era chamado por Vorcaro de ‘conselheiro’ e ‘comandante’

Senador negou haver falado com o ex-banqueiro fraudador, depois recuou.

Presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA) | Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

Do  - Diário do Poder - Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se referia ao senador Otto Alencar (PSD-BA) como “conselheiro” e “comandante”. As informações são do jornal O Globo.

Fiel escudeiro de Lula (PT), Otto Alencar é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde facilita a tramitação de qualquer projeto de interesse do governo do PT e barra os projetos nos quais o Palácio do Planalto não tem interesse. A fidelidade de Alencar a Lula se aguçou ainda mais depois que o presidente pressionou seus aliados do governo da Bahia a nomear o filho do senador para o ambicionado cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas baiano.

O relatório da PF descreve o advogado Ciro Soares como intermediário entre Vorcaro e o senador. Segundo os investigadores, Soares avisava quando estava com Otto, enviava fotos ao lado dele e fazia ligações para repassar recados atribuídos ao parlamentar.Em 30 de maio de 2024, após Soares escrever que “Otto queria falar” com Vorcaro, o banqueiro pediu que mandasse “abraço” ao “nosso comandante” e afirmou que o senador era “conselheiro e comandante nosso”.

Conversas posteriores voltam a citar Otto. Em 5 de dezembro de 2024, Soares disse que o senador teria feito “um movimento grande” para Vorcaro e que aguardava o banqueiro, sem detalhar o assunto.Em 2025, as mensagens registram novas tentativas de aproximação e convites para um evento em Londres. Em 19 de junho, Soares afirmou que tentava convencer Otto a viajar. Vorcaro respondeu: “Tem que ir. Vamos tomar os top Macallan”, em referência ao uísque.

Otto Alencar afirmou inicialmente que não tinha relação com Vorcaro e que nunca o viu, trocou mensagens, fez ligações ou participou de encontros. Depois da publicação, o senador disse que falou com o banqueiro “duas ou três vezes” por telefone, usando o aparelho do advogado. Segundo ele, Vorcaro pediu apoio a um texto apelidado de “emenda Master”, que pretendia ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Otto declarou que não concordava com a proposta e que já havia sido alertado sobre riscos pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A emenda não avançou porque foi rejeitada pelo relator da PEC da Autonomia do Banco Central, senador Plínio Valério (PSDB-AM).

Ciro Soares afirmou não ser alvo de inquéritos ligados ao caso e negou ter organizado encontros presenciais entre os dois. Disse que seria “natural” uma reunião entre um líder político e um líder empresarial, mas que não houve almoço ou encontros organizados por ele.

A defesa de Vorcaro não comentou as mensagens, mas tem dito que o banqueiro está à disposição para prestar esclarecimentos. O relatório da PF também cita tentativas de marcar reuniões presenciais em 2024 e 2025, com indicações de locais em Brasília e Salvador.

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

Nilton Nogueira: uma voz que fez história no rádio esportivo da Bahia

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