Hospital de Base de Itabuna comemora 28 anos de grandes serviços
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| Esqueceram o nome do seu fundador, Fernando Gomes |
O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, é um dos mais importantes empreendimentos da saúde pública do sul da Bahia. Inaugurado em 27 de setembro de 1998, o hospital nasceu de uma iniciativa do então prefeito Fernando Gomes de Oliveira, que idealizou o projeto ao presenciar o sofrimento de pessoas enfermas que necessitavam de atendimento médico nas ruas da cidade.
Sensibilizado com aquela realidade, Fernando Gomes decidiu construir um hospital que pudesse atender à população de Itabuna e de toda a região. Para viabilizar o empreendimento, disponibilizou um terreno de sua propriedade, doado ao município, e mobilizou recursos próprios e doações para dar início à obra.
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| Parabéns! |
O projeto, entretanto, enfrentou forte resistência política e uma longa paralisação. Durante mais de oito anos, a construção ficou abandonada, atravessando diferentes gestões municipais e o governo estadual. A estrutura inicial, que previa 80 leitos e já contava com a base e algumas paredes levantadas, acabou tomada pelo mato. Somente com o retorno de Fernando Gomes à Prefeitura, a obra foi retomada e, finalmente, concluída em parte, permitindo a inauguração do hospital em seu terceiro mandato, em 27 de setembro de 1998.
O Hospital de Base passou a representar um marco na assistência médica regional, oferecendo atendimento de urgência, emergência e serviços de maior complexidade, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Com o passar dos anos, consolidou-se como uma referência para centenas de municípios, sob a administração da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI).
Devoto de Nossa Senhora das Graças, Fernando Gomes fez questão de instalar a imagem da Santa em uma das áreas de entrada do hospital. Também instituiu a tradição de um grande caruru para funcionários e convidados, como parte das comemorações da inauguração, associando a celebração à sua devoção religiosa.
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| Parabéns! |
Essa tradição atravessou os anos, apesar das divergências e das opiniões contrárias relacionadas à manifestação de fé.
Entretanto, existe uma questão que merece atenção e reflexão: o reconhecimento da memória de quem idealizou e lutou pela construção do Hospital de Base.
É lamentável que, nas comemorações dos 28 anos de inauguração do hospital, em setembro de 2026, o nome de Fernando Gomes não tenha recebido o destaque que sua participação histórica merece. Afinal, foi ele quem concebeu o projeto e enfrentou obstáculos para tornar realidade um empreendimento que salva vidas.
.A Maternidade da Mãe Pobre, outra importante obra de assistência à população, também nasceu de uma experiência que o sensibilizou. Conforme relatava, ao presenciar uma mulher dando à luz na rua e levá-la a um hospital, percebeu a necessidade de criar uma maternidade. O projeto foi acompanhado de iniciativas para garantir às mães e aos recém-nascidos o enxoval necessário.
A memória também faz justiça
O esquecimento do nome de quem idealizou e lutou por uma obra pública representa uma falha na preservação da história de Itabuna, independentemente de divergências políticas ou religiosas.
Orlando Cardoso
O experiente comunicador Orlando Cardoso, em seu programa Panorama 640, transmitido há muitos anos pela Rádio Difusora Sul da Bahia, também comentou o assunto neste dia 28 de setembro, chamando a atenção para essa questão.
Fernando Gomes, com suas realizações e controvérsias, faz parte da história de Itabuna. O reconhecimento de sua participação na construção do Hospital de Base não significa ignorar o trabalho de outros gestores, profissionais da saúde e servidores que ajudaram a consolidar a instituição. Significa, simplesmente, respeitar a memória e a verdade histórica.
Que as autoridades municipais reflitam sobre essa questão e que o nome de Fernando Gomes seja lembrado com a devida consideração pela idealização e pela luta que resultaram na construção do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Que as obras públicas sejam instrumentos de desenvolvimento, e não de disputas políticas que apaguem a contribuição de seus idealizadores.
Como já foi dito em outras ocasiões, que as realizações de Itabuna não sejam como um viaduto que leva a lugar nenhum, mas caminhos que impulsionem o crescimento e o bem-estar da população. Que a memória de Itabuna não seja esquecida. Que a justiça seja feita a quem ajudou a construir sua história.
É triste!



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