Memórias, raízes e a história da Família Gomes dos Reis. Em memória dos meus avós maternos e dos meus tios...
Existem momentos na vida em que percebemos que o tempo não apenas passa, mas também encerra capítulos importantes da nossa própria história. A partida de Madalena Gomes dos Reis, minha tia caçula, aos 92 anos de idade, no dia 20 de junho de 2026, representa o fechamento de um ciclo familiar marcado por lutas, conquistas, amor e construção de uma trajetória que merece ser lembrada.
Com ela, encerra-se a geração dos filhos de Ernestina e Joaquim Gomes dos Reis, meus queridos avós maternos, pessoas que deixaram suas marcas na história da nossa família e na formação de uma comunidade ligada às raízes da região do cacau.
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| Tia Madá e sua filha Dete. |
Meu avô, Joaquim Gomes dos Reis, foi um homem ligado à terra, conhecido como proprietário rural na região da Jussara, em Ibicaraí, que naquela época ainda era distrito da antiga Palestina, pertencente a Itabuna. Minha avó, Ernestina, mulher simples, doméstica e trabalhadora rural, foi símbolo de dedicação, coragem e força. Juntos construíram um lar, enfrentaram desafios e formaram uma grande família.
Foi entre as localidades da Pancada Formosa/41, Ibicaraí e Itapé (Estiva), que essa família cresceu, fincando raízes e participando do processo de desenvolvimento de uma região marcada pelo trabalho no campo e pela cultura do cacau.
Dessa união nasceram os filhos: Camilo, José, Ernesto e Juju, além das mulheres Quinita, Lindalva, Adelaide, Maria, Josefa e Madalena Gomes dos Reis. Cada um, à sua maneira, carregou consigo os valores recebidos dos pais: respeito, trabalho, dignidade e amor pela família.
Hoje, com a partida de Madalena, fecha-se uma página dessa história. Uma geração que conheceu as dificuldades, ajudou a construir caminhos e deixou como herança não apenas bens materiais, mas principalmente exemplos de vida.
O tempo, infelizmente, vai levando as lembranças. Restam as histórias contadas pelos filhos e netos, as fotografias guardadas, as memórias espalhadas pelo coração daqueles que ainda tiveram o privilégio de conviver com essa geração. Um dia, nós também seremos apenas lembranças na caminhada da humanidade.
Por isso, escrever sobre eles é uma forma de preservar a existência daqueles que vieram antes de nós. São eles que abriram caminhos, educaram seus filhos, construíram famílias e contribuíram para que hoje estivéssemos aqui.
Meus avós e meus tios maternos seguem agora em outro plano, mas permanecem vivos através das suas histórias, dos seus ensinamentos e da continuidade da família que ajudaram a formar.
A vida é feita de ciclos. Alguns começam, outros terminam, mas todos deixam marcas.
A eles, nossa gratidão, respeito e amor.
Tudo passa... mas as raízes permanecem.
Foto: TIa Madalena e sua filha Dete.
Joselito dos Reis - 22.06.2026

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