sábado, 5 de setembro de 2020

Vacina russa contra covid não faz mal e imuniza as pessoas, diz estudo

 Estudo preliminar sobre o imunizante mostra que grupo de pacientes teve resposta positiva

Russos dão mais detalhes sobre a vacina e garantem que é segura e eficaz

Do - Diário do Poder - Estudo preliminar publicado na revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, nesta sexta-feira, 4, indica que a vacina russa ‘Sputnik V’ contra a covid-19 não teve efeitos adversos e induziu resposta imune.

Os resultados dos dois testes clínicos de fase 1 e 2 feitos com 38 voluntários cada, conduzidos em junho-julho deste ano, mostraram que 100% deles desenvolveram anticorpos para a doença.

“Os dois testes de 42 dias – incluindo 38 adultos saudáveis cada – não encontraram nenhum efeito adverso sério entre os participantes e confirmaram que as vacinas candidatas provocam uma resposta de anticorpos”, afirma a publicação.

De acordo com a The Lancet, os testes iniciais sugeriram que a vacina Sputnik V produziu uma resposta em um componente do sistema imunológico conhecido como células T. Os cientistas têm examinado o papel desempenhado por elas no combate à infecção do coronavírus, com descobertas recentes mostrando que essas células podem fornecer proteção de longo prazo do que os anticorpos.

A vacina da Rússia foi registrada no mês passado, mas a falta de estudos publicados sobre os testes gerou desconfiança entre a comunidade internacional.

No Brasil, o governo do Paraná firmou uma parceria para desenvolver a vacina russa e, nesta sexta, 4, informou que o pedido de registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser feito em 10 dias. Os testes no país devem começar em 1 mês.

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, disse, em entrevista à GloboNews, que o resultado é importante, mas ressalta que ainda falta a fase 3, em que a vacina é testada em um grande número de pessoas.

“É um estudo aguardado, publicado em uma revista séria. Hoje a vacina pode ser categorizada como realmente uma candidata, mas isso ainda depende de estudo de fase três onde estão 7 outras vacinas”, disse Kfouri.

O especialista também ponderou que é improvável que os cientistas russos consigam saber qual o período de imunização em tempo hábil para a eventual aprovação do imunizante. “Vamos licenciar vacinas nesse cenário de pandemia sem todas as informações completas. Para preencher todos as informações que precisamos, esperaríamos 4, 5 anos”, acrescentou. 

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

ITABUNA EM FOCO NO ITA PEDRO

Impulsionada pelo Ita Pedro, Itabuna se consolida entre os destinos mais procurados da última década com 1,39 milhões de passageiros Às vésp...