Em 2023, o Orçamento de Itabuna vai
aproximar-se da cifra de um bilhão de reais. Na terça, 20/12, os vereadores
aprovaram o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA 2023) cuja receita estimada
pela Prefeitura é de R$ 969,5 milhões, cerca de 40% maior que o valor projetado
para 2022. As maiores fatias milionárias do bolo são: Saúde (R$ 342 milhões),
Educação (213), Infraestrutura (93) e Fundação de Atenção à Saúde/FASI (72). A principal fonte do Orçamento itabunense vai
originar-se das transferências correntes (superior a R$ 720 milhões), que são
dotações orçamentárias repassadas em sua maioria pela União. Já a arrecadação
própria de tributos municipais (com destaque para os impostos ISS e IPTU, bem
como as taxas e contribuições de melhorias) deverá girar em torno de R$ 130
milhões, conforme a previsão do Município.
Dentro do Orçamento, os vereadores autorizaram
previamente a abertura de créditos suplementares. Os percentuais ficaram em 55%
(para casos de anulação) e 100% (superávit financeiro e excesso de
arrecadação). As comissões de Legislação e Finanças reduziram todos para 25%,
mas o Plenário restabeleceu esses percentuais por meio de subemenda após os
esclarecimentos prestados pela Fazenda itabunense.
Recesso parlamentar
Com o Orçamento Anual aprovado, o Legislativo
de Itabuna entra em recesso e só retorna em fevereiro de 2023. Antes, porém, em
02 de janeiro, ocorrerá a sessão para posse da Mesa reeleita (biênio 2023/24).
Erasmo homologa requalificação da sede da Câmara
O presidente da Câmara de Itabuna, Erasmo Ávila (PSD), homologou nessa terça,
20/12, a licitação que definiu a construtora responsável pela requalificação do Espaço
Cultural Prof. Josué de Souza Brandão, sede do Legislativo itabunense. Vencedora da
concorrência, a empresa ORDF executará as obras de engenharia por R$ 3,3 milhões,
valor global dentro daquele estimado pela Casa do Povo itabunense.
Quatro empreiteiras participaram do certame, duas sediadas em Itabuna (a exemplo da
ganhadora) e as demais, em Salvador. “Foi uma licitação transparente, inclusive com
filmagem e transmissão ao vivo das etapas. Seguimos à risca as regras do edital. Em
breve assinaremos o contrato e iniciaremos as obras para dar a Itabuna uma Câmara
com a beleza arquitetônica que nosso município merece”, pontuou Erasmo.
A princípio, o contrato com a ORDF deve durar 12 meses, podendo ser prorrogado pela
Mesa tendo em vista que o projeto da requalificação já consta no Plano Plurianual
Anual de Itabuna (PPA 2022/25). Entre os serviços de engenharia previstos estão
telhado interno, rampas, praças, fachada e iluminação externas, além da remoção total
de piso. A obra será fiscalizada com o apoio de assessoria contratada pela Câmara.
Respaldo à gratuidade no transporte
Durante sessões nesta segunda e terça-feira (19 e 20), a Câmara de Itabuna aprovou
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| Vereador Ronaldão |
propostas para manter a gratuidade no transporte coletivo de passageiros. AsComissões Técnicas, através do projeto 048/2022, apresentaram um substitutivo para
acrescentar no PPA (Plano Plurianual) o subsídio ao transporte coletivo no indicador
que trata da mobilidade urbana. Também entrará, no indicador que mencionava pontos
de ônibus, o termo “pontos de transporte coletivo urbano”.
Assinaram como relatores, num parecer conjunto pelas Comissões de Legislação,
Finanças e Urbanismo, os vereadores Francisco Santos (PSD), Adão Lima (PSB) e
Gilson Souza (PL). O texto passou por ajustes para estar de acordo com a Política
Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012).
Na proposta nº 46/2022, também aprovada, o Executivo buscou autorização do
Legislativo para conceder a gratuidade no transporte coletivo.
Crédito
Já no projeto 047/2022, o Legislativo autoriza o Executivo a abrir crédito especial no
valor de R$ 100 mil no orçamento de 2022, para subsídio à citada gratuidade. A
mesma autorização, conforme a proposta, também valerá para 2023. Como adendo, os
edis deixam claro que será suprido mensalmente o déficit, sempre que for identificada
diferença entre o custo operacional e a arrecadação das tarifas.
Eles determinam, ainda, que seja preservado o equilíbrio do contrato, que o subsídio
faça prevalecer o interesse público, promova a melhoria do serviço e incentive o uso do
transporte coletivo. Outra ressalva trazida pela Casa: “no mês que se verificar que o
custo operacional foi coberto com a tarifa, não haverá subsídio”.
Mais um acréscimo assinado pelos vereadores é que haja um monitoramento mensal
do custo operacional do sistema de transporte coletivo urbano. Da mesma forma, será
levado em consideração o custo quando a empresa tiver um ganho por eficiência e
produtividade. É o caso, por exemplo, de parcerias com instituições trazendo retorno
para a coletividade.
O vereador Ronaldão (PL) tem lembrado que a empresa concessionária do transporte
fatura cerca de R$ 15 milhões e 300 mil por ano. “A expectativa é de ônibus
confortáveis circulando em nosso município", cobrou.
Ascom/(Fotos: Pedro Augusto)