sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Bolsonaro questiona eficácia de vacinas contra a covid-19

 Apesar de a Anvisa já ter atestado que a CoronaVac e o imunizante da Universidade de Oxford têm mais de 50% de resposta contra o novo coronavírus, presidente contesta e diz que eles são "emergenciais". "Não está nada comprovado cientificamente"

Ainda é questionável por todo o mundo
Do - correiobraziliense.com.br -  O presidente Jair Bolsonaro colocou em dúvida a eficácia das duas vacinas autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial no Brasil contra a covid-19: a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e Covishield, produzida pela farmacêutica Serum, AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Nesta sexta-feira (22/1), ao falar com jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, o mandatário disse que elas são emergenciais e que ainda não está comprovado cientificamente que elas podem prevenir a população de contrair o novo coronavírus. Por conta disso, Bolsonaro comentou que não poderia ser "inconsequente" e obrigar todos os brasileiros a tomar as vacinas.

"O que eu tenho observado, ainda... Tem muita gente que tem preocupação com vacina. Deixo bem claro, ela é emergencial. Eu não posso obrigar ninguém a tomar vacina, como um governador falou há um tempo atrás que ia obrigar. Eu não sou inconsequente a esse ponto. Ela tem que ser voluntária. Afinal de contas, não está nada comprovado cientificamente com essa vacina ainda", disse Bolsonaro.

Apesar das falas do presidente, a Anvisa atestou, no último domingo (17/1), que as duas têm mais de 50% de eficácia: 50,39% para a CoronaVac e 70,42% para a Covishield. Além disso, o presidente se equivocou ao afirmar que os imunizantes são emergenciais. A emergência está relacionada apenas ao processo que autorizou o uso das vacinas antes do registro final delas junto à Anvisa.

De todo modo, Bolsonaro instruiu a população a ler sobre as particularidades de cada vacina antes de se imunizar. "Peço que o pessoal leia a bula, os contratos com as empresas para tomar pé de onde chegaram as pesquisas, porque não se concluiu ainda dizendo que uma vacina é perfeitamente eficaz", garantiu o presidente.

Após as ponderações, Bolsonaro até reconheceu que a vacina pode proteger as pessoas. Ele afirmou que nunca fez campanha antivacina, e que apenas era "contra a vacina sem passar pela Anvisa". "Passou pela Anvisa, não tenho mais o que discutir. Eu tenho que distribuir a vacina. Pelo que tudo indica, segundo a Anvisa, ela vai ajudar que casos graves não ocorram no Brasil, em quem for vacinado."

Distribuição da vacina de Oxford

Durante a entrevista, Bolsonaro comentou sobre a importação de 2 milhões de doses da Covishield, que devem chegar da Índia ainda nesta sexta-feira. Caso as vacinas estejam em solo brasileiro até o fim do dia, ele disse que o governo federal pode distribuir as doses para os estados já neste sábado (23/1).

"A logística é feita pelo (ministro da Saúde) Eduardo Pazuello, juntamente com o ministro (da Defesa) Fernando Azevedo, e nós entregamos (as vacinas) tão logo a Anvisa aprovou. Nós distribuímos no prazo programado, um dia antes. Pode ter certeza que a Aeronáutica está aí pronta para servir o Brasil mais uma vez, e essa vacina amanhã mesmo, se chegar hoje à noite, amanhã mesmo começarão (sic) a chegar aos seus destinos", prometeu.

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

PARABÉNS, ITABUNA!

                                      ITABUNA  Início do século dezenove  Entre os claros da Mata Atlântica...  Do solo sagrado de um chão i...