O magistrado foi aplaudido de pé quando ao ser anunciado e durante a palestra em que defendeu o uso das delações premiadas no decorrer da Lava Jato, fundamentais para o avanço da operação. “É melhor você ter um esquema de corrupção descoberto e algumas pessoas punidas do que ter esse esquema de corrupção oculto pra sempre. É melhor ter alguém condenado do que ninguém condenado”, comentou.
Segundo orador do painel sobre Crime e Democracia, Moro sustentou que, sem as delações, instituto que ainda não existe em Portugal, não teria sido possível descobrir os esquemas de corrupção existentes no Brasil. O juiz foi enfático ao admitir que a corrupção no Brasil é uma das práticas "mais vergonhosas", mas fez questão de reiterar que o país "dá passos firmes no seu combate, não havendo nenhuma vergonha nesse tipo de delação".
O responsável pela Lava Jato em primeira instância, mencionou o prejuízo que a corrupção causa na economia e na democracia. “Se as pessoas entendem que a prática de crimes, que a trapaça, passa a ser uma regra de comportamento, isso afeta significativamente a confiança que as pessoas têm no sistema democrático”, frisou. Ele lembrou citação do antigo presidente dos EUA Franklin Delano Roosevelt ao afirmar que a exposição da punição da corrupção deve ser tratada como uma honra e não uma vergonha.
Moro reconheceu haver visões negativas sobre o processo da Lava Jato, mas também um anseio da sociedade brasileira para se ter um país mais limpo. Segundo o magistrado, depois desse processo, teremos um país melhor, onde a corrupção sistêmica seja apenas uma lembrança.
O juiz Sérgio Moro está em Portugal, em companhia da mulher, pagando as próprias despesas

Nenhum comentário:
Postar um comentário