sábado, 7 de novembro de 2015

POEMA INÉDITO

SÒ PRAZER...

Olhar penetrante
Apelativo, carinhoso, tarado...
Caminhos errados!
Batom vermelho
Lábios convidativos
Perfume rastro
Vestida, mostrando
As curvas do perfeito corpo
Coxas roliças expostas, torneadas...
Sorriso de paixão no rosto

Pega minha mão
Conduz-me ao quarto aconchegante
E cheio de cortinas e luzes negras
Os dois no cio! Cheiro de sexo no ar!
Sedentos de amor, sem flor!
Num tempo frio de solidão e luar...
Afagos, carinhos, apertos, beijos...

Explosão na escuridão...!
Corpos pra lá, corpos pra cá!
Exaustos por mais um ato de amor
No fingimento, ou não, consumado...

Nunca mais a ilusão!
Nunca mais a paixão!
Nunca mais o perdão...

Agora, o sexo desmegistificou...
Tudo por dinheiro homogenou!
O amor em extinção acabou!
Nada real tudo ilusão...
Belos tempos aqueles!

Como dói minha alma!
Como dói meu coração!
Inesquecível juventude...!

Que saudade do "meu Cajueiro!"
Das prostitutas, mulheres astutas!
Cajueiro, nunca mais...

Joselito dos Reis
As mulheres da Rua São Francisco, bairro do Cajueiro, anos 70, Itabuna.
07.11.2015


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