Estas crianças não tiveram uma
infância do jeito que nós achamos que deveria ser. Geralmente, vêm de
lares onde não há harmonia; muitas vezes estão inseridas em contextos de
violência como testemunhas ou vítimas; são garotos que não tiveram pai
ou pelo menos um modelo paterno por perto; que estão há muito tempo fora
da escola; que foram esquecidos por suas famílias, comunidades e pela a
própria sociedade.
De um lado tem estas crianças que não tiveram a chance de viver, tem a vida interrompida no meio, no outro extremo tem a sociedade, que já acostumou o olhar para as fotos dos jovens mortos nos jornais, e do outro lado estão as autoridades, que vendo a gravidade da situação, e tendo o poder de revertê-la, nada faz, cruza os braços e espera o jornal do dia seguinte,o próximo boletim de ocorrência.
É nesse excesso de comodismo que a vida segue, sempre esperando pela próxima foto estampada nos jornais, com a seguinte legenda :MAIS UM ADOLESCENTE É EXECUTADO EM ITABUNA.
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