segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Abertura do Festival Amar Amado em ILhéus


Autoridades e convidados participaram no último sábado da solenidade que marcou a abertura oficial do Festival Amar Amado realizada no Teatro Municipal de Ilhéus. No ano em que, caso estivesse vivo, o escritor Jorge Amado estaria completando cem anos, Ilhéus está concentrando a programação em homenagem ao seu centenário. A programação inicial contou com apresentação de sarau na praça Pedro Matos, visitação à Exposição “Orixás”, de Osmundinho Teixeira, na Casa de Cultura Jorge Amado e abertura da exposição “Amadas Paisagens – Um encontro entre artistas” e o painel fotográfico “O Amado e Eu”, no Teatro Municipal.
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, participou da solenidade juntamente com o presidente da Fundação Cultural, Maurício Corso; o diretor da Maná Produções, André Guimarães; a gerente de Comunicação e Produtos Básicos da SYY, Cláudia Benvenuti; presidente do Convention Bureau, Luigi Massa; e o neto do escritor, Jorge Amado Neto. Em seu discurso, o prefeito Newton Lima fez questão de ressaltar que “andar pelas ruas de ilhéus é reviver as páginas dos livros de Jorge, com seus personagens e casarios. E ainda hoje, temos como grandes referencias, o Bataclan, o Bar Vesúvio, a casa de arte e cultura que leva seu nome, e aonde residiu e iniciou sua carreira literária”.
Comemorar a data, ainda na opinião de Newton Lima “não é um dever e nem tampouco uma obrigação. Trata-se, por todos os ingredientes inseridos neste contexto, de uma grande e incomensurável honra, um privilégio, pois não é toda cidade que tem a sorte de ilhéus de poder reverenciar a figura de um filho, que por seus próprios méritos, se tornou o filho mais ilustre”. O diretor da Maná Produções, André Guimarães, disse se sentir privilegiado em participar das comemorações pelo centenário “do escritor que ajudou a revelar os encantos da Bahia para o mundo”. Além de ser um privilégio, Jorge Amado Neto considerou que o Festival é uma oportunidade para integrar todas as linguagens do universo em que seu avô sempre esteve presente. “Sua obra e seu legado foram e sempre serão imortais”.
Outra grande atração do Festival foi a apresentação da Orquestra Afro Sinfônica da Bahia, na praça Dom Eduardo, em frente à Catedral. Sob a regência do maestro Ubiratan Marques, a orquestra executou um concerto de linguagem atraente e bastante acessível ao público. Logo em seguida, foi a vez das bandas OQuadro e Improviso Nordestino subirem ao palco do centenário.
A grande atração da noite, o cantor Moraes Moreira, fechou o primeiro dia da programação do festival com chave de ouro. No palco da praça da Catedral, ele, acompanhado pelo público, embalou o público com  grandes sucessos de sua carreira, a exemplo de “Preta Pretinha”, “Meninas do Brasil”, “Sintonia” e também músicas do seu último CD, lançado em 2009, “A história dos novos baianos e outros versos”, grupo musical que ajudou a fundar junto com Tom Zé, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão.
O festival, que vai até o dia 12 deste mês e promoverá shows, filmes, cursos, saraus, peças e ciclos literários, vai acontecer no Quarteirão Jorge Amado, no centro de convenções, nos prédios históricos e nas ruas da cidade.

Da assessoria
www.ilhéus.ba.gov.br

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