Criminosos que levaram R$800 milhões no maior roubo ao Pix da História
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| Foto: Pixabay |
Do '- Diario do Poder - Uma falha no governo Lula resultou na soltura, por parte da Justiça da Espanha, de suspeitos apontados como os articuladores do maior ataque hacker já registrado contra o sistema financeiro do Brasil.
Tudo porque o governo brasileiro perdeu o prazo para a entrega dos documentos necessários à extradição, os investigados receberam o benefício da liberdade provisória e deixaram a prisão em solo europeu. A omissão burocrática comprometeu a Operação Magna Fraus 2, coordenada pela Polícia Federal.
O prazo fatal para que o governo brasileiro formalizasse o envio da documentação exigida pelas autoridades espanholas expirou no dia 5 de janeiro.
Com o esgotamento do período legal sem a devida manifestação de Brasília, os acusados ganharam a liberdade logo em seguida, em 16 de janeiro.
O caso centraliza-se no megagolpe deflagrado em 30 de junho de 2025, que mirou a estrutura de tecnologia da C&M Software, empresa prestadora de serviços que faz a ponte de comunicação e liquidação de pagamentos entre bancos, fintechs e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) do Banco Central.
Através dessa brecha, os criminosos invadiram contas e desviaram cerca de R$800 milhões de contas mantidas na autarquia.
Entre os beneficiados pelo erro do Executivo brasileiro está Ítalo Jordi Santos Pireneus, conhecido pelo codinome “Breu do Pix” e apontado pelos investigadores como o principal líder do esquema.
Também ganharam liberdade provisória na Espanha outros alvos de alta relevância na hierarquia da organização criminosa, como Henrique Magnavita Lins (o “Russo”), Mateus Medeiros Silva e Wesley do Nascimento Lopes (o “Spider”).
O histórico de fuga dos suspeitos evidencia a complexidade da estrutura que agora se encontra fora das grades.
Apenas cinco dias após coordenar o ataque milionário de dentro de um quarto de hotel na capital federal, “Breu” utilizou um jato fretado para deixar o país a partir de Goiânia, passando por Curitiba até alcançar a Argentina.
Em solo vizinho, obteve um novo passaporte e seguiu para a França e, posteriormente, para a cidade de Valência, na Espanha.
Os demais comparsas, Russo e Spider, evadiram-se do território nacional em julho de 2025 por meio de voos comerciais rumo à Alemanha, deslocando-se depois para a península ibérica.
A engrenagem do crime envolveu ainda a corrupção interna e o uso de tecnologia financeira para ocultação de patrimônio.
A investigação policial confirmou que um operador de tecnologia da própria C&M Software vendeu credenciais confidenciais de acesso ao grupo pelo valor de R$15 mil.
Com o acesso livre, o grupo pulverizou os R$800 milhões em dezenas de contas bancárias e converteu aproximadamente R$600 milhões em criptoativos para dificultar o rastreamento, deixando uma expressiva quantia dos valores desviados ainda sem recuperação.

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