quarta-feira, 20 de maio de 2026

ADEUS SELMA TEIXEIRA

 SELMA TEIXEIRA, UM GRANDE SER HUMANO, AQUI CUMPRIU COM DIGNIDADE SUA PASSAGEM!

O sepultamento aconteceu, ontem
em Itabuna. Luz!

Todos nós temos um caminho a seguir, obedecendo à Lei de Deus, à lei do universo, numa ida sem retorno. Mesmo os seres humanos sendo “à semelhança de Deus”, como Ele próprio criou e afirmou, segundo Suas leis, apenas os obedientes encontram um cantinho ao Seu lado, em Sua luz sideral.

Mesmo assim, bilhões de seres humanos parecem seguir caminhos distantes de Deus, mergulhando em guerras, miséria e sofrimento. Nem todos seguem os ensinamentos deixados por Seu Filho há mais de dois mil anos, quando aqui foi condenado, julgado, maltratado, humilhado, crucificado e morto por aqueles que Deus criou como Seus semelhantes.

Jesus Cristo foi levado à cruz e ressuscitou ao terceiro dia, numa demonstração infinita de verdade e poder divino. Um fato sagrado que, infelizmente, ainda não foi plenamente compreendido por muitos.

Mas esse não é o caso da nossa querida amiga, Selma Teixeira, que Deus chamou neste dia 19 de maio de 2026.

Nossa eterna professora Selma lecionou por muitos anos no Polivalente e no CIOMF. Após um Alzheimer que complicou sua saúde, passou a não reconhecer muitos amigos e permaneceu debilitada, numa cadeira de rodas, durante cerca de dez anos.

Tomamos conhecimento mais profundo desse quadro por ocasião do aniversário de 100 anos de seu irmão, José Oduque Teixeira, que, dois meses depois, também veio a falecer.

Nosso último encontro aconteceu em 18 de outubro de 2023. Tentei falar com ela. Selma me olhava com um olhar triste e distante, mas, ao mesmo tempo, parecia ainda me reconhecer.

Hoje reconheço publicamente que a professora Selma foi uma das grandes incentivadoras da minha lavra literária. Gostava muito das minhas poesias e textos. Pessoa afável, doce, educada e de sentimentos nobres.

Era também, às vezes, minha parceira nas noites de boa música na antiga casa de seu Flávio, o “Chão de Estrelas”, localizada no beira-rio do bairro Góes Calmon, que nas décadas de 1980 e 1990 foi uma das grandes atrações noturnas de Itabuna. Bons tempos.

Foi através dela que tive a oportunidade de conhecer o juiz federal, escritor, jornalista e professor Waldyr de Paiva Carneiro, natural de Aracaju e radicado no Rio de Janeiro.

Construímos uma amizade sólida de intercâmbio cultural entre Itabuna, Rio e Aracaju. Porém, nosso projeto foi interrompido tragicamente com o seu assassinato pela máfia do tráfico no Rio de Janeiro.

Jamais esqueço a cena de Waldyr de Paiva Carneiro ao lado da minha querida amiga Selma Teixeira entrando na minha sala no antigo Diário de Itabuna, avaliando uma das minhas poesias — “Vida Soberba” — criada naquele instante no tic-tac de uma máquina de datilografia sobre papel-ofício de jornal.

Após ler o texto, esperando eu uma observação técnica de um homem tão culto, ele apenas disse:

— “Saí de tão longe para descobrir uma verdadeira escola da poesia em Itabuna!”

No primeiro momento não compreendi totalmente aquelas palavras. Depois refleti e senti nelas um grande elogio.

Foi Selma Teixeira quem falou da minha poesia para ele, e ele fez questão de me conhecer.

Por isso, dedico estas palavras introdutórias a esses dois grandes e inesquecíveis amigos: Waldyr de Paiva Carneiro e minha querida professora Selma Teixeira.

A ambos, desejo apenas:

Luz.

Muita luz.

Saudades.

Joselito dos Reis

20.05.2026

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