EDITORIAL; Gado nas pistas: até quando tantas mortes?
O problema é antigo, grave e vergonhoso. Animais soltos nas rodovias que cortam Itabuna continuam colocando vidas em risco diariamente, diante da omissão das autoridades e da irresponsabilidade de proprietários que insistem em deixar gado circulando livremente pelas pistas.A situação já se tornou crônica na BA-415, principalmente entre os bairros Nova Ferradas e Lomanto, nas imediações do viaduto Paulo Souto e da ponte do bairro Santa Clara. Motoristas, motociclistas e pedestres convivem com o medo constante de acidentes provocados por vacas, cavalos e outros animais que invadem as rodovias a qualquer hora do dia ou da noite.
O resultado dessa negligência coletiva é trágico: vidas interrompidas, famílias destruídas e um sentimento crescente de indignação da população.
A morte recente de um jovem motociclista após colidir com uma vaca na BR-101 escancara mais uma vez a gravidade do problema. Outro jovem permanece hospitalizado. E a pergunta continua ecoando nas ruas de Itabuna: até quando?
Não se trata mais de falta de denúncia. A imprensa regional há muitos anos alerta sobre esse perigo permanente. Os acidentes se repetem, as críticas aumentam e, mesmo assim, quase nada muda.
É impossível aceitar que órgãos públicos continuem assistindo a tudo passivamente. Prefeitura, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Rodoviária Federal, Câmara de Vereadores e Ministério Público precisam assumir suas responsabilidades. A população espera fiscalização rigorosa, apreensão dos animais soltos e punição aos seus proprietários.
Quem são os donos desses animais? Por que continuam impunes?
A vida humana não pode valer menos que a irresponsabilidade e a omissão. Cada acidente provocado por animais nas pistas representa também o fracasso da fiscalização e da gestão pública.
Chega de silêncio.
Providências urgentes precisam ser tomadas antes que novas tragédias aconteçam. Porque, da forma como está, o próximo acidente fatal pode ocorrer a qualquer momento.
EXPRESSAOUNICA
Compromisso com a verdade e com a vida.
Foto: arquivo.
Animais nas Rodovias: um perigo anunciado que continua tirando vidas em Itabuna
Por Joselito dos Reis
A presença constante de animais soltos nas rodovias que cortam a cidade de Itabuna, especialmente dentro do perímetro urbano, deixou de ser um problema ocasional para se transformar num grave problema de segurança pública. O gado na pista tornou-se um perigo permanente, uma verdadeira armadilha para motoristas, motociclistas e pedestres.
Os pontos mais críticos dessa situação estão concentrados na BA-415, entre os bairros Nova Ferradas e Lomanto, nas proximidades do viaduto Paulo Souto e da ponte do bairro Santa Clara. Nessas áreas, a invasão de bovinos e outros animais nas pistas vem provocando acidentes sucessivos, muitos deles com consequências fatais.
O caso mais recente ocorreu há poucos dias, quando dois jovens que trafegavam de motocicleta pela BR-101 colidiram com uma vaca na pista. O impacto foi violento: um dos ocupantes morreu e o outro permanece hospitalizado. Mais uma tragédia que poderia ter sido evitada.
O mais preocupante é que o problema não é novo. Ao longo dos anos, a imprensa regional tem denunciado repetidamente a circulação irregular de animais nas rodovias do município e região. Mesmo assim, a sensação que fica para a população é a de abandono, silêncio e inércia por parte das autoridades responsáveis.
Onde estão as ações efetivas do poder público? Onde está a fiscalização? Onde estão os proprietários desses animais?
A responsabilidade por essa situação não pode continuar diluída entre órgãos e instituições. Prefeitura, Câmara de Vereadores, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Rodoviária Federal, além do Ministério Público estadual e federal, precisam agir de forma integrada, rigorosa e urgente.
Não é admissível que vidas continuem sendo ceifadas por um problema conhecido, recorrente e amplamente denunciado. A sociedade cobra respostas, fiscalização permanente, apreensão dos animais soltos e responsabilização dos seus proprietários.
Quantas vidas ainda precisarão ser perdidas para que medidas concretas sejam tomadas?
O perigo está à vista de todos. Falta agora vontade, compromisso e ação.
Joselito dos Reis- editor

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