segunda-feira, 18 de maio de 2026

Animais nas rodovias em Itabuna

 EDITORIAL; Gado nas pistas: até quando tantas mortes?

O problema é antigo, grave e vergonhoso. Animais soltos nas rodovias que cortam Itabuna continuam colocando vidas em risco diariamente, diante da omissão das autoridades e da irresponsabilidade de proprietários que insistem em deixar gado circulando livremente pelas pistas.

A situação já se tornou crônica na BA-415, principalmente entre os bairros Nova Ferradas e Lomanto, nas imediações do viaduto Paulo Souto e da ponte do bairro Santa Clara. Motoristas, motociclistas e pedestres convivem com o medo constante de acidentes provocados por vacas, cavalos e outros animais que invadem as rodovias a qualquer hora do dia ou da noite.

O resultado dessa negligência coletiva é trágico: vidas interrompidas, famílias destruídas e um sentimento crescente de indignação da população.

A morte recente de um jovem motociclista após colidir com uma vaca na BR-101 escancara mais uma vez a gravidade do problema. Outro jovem permanece hospitalizado. E a pergunta continua ecoando nas ruas de Itabuna: até quando?

Não se trata mais de falta de denúncia. A imprensa regional há muitos anos alerta sobre esse perigo permanente. Os acidentes se repetem, as críticas aumentam e, mesmo assim, quase nada muda.

É impossível aceitar que órgãos públicos continuem assistindo a tudo passivamente. Prefeitura, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Rodoviária Federal, Câmara de Vereadores e Ministério Público precisam assumir suas responsabilidades. A população espera fiscalização rigorosa, apreensão dos animais soltos e punição aos seus proprietários.

Quem são os donos desses animais? Por que continuam impunes?

A vida humana não pode valer menos que a irresponsabilidade e a omissão. Cada acidente provocado por animais nas pistas representa também o fracasso da fiscalização e da gestão pública.

Chega de silêncio.

Providências urgentes precisam ser tomadas antes que novas tragédias aconteçam. Porque, da forma como está, o próximo acidente fatal pode ocorrer a qualquer momento.

EXPRESSAOUNICA

Compromisso com a verdade e com a vida.

Foto: arquivo.

Animais nas Rodovias: um perigo anunciado que continua tirando vidas em Itabuna

Por Joselito dos Reis

A presença constante de animais soltos nas rodovias que cortam a cidade de Itabuna, especialmente dentro do perímetro urbano, deixou de ser um problema ocasional para se transformar num grave problema de segurança pública. O gado na pista tornou-se um perigo permanente, uma verdadeira armadilha para motoristas, motociclistas e pedestres.

Os pontos mais críticos dessa situação estão concentrados na BA-415, entre os bairros Nova Ferradas e Lomanto, nas proximidades do viaduto Paulo Souto e da ponte do bairro Santa Clara. Nessas áreas, a invasão de bovinos e outros animais nas pistas vem provocando acidentes sucessivos, muitos deles com consequências fatais.

O caso mais recente ocorreu há poucos dias, quando dois jovens que trafegavam de motocicleta pela BR-101 colidiram com uma vaca na pista. O impacto foi violento: um dos ocupantes morreu e o outro permanece hospitalizado. Mais uma tragédia que poderia ter sido evitada.

O mais preocupante é que o problema não é novo. Ao longo dos anos, a imprensa regional tem denunciado repetidamente a circulação irregular de animais nas rodovias do município e região. Mesmo assim, a sensação que fica para a população é a de abandono, silêncio e inércia por parte das autoridades responsáveis.

Onde estão as ações efetivas do poder público? Onde está a fiscalização? Onde estão os proprietários desses animais?

A responsabilidade por essa situação não pode continuar diluída entre órgãos e instituições. Prefeitura, Câmara de Vereadores, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Rodoviária Federal, além do Ministério Público estadual e federal, precisam agir de forma integrada, rigorosa e urgente.

Não é admissível que vidas continuem sendo ceifadas por um problema conhecido, recorrente e amplamente denunciado. A sociedade cobra respostas, fiscalização permanente, apreensão dos animais soltos e responsabilização dos seus proprietários.

Quantas vidas ainda precisarão ser perdidas para que medidas concretas sejam tomadas?

O perigo está à vista de todos. Falta agora vontade, compromisso e ação.

Joselito dos Reis- editor 

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