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“É preciso dar ao menos 100 dias para os vereadores e para o prefeito, para aí avaliar!”
“Precisamos propor essa união para a cidade
se modernizar. A Prefeitura tem que ser instrumento de transformação social e a
Câmara tem por obrigação dar todo o suporte ao prefeito para fazer essas
transformações. Se não fizer, a gente cobra”. A declaração é do vereador Manoel
Porfírio (PT), definido como líder do governo Augusto Castro (PSD) perante o
Legislativo de Itabuna.
Veemente, Porfírio defende que as diferenças
político-partidárias sejam deixadas de lado, para que prevaleçam os interesses
da população. “Temos que colocar Itabuna em primeiro lugar. Está ruim de se
viver aqui: a Saúde está ruim, a Educação está ruim, a infraestrutura está
ruim, nossos jovens sem oportunidade. Precisamos de uma grande força de união
para recuperar essa cidade. É preciso dar ao menos 100 dias para os vereadores
e para o prefeito, para aí avaliar!”, argumentou.
“Ajudar a transformar”
Aos 36 anos, eleito com 1.500 votos, ele lembrou
uma trajetória de militância política iniciada com apenas 12 anos de idade.
Considera ter sido reconhecido como líder desde cedo; galgou postos de
representação no movimento estudantil e pela juventude no partido ao qual é
filiado e percebeu o mesmo espaço no relacionamento com os atuais vereadores.
“Com certeza, tenho deixado meus colegas mais
seguros. Nós chegamos com uma junção muito boa: Pancadinha, Cosme, Luizinho,
Nem Bahia, Piçarra, Sivaldo ..., esses caras são pessoas que viraram irmãos.
Essa é uma Câmara preta, de favela, que vai ajudar a transformar essa cidade”,
declarou, visivelmente empolgado.
Ele teceu, ainda, comentários sobre a
articulação que chegou ao nome do edil Erasmo Ávila para presidir o Legislativo
no biênio 2021-2022. “Erasmo não é um presidente, é uma pessoa totalmente
acessível. A cidade vai ganhar com ele presidente da Câmara. Eu não apoio quem
eu não estudo primeiro o caráter, as posições”, observou.
Porfírio, que é garçom há 15 anos, diz fazer
questão de estabelecer a diferença entre cargo e atividade profissional. “Porque política não é profissão. Quem tiver política como profissão
está fadado ao fracasso”, justificou.
Governo desfaz a versão de que estaria alheio às tratativas para importar insumos e as próprias vacinas
Do - Diário do Poder - Nota divulgada na noite desta quarta-feira (20) pelo Ministério das Comunicações confirma que vem tratando com autoridades chinesas sobre a liberação de insumos para a produção da vacina Coronavac no Brasil. “Ressalta-se que o governo federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês”, enfatiza.
“O governo federal vem tratando com seriedade todas as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para produção de vacinas (IFA)”, afirma a nota distribuída pelo governo, em resposta a notícias que davam conta do alheamento dos seus integrantes em relação ao problema.
A nota revela, inclusive, que o Ministério das Relações Exteriores, além do próprio ministro Ernesto Araºujo e por meio da embaixada do Brasil em Pequim, tem mantido negociações com o Governo da China”, acrescenta o comunicado. “Outros ministros do governo federal têm conversado com o embaixador (da China) Yang Wanming”, complementa.
O governo informou também que nesta quarta-feira foi realizada com o embaixador Yang Wanming uma conferência telefônica com participação dos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, da Agricultura, Tereza Cristina, e das Comunicações, Fábio Faria.
A ministra da Agricultura é uma das autoridades mais importantes nas relações comerciais entre China e Brasil, que abastece de alimentos grande parte da população daquele país asiático. A presença nas negociações do ministro das Comunicações também é importante em razão do seu papel central na definição da tecnologia 5G no Brasil, na qual a China é um dos maiores interessados.
Com o objetivo de conter o avanço de novos casos do coronavírus (Covid-19) e ampliar o giro-leito nas Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais municipais e contratados, o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, se reuniu nesta quarta-feira (20), com seis secretários municipais de saúde das regiões Sul e Sudoeste.
No encontro virtual com secretários de Vitória da Conquista, Guanambi, Barra da Estiva, Jequié, Itabuna e Ilhéus, o titular da pasta estadual da Saúde, Fabio Vilas-Boas, solicitou um empenho maior dos gestores para reduzir o ritmo de crescimento da Covid-19. "Nos últimos cinco dias, tivemos um crescimento médio superior a 1% em algumas localidades, o que é preocupante. Além disso, peço um esforço adicional para fiscalizarem suas equipes e reavaliarem o perfil dos pacientes internados nas UTIs, pois há relatos de pessoas que ficam internadas por um tempo maior do que o necessário, impossibilitando que novos pacientes sejam admitidos", afirma Vilas-Boas.
Atualmente as regiões Sul e Sudoeste possuem 427 leitos exclusivos para pacientes com o diagnóstico da Covid-19. Destes, 185 são de Terapia Intensiva adulto, com uma taxa de ocupação de 85%.
Prefeito Augusto Castro se reúne com o titular da Sedur-BA, Nelson Pellegrino.
A correta disposição de resíduos sólidos e a construção de um aterro sanitário para atender às cidades de Itabuna e Ilhéus foi tema de um encontro entre os prefeitos Augusto Castro e Mário Alexandre Souza (PSD) com o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, deputado federal licenciado Nelson Pellegrino (PT-BA). Além disso, está prevista a mesma solução para os resíduos de 22 cidades regionais nessa negociação.
Os dois mandatários das duas maiores cidades do sul da Bahia pretendem constituir grupos de trabalho para que analisem como pode se dar a cooperação no marco legal do saneamento básico aprovado pelo Senado Federal e sancionado pelo Presidente da República. Aos municípios a nova lei determina que os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos deverão ser revisados, no máximo, a cada dez anos.
Além disso,a lei também estabelece um prazo para o fim dos lixões no país. Para municípios com planos elaborados, o prazo é 2 de agosto de 2022, para cidades com mais de 100 mil habitantes. Já em cidades entre 50 e 100 mil habitantes, os lixões devem ser eliminados até 2 de agosto de 2023; e em cidades com menos de 50 mil habitantes, o prazo é 2 de agosto de 2024.
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Controladoria Geral do Município aprova Instrução Normativa para fluxo de despesas
A Controladoria Geral do Município (CGM) da Prefeitura de Itabuna aprovou Instrução Normativa, publicada no Diário Oficial eletrônico, do dia 18, estabelecendo procedimentos internos e de controle quanto aos requisitos mínimos a serem observados nas aquisições públicas.
O objetivo é regulamentar o fluxo de despesas nos diversos setores da Administração municipal, a exemplo de obras, serviços, publicidade e compras. Os procedimentos vão desde sua geração pelo órgão requisitante até a abertura do processo licitatório.
De acordo com o controlador-geral, Nadilson Esteves, atendem recomendação do prefeito Augusto Castro (PSD),os procedimentos a serem adotados visando contribuir para a eficiência na Administração pública, com vistas a organizar, estruturar e disciplinar os gastos públicos, resultando na melhoria dos serviços prestados à coletividade.
De acordo com a Instrução Normativa, obras, serviços e compras só poderão ser contratados mediante processo de licitação pública, “respeitando as fases internas do processo até a contratação, utilizando a modalidade de pregão eletrônico“, conforme Instrução Normativa do Tribunal de Contas do Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA).
O controlador destaca que a Instrução Normativa abrange todas as secretarias e departamentos municipais, além de autarquias e fundações, a exemplo da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) e Fundação Marimbeta. No documento, também está o fluxo que deve ser obrigatoriamente adotado pelos secretários e dirigentes municipais.
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Prefeitura recria comissão para enfrentamento e prevenção ao Covid-19
Com o objetivo de avaliar, discutir e planejar estratégias e ações para o enfrentamento e combate ao Covid-19, a Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Governo, recriou a Comissão de Enfrentamento e Prevenção ao Covid-19. O decreto foi publicado na edição de nº 4.384, de 19 de janeiro do Diário Oficial do Município.
A comissão é formada por representantes de diversas instituições públicas e particulares e de acordo o secretário de Governo, Josué de Souza Brandão Junior, o decreto criando a comissão surgiu a partir da necessidade de se ter um Grupo de Trabalho específico e em virtude do Estado de Emergência, decretado desde o ano passado pelo Governo da Bahia.
O titular da Secretaria de Governo reforçou a necessidade de reavaliar medidas que contribuam para reduzir o número de casos da doença no município. Também para evitar um novo fechamento (lockdown),de estabelecimentos comerciais, o desabastecimento e a desassistência em setores essenciais da economia, conforme a justificativa do decreto.
Júnior Brandão lembra que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo medidas políticas sociais e econômicas que visem reduzir os riscos de doenças, “permitindo ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde pública em Itabuna”, diz o texto.
SAMU-912
Como parte das ações de imunização dos profissionais da Atenção Básica, Média e Alta Complexidade que atuam na linha de frente contra a Covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde aplicou as primeiras doses da Coronavac nos profissionais do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu-192). Nesta tarde, foram vacinados os profissionais dos hospitais Manoel Novaes e Calixto Midlej Filho.
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Enfermeiros Departamento da Atenção Básica foram vacinados durante evento na Usemi
Cerca de 60 enfermeiros do Departamento de Atenção Básica que trabalham diretamente na linha de frente de combate à Covid-19 nas Unidades Básicas e de Saúde da Família de Itabuna receberam a primeira dose da vacina Coronavac. Foi durante evento promovido na manhã desta quarta-feira, dia 20, pela Secretaria Municipal de Saúde, na União dos Servidores Municipais de Itabuna (Usemi).
A surpresa deixou as profissionais eufóricas e felizes. A enfermeira Karen Santana, profissional da área da saúde há cerca de 20 anos, não escondeu a emoção de receber a 1ª dose da Coronavac, assim como a enfermeira Natália Azevedo. “Este é o momento da grande virada. Começamos a vencer a Covid-19. A esperança está reinando”, disse.
Pelo cronograma estipulado pela secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, em acordo com o prefeito Augusto Castro, nesta primeira fase estão sendo vacinados os profissionais de Saúde – enfermeiros, técnicos, auxiliares, etc. - que estão na linha de frente no combate à doença. Na terça-feira, a Prefeitura de Itabuna recebeu um lote de cerca de 2.200 doses da Secretaria de Saúde da Bahia.
O evento na Usemi teve como pauta transmitir informações sobre os indicadores de Itabuna quanto ao número de pessoas acompanhadas nos serviços de saúde na Atenção Básica e a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Agora, os repasses do Governo federal serão feitos tendo como base o Programa Previne Brasil que visa a avaliação criteriosa da cobertura e a qualidade dos serviços.
A secretária de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, explica que a meta é que 70% da população sejam cadastrados até abril no E-gestão - sistema do Governo federal. “Atualmenteapenas 50% estão cadastrados. Precisamos contar com o envolvimento e comprometimento dos enfermeiros, porque deixar de cadastrar significa que o município deixará de receber recursos”, frisou.
Já a subsecretária Lânia Peixoto destacou que, ao avaliar os dados de 2020, Itabuna não atingiu nenhuma meta dos indicadores, como por exemplo, o mínimo de seis consultas de pré-natal para gestantes: saúde bucal na gestação, aferição de pressão arterial, entre outros.
Lânia afirmou que esse foi o momento de alertar os enfermeiros e chamar sua responsabilidade pelo papel que desempenham na Atenção Básica. Precisamos do envolvimento de todos”, finalizou.
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Deputada Lídice da Mata vai aportar recursos para Itabuna avançar na agricultura e meio ambiente
As políticas públicas de valorização e fortalecimento da agricultura e do meio ambiente terão o aporte de recursos para que Itabuna avance na administração do prefeito Augusto Castro (PSD). A garantia é da deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) que recebeu um grupo de militantes socialistas itabunenses, acompanhados do secretário estadual do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira.
Na sede do PSB, no Rio Vermelho, em Salvador, a comitiva esteve sob a liderança do presidente do Diretório Municipal do PSB, Renato Costa. Foi integrada pelo secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Moacir Smith Lima, pelo presidente da Fundação Marimbeta, professor José Valter Silva, e pelo vereador Adão Lima.
No encontro, a parlamentar destacou o significado da eleição do prefeito Augusto Castro, cuja proposta consagrada nas urnas pela população prevê a transformação dos parâmetros da Administração municipal. A deputada Lídice da Mata disse que vai cooperar neste projeto que Itabuna experimenta destinando verbas por meio de emendas ao Orçamento Geral da União.
Além disso, a deputada colocouseu mandato à disposição do município pela boa relação política com o prefeito e com a base de militantes e políticos do PSB. “Tudo farei para atender as necessidades da comunidade itabunense, com quem assumi um compromisso. Vamos, juntos, fazer a mudança que a sociedade deseja”,disse a deputada Lídice da Mata.
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Boletim Covid-19 – 20.01.2020
Nesta tarde de quarta-feira, dia 20, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica, do Departamento Municipal de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúdedivulgou Boletim da Covid-19. Itabuna registra 17.990 casos confirmados, sendo 496 casos ativos; 17.117 casos curados; 25 internados em UTI, 16 em leito clínico e 377 óbitos. Os óbitos inseridos a cada boletim correspondem aqueles que ocorreram em dias anteriores e estavam sob investigação, não tendo, necessariamente, ocorrido nas últimas 24h. A recomendação é: Seja consciente, proteja sua família, fique em casa.
Por Kleber Torres - Foi sepultado no Cemitério do Campo Santo, em Itabuna, o corpo do auditor fiscal Paulo Roberto Mendes Lima, 72 anos, morto na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia na madrugada desta terça-feira (19), em consequência da covid-19. Economista e advogado, ele também era professor da Universidade Estadual de Santa Cruz, onde lecionou por várias décadas e atuou como orientador de dezenas de alunos.
Natural de Jequié, ele deixa viúva Lucila Garrido Lima e duas filhas Juliana e Ana Paula, além de dois netos. Antes de ingressar na Secretaria da Fazenda da Bahia, há mais de 30 anos, ele foi operador no mercado financeiro nacional e trabalhou em grandes empresas brasileiras, inclusive no Grupo Chaves, que o trouxe para o Sul da Bahia, onde chegou durante a fase de expansão dos negócios na área de exportação do cacau e de grandes investimentos imobiliários.
Expressaounica:
Esperamos que realmente essa vacinação, por enquanto emergencial, contra essa doença letal, venha amenizar as dores de muitas famílias. que Deus na sua Suprema Graça, abençoe esse medicamento.
E, aqui em nome do seu irmão, administrador e também professor Isaias Mendes Lima /filho, ex-presidente da EMASA, levamos os nossos mais profundos sentimentos à toda família enlutada e amigos.
A vacinação traz esperança para a contenção de óbitos
Há pelo menos quatro fatores que ajudam a explicar esse momento da pandemia no Brasil
Do - correiobraziliense.com.br - Nos últimos dias, a pandemia no Brasil foi marcada por imagens de dor e de esperança. De um lado, a falta de oxigênio em Manaus mostrou a tragédia causada pela falta de coordenação contra a covid-19. Do outro, a aprovação das primeiras vacinas deu o primeiro sinal, ainda bem distante, de que essa crise sanitária vai ter um fim.
Em meio a tantas notícias, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil alertam que a situação da pandemia no país deve se agravar entre o final de janeiro e o início de fevereiro.
"Estamos num momento bem preocupante. Talvez as pessoas não estejam percebendo ainda, mas tudo indica que as próximas semanas serão complicadas", antevê o bioinformata Marcel Ribeiro-Dantas, pesquisador do Institut Curie, na França.
De acordo com o levantamento feito pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde), o país contabiliza até o momento 8,5 milhões de casos e 210 mil mortes por covid-19. Nos últimos dias, a confirmação de novas infecções e óbitos pela doença tem se mantido num patamar considerado alto.
A tendência, de acordo com epidemiologistas, bioinformatas e cientistas de dados ouvidos pela reportagem, é que esses números se mantenham elevados ou subam ainda mais daqui para a frente.
Mas qual a razão para isso? Há pelo menos quatro fatores que ajudam a explicar esse momento da pandemia no Brasil.
Não foram poucos os relatos de aglomerações nos últimos dias de dezembro. A despeito das orientações das autoridades em saúde pública, muitos familiares e amigos resolveram se reunir para celebrar o Natal e a passagem para 2021.
Os efeitos das festas começam a ser sentidos agora. E isso pode ser explicado pela própria dinâmica da covid-19 e o tempo que a doença demora a se manifestar e se desenvolver.
"A transmissão do vírus pode até ter ocorrido durante essas festas, mas a necessidade de ficar num hospital ou até a morte do paciente leva semanas para acontecer", nota o estatístico Leonardo Bastos, pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Em linhas gerais, o indivíduo que é contaminado pelo coronavírus pode demorar até 14 dias para ter algum sintoma (como febre, tosse seca, dores, cansaço e falta de paladar ou olfato).
O problema é que, nesse ínterim, ele pode transmitir o agente infeccioso para outras pessoas, criando novas cadeias de transmissão na comunidade.
Já nos quadros mais graves da doença, que evoluem para falta de ar e acometimento dos pulmões, há uma janela de cerca de sete dias entre o contato com o vírus e a necessidade de internação.
Depois da hospitalização, os pacientes que morrem por covid-19 podem ficar até cinco semanas num leito antes de falecer.
Considerando esse tempo todo de evolução da doença e o atraso nas notificações, é de se esperar que as infecções pelo coronavírus que aconteceram entre os dias 24 de dezembro e 1º de janeiro apareçam com mais frequência nos boletins epidemiológicos daqui pra frente.
Essa bola de neve do final de ano pode ser emendada com outra, provocada pelas aglomerações relacionadas ao Enem.
É preciso considerar que, no último domingo (17/12), mais de 2,5 milhões de brasileiros se deslocaram até o local da prova e permaneceram por várias horas em locais fechados com desconhecidos ao redor.
Os epidemiologistas e cientistas de dados poderão medir o efeito dessa movimentação de tanta gente nas cidades brasileiras a partir de fevereiro ou março.
Onda de mutações e variantes
Nas últimas semanas, cientistas detectaram variantes do coronavírus que causaram grande preocupação.
Três dessas novas versões ganharam destaque. Elas foram encontradas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil (mais precisamente em Manaus).
O que chamou atenção é que esse trio traz mutações nos genes relacionados à espícula, uma estrutura que fica na superfície viral e permite que ele invada as células do nosso corpo para dar início à infecção.
Tudo indica que essas mudanças genéticas deixaram o vírus ainda mais infeccioso e podem facilitar a sua transmissão. Isso ajudaria a explicar, por exemplo, o aumento de casos que ocorreu em algumas cidades britânicas ou em Manaus.
Por mais que essas variantes não tenham sido relacionadas a quadros mais graves de covid-19, elas podem ter um efeito indireto na mortalidade — afinal, se mais gente pegar a doença, o número de internações e mortes subirá.
"Os vírus sofrem modificações a todo o momento e, quanto mais ele circular entre as pessoas, maior será a chance de ele ter mutações e se tornar mais ou menos agressivo", pondera o médico Marcio Sommer Bittencourt, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiologia do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).
Demora na atualização dos dados
No mês de dezembro, é comum que muitos funcionários tirem férias. Setores e departamentos de empresas privadas ou órgãos públicos entram em recesso por alguns dias. Alguns setores chegam a trabalhar com equipes reduzidas.
Isso, claro, aconteceu com trabalhadores da área de saúde e de vigilância epidemiológica dos estados e dos municípios brasileiros.
"Uma coisa que notamos desde o final de 2020 é um atraso muito grande na digitação dos dados de pacientes com covid-19 confirmada. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 68% dos casos de infecção pelo coronavírus que apareceram nos sistemas do governo em janeiro ocorreram nos meses anteriores", observa o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19.
Os laboratórios que fazem testes dos casos suspeitos da doença também estão demorando muito mais para soltar o resultado, segundo os relatórios do Gerenciador de Ambiente Laboratorial, plataforma mantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No mês de novembro, 91% das amostras dos pacientes com suspeita de covid-19 eram processadas e avaliadas num período de até dois dias e 8% demoravam entre três e cinco dias.
Já em dezembro, 73% dos exames tiveram seu lado liberado em menos de 48 horas. Cerca de 18% das análises levavam entre três e cinco dias e 9% tiveram que aguardar até dez dias para ter um diagnóstico confirmado ou descartado.
É claro que atrasos já aconteciam antes, mas eles estão mais graves e preocupantes nas últimas semanas, afirmam os especialistas.
Nas últimas semanas, resultados dos testes para diagnóstico de covid-19 começaram a demorar muito mais para saírem
Novas gestões e acúmulo de trabalho
Outro fator que parece ter atrapalhado ainda mais a coleta das estatísticas foi a transição de governo em muitas cidades brasileiras. Várias prefeituras tiveram uma troca de comando a partir de janeiro.
"Há casos em que o novo prefeito modificou o secretário de saúde e reformulou a equipe que acompanha essas questões. Há um tempo até que esses novos gestores se acostumem ao ritmo e às necessidades da pandemia", afirma Schrarstzhaupt, da Rede Análise Covid-19.
Por fim, os profissionais de saúde estão sofrendo com o acúmulo de funções. Em muitos lugares, são os próprios médicos e enfermeiros que precisam alimentar o sistema de informática com os novos casos confirmados de covid-19 no hospital.
"E isso envolve até uma questão ética. Entre digitar uma ficha no computador e tratar um paciente que demanda cuidados, a segunda opção é sempre mais urgente. Necessitamos de mais investimento em vigilância e profissionais que façam esse trabalho de atualização", aponta Bastos, da Fiocruz.
"Tenho visto cada vez mais médicos postando nas redes sociais fotos da montoeira de fichas de papel que aguardam digitação no sistema. É uma pilha que parece nunca diminuir", completa Schrarstzhaupt.
O descompasso entre o que mostram as curvas epidêmicas desatualizadas e o verdadeiro cenário da pandemia pode fazer muito estragos.
Para início de conversa, essa subnotificação de casos e mortes por covid-19 traz uma falsa sensação de segurança, como se o pior já tivesse passado.
"E isso ajuda a vender uma retórica que agrada algumas pessoas. Quantas vezes já ouvimos gente anunciar que a pandemia estava chegando ao fim? Que teríamos uma queda dos casos e mortes a partir da próxima semana?", questiona Ribeiro-Dantas, do Institut Curie.
A principal lição é sempre tomar cuidado com as estatísticas mais recentes. "É preciso ter mais transparência e evidenciar que os dados dos últimos 15 dias não são absolutamente confiáveis e sofrerão atualizações. Se os números estiverem caindo, devemos ter um pouco de calma antes de anunciar que a situação está tranquila", ensina o bioinformata.
A parte que nos cabe
Bittencourt, do Hospital Universitário da USP, diz que o aparecimento das variantes do vírus era algo esperado durante a pandemia. "O comportamento do vírus é altamente previsível. Mas a mesma coisa não pode ser dita sobre o comportamento das pessoas", diz.
O especialista se refere ao papel de cada cidadão no enfrentamento da pandemia. Afinal, apesar do cansaço acumulado dos quase 12 meses pandêmicos, as medidas preventivas continuam essenciais.
Todos precisamos seguir com os cuidados básicos, como a limpeza das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento físico das pessoas que não fazem parte de nosso convívio diário. Outro ponto pouco lembrado na lista das recomendações básicas é a preferência por locais abertos e com boa circulação de ar.
Se, por um lado, há uma série de responsabilidades individuais muito importantes, por outro não podemos nos esquecer também das políticas de saúde pública, que sempre carecem de reforço das autoridades municipais, estaduais e federais.
Nesse sentido, o recrudescimento da pandemia vai exigir ações mais contundentes para diminuir a circulação das pessoas.
"Não há a menor dúvida de que temos que aumentar medidas de controle. Isso depende da dinâmica de cada lugar, mas no geral o maior impacto ocorre quando as intervenções são feitas em lugares fechados, onde as pessoas ficam mais próximas umas das outras ou não usam máscaras. Esses locais não deveriam estar abertos agora", esclarece Bittencourt.
A chegada das primeiras vacinas sinaliza um caminho promissor para o fim da pandemia. Mas ainda há muito chão a ser percorrido antes que a covid-19 se torne um tormento do passado.
Danny Altmann, professor de imunologia na Universidade Imperial College, em Londres, diz que não aconselharia ninguém a se considerar seguro 14 dias após a primeira dose da vacina contra o coronavírus. "Me comportaria exatamente como se ainda não tivesse tomado a vacina", diz Altmann. "Não baixaria minha guarda ou faria algo diferente."
Deborah Dunn-Walters, professora de imunologia da Universidade de Surrey, na Inglaterra, concorda, inclusive para quem tomou duas doses. "Uma razão é que você não estará totalmente protegido. E outra é que ainda não há evidências de que ter tomado a vacina vai impedir que você pegue o vírus e passe adiante".
Dunn-Walters faz questão de salientar que a imunidade leva tempo para se desenvolver. Então, independentemente de uma única dose de qualquer uma das vacinas covid-19 poder fornecer proteção, não estaremos totalmente imunes nas primeiras semanas.
No terceiro mandato consecutivo, o vereador
Francisco Edes Batista (Republicanos) foi definido como terceiro secretário na Mesa
Diretora da Câmara de Itabuna. Além disso, tem propostas individuais já
idealizadas para conduzir o trabalho nesta nova legislatura. Entre elas, ações
voltadas para a profissionalização de jovens.
“Vamos fortalecer ainda mais o trabalho
social, principalmente voltado para a juventude. Na parte do esporte, da
geração de cursos, de emprego, vamos focar muito nisso, principalmente ajudar
os jovens que não estão tendo oportunidade”, declarou Pastor Francisco, com é
tratado por todos.
Ele disse estar consciente do reconhecimento
ao serviço prestado há anos. Daí a razão de encarar o dever como ainda maior. “Fazemos
um dos maiores trabalhos sociais da cidade; isso nos credencia, nos
possibilitou a ser reeleito. Então, aumenta a responsabilidade e o trabalho que
temos que fazer. Porque são 1.305 pessoas que confiaram”, argumentou.
“Mão Amiga”
O edil informou a pretensão de dar seguimento,
por exemplo, a iniciativas como o projeto “Mão Amiga”, com distribuição de
cestas básicas e outras formas de apoio. “Temos que trabalhar forte para
continuar ajudando, principalmente a população mais carente da nossa cidade.
Nesta pandemia, junto com a igreja, ajudamos muitas famílias. Distribuímos mais
de mil cestas básicas em um mês, com a ajuda da população. Trabalhamos para
fortalecer o social, ajudar nos bairros, nosso trabalho é para toda a
comunidade”, frisou.
Sobre a relação com o Executivo, afirmou que
pretende manter uma postura de independência – pautando-se pela liberdade de ser
favorável ao que julgar benéfico à comunidade. “Cada vereador deve ter
consciência de que nós trabalhamos pelo povo, fomos eleitos pelo povo. Estamos
aqui para ajudar o prefeito naquilo que for necessário, votando leis para que
nossa cidade venha a crescer com organização, para que o povo seja atendido na
Saúde, na Educação e todos os setores. Não somos empregados do prefeito A ou B;
somos empregados do povo”, assinalou.