domingo, 30 de agosto de 2020

Bahia arranca empate com Palmeiras nos acréscimos com gol de Marco Antônio

Do - jornaldamidia.com.br -  O Bahia conseguiu conquistar um ponto importante na noite deste sábado (29), diante do Palmeiras, em jogo válido pela sexta rodada do Brasileirão Assaí 2020. O Verdão saiu na frente do marcador com Zé Rafael, já na etapa final, mas o Tricolor de Aço arrancou o empate nos acréscimos com Marco Antônio, evitando a derrota.

Com o resultado, o Palmeiras chegou a nove pontos, na sexta colocação do Brasileirão. O Bahia está pertinho: com oito, é o sétimo. As duas equipes podem perder posições neste domingo. As duas equipes têm jogos duros no meio de semana, ambos na quarta-feira. Às 20h30, o Bahia recebe o Flamengo, novamente no Pituaçu. Às 21h30, em sua arena, o Palmeiras enfrenta o Inter, líder do campeonato.

O jogo

Em uma etapa inicial truncada, sem muitas chances de gols para ambas as equipes, o primeiro momento de perigo aconteceu para o lado do Palmeiras. Aos 21 minutos, o atacante Rony arriscou de longe, com força, mas a bola foi no meio do gol, facilitando a defesa do goleiro Anderson.

O Bahia, fazendo valer o mando de campo, também chegou. Aos 48, o meia Rodriguinho recebeu dentro da área, conseguiu ajeitar o corpo para bater de perna esquerda e mandou para o gol. A finalização, no entanto, desviou na zaga alviverde e se perdeu pela linha de fundo.

Na volta dos vestiários, foi o Verdão quem pulou na frente no marcador. Aos 31, Luiz Adriano recebeu na entrada da área e encontrou Gustavo Scarpa. O meia cruzou na medida para Zé Rafael completar e sair para o abraço: 1 a 0.

Na reta final, porém, o Bahia conseguiu arrancar o empate. Já aos 49 minutos, Marco Antônio aproveitou uma saída ruim do goleiro Wéverton

Do -terra.com.br/esportes

Classificação e jogos

  • separator
  • LIBERTADORES
  • PRÉ-LIBERTADORES
  • COPA SUL-AMERICANA
  • REBAIXADOS
TIMESPJVEDGPGCSG%
1InternacionalInternacional156501102883
2Vasco da GamaVasco da Gama10531183566
3São PauloSão Paulo10531153266
4FluminenseFluminense10631276155
5Atlético-MGAtlético-MG9530275260
6PalmeirasPalmeiras9523064260
7Fortaleza ECFortaleza EC8622275244
8BahiaBahia8522155053
9SantosSantos7521266046
10GrêmioGrêmio7514032146
11Athletico-PRAthletico-PR6620457-233
12BotafogoBotafogo6513145-140
13CorinthiansCorinthians5412165141
14FlamengoFlamengo5512236-333
15BragantinoBragantino56123610-427
16GoiásGoiás4411256-133
17Atlético GoianienseAtlético Goianiense4411246-233
18SportSport4511347-326
19CearáCeará4511359-426
20CoritibaCoritiba3510437-420
  • LIBERTADORES
  • PRÉ-LIBERTADORES
  • COPA SUL-AMERICANA
  • REBAIXADOS
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Pontos
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Jogos
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Vitórias
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Empates
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Derrotas
GP
Gols Pró
GC
Gols Contra
SG
Saldo de Gols
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Aproveitamento


sábado, 29 de agosto de 2020

Há 32 anos Boeing da Vasp era sequestrado para ser jogado contra Sarney no Planalto

Manobra heróica do piloto, colocando o avião em parafuso, fez o sequestrador cair e ser dominado. O copiloto foi morto.

Há 32 anos Boeing da Vasp era sequestrado para ser jogado contra Sarney no Planalto

Do - Diário do Poder -  Há 32 anos, no dia de hoje, o o saudoso piloto e herói Fernando Murilo de Lima e Silva (falecido no último dia 26, em Búzios (RJ), do Boeing 737-300 da Vasp — voo 375 —, saiu de Confins (MG) e pretendia seguir para o destino final, o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Dada: 29 de setembro de 1988.

O desempregado Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, ex-funcionário da Construtora Mendes Júnior, arranjou um culpado para suas desditas: o então presidente José Sarney. Decidiu sequestrar o Boeing e jogá-lo no Palácio do Planalto, com o objetivo de matar o presidente da República.

O maranhense Raimundo Nonato – que trabalhava em garimpos no Pará – entrou no avião em Belo Horizonte. Cento e cinco pessoas estavam no voo. O comandante do Boeing era Fernando Murilo de Lima e Silva e Salvador Evangelista, o Vângelis, era o copiloto.

De repente, Raimundo Nonato exigiu que a cabine fosse aberta. Como não foi, atirou e acertou uma orelha do comissário Ronaldo Dias. Insistiu que a cabine deveria ser aberta e, como não foi, atirou de novo e acertou a perna do piloto Gilberto Renhe, piloto extra da Vasp que estava de “carona” no voo. Com o tiroteio, a cabine foi aberta. Raimundo Nonato ordenou: “Vamos para Brasília. Tenho um acerto com Sarney!”

O piloto Murilo acionou o transponder e informou o código internacional de sequestro. “E ainda avisei bem baixinho que o desejo dele era jogar o avião sobre o Palácio do Planalto”, relata. Salvador Evangelista, de 34 anos, pegou o microfone para responder à torre de comando e Raimundo Nonato, pensando que estava armado, matou-o. Vângelis deixou uma filha.

Tripulantes retiraram o colega ferido pelo sequestrador, após pouso no aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia.

Ao sobrevoar Brasília, percebendo nuvens, Murilo informou a Raimundo Nonato que não havia como aterrissar. O sequestrador sugeriu que o piloto pousasse o avião em Anápolis e, depois, Goiânia.

“Foi aí que mostrei para ele o marcador de combustível e falei que o avião ir parar de funcionar e a gente ia cair. Ele nem quis saber. Eu continuei sobrevoando a pista de Goiânia e aí ele soltou: ‘Vamos para São Paulo’. Comecei a ficar desesperado porque se a gente mal tinha combustível para ali perto, que diria São Paulo”, afirma Murilo.

Ao perceber que o colega estava morto, “o comandante Murilo fez uma ação que foi crucial para o desfecho da história. Ele tirou o avião do piloto automático e executou um tonneau (manobra em que o avião dá uma volta completa ao redor de seu eixo longitudinal) para ver se o sequestrador perdia o equilíbrio”. Raimundo Nonato continuava de pé. “Foi então que decidi partir para uma manobra mais arriscada, o parafuso (o avião perde a sustentação e cai de bico, girando as asas como um pião; a aeronave gira descendo).

Um dos motores havia parado e eu pensei, como vou morrer mesmo, vou arriscar. Parti para o tudo ou nada. Já que vou morrer, vou morrer brigando porque, pelo visto, ele não ia me deixar pousar”, acrescenta o piloto. O sequestrador caiu e Murilo aproveitou para aterrissar no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia.

O sequestrador dizia só se entregar a Tamanini (foto), cuja voz ouvia na Rádio Nacional.

As manobras do piloto Murilo foram tão extraordinárias — inéditas — que até hoje não são reconhecidas pela Boeing. “Mesmo com testemunhas dentro e fora do avião, a empresa nunca homologou o feito”. “Isso nunca tinha acontecido na aviação comercial. Eles alegam que é praticamente impossível um Boeing executar isso”, afirmou Ivan Sant’Anna, autor de livro sobre acidentes de aviões.

Com uma pistola nas mãos, Raimundo Nonato continuou a ameaçar a tripulação, mas decidiu embarcar num Bandeirante da Aeronáutica. O comandante seguiu junto como refém. “Você não vai me trair, né?”, disse o maranhense. Murilo redarguiu: “Não vou. Vai dar tudo certo”.

Um pouco antes – a íntegra da conversa do sequestrador com a torre e o piloto foi divulgada no jornal Folha de S.Paulo do dia 30 de agosto de 1988 – o repórter Irineu Tamanini, da Rádio Nacional e que cobria as atividades da Presidência da República e estava no Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto – o sequestrador admitiu se entregar mas só faria isso ao repórter Tamanini. O sequestrador conhecia o repórter porque no garimpo ele escutava o dia inteiro a Rádio Nacional. O repórter não foi avisado do pedido e ficou sabendo apenas no dia seguinte ao ler a Folha de S.Paulo.

Raimundo foi alvejado por um atirador de elite.

Murilo estava ajudando Raimundo Nonato a subir no avião quando escutou um tiro. Um atirador de elite acertou o sequestrador. O piloto saiu correndo e, sentindo-se traído, Raimundo Nonato atirou e acertou uma de suas pernas.

Na época o Hospital Santa Genoveva (dirigido pelo médico Francisco Ludovico), agora fechado, era uma das principais referências em medicina em Goiânia e também ficava próximo do aeroporto. Os feridos — Murilo, Gilberto Renhe, Ronaldo Dias e Raimundo Nonato — foram levados para lá.

Médicos do Santa Genoveva examinaram Raimundo Nonato e disseram que, apesar de ter recebido três tiros, não corria risco de morte. Mas, de repente, morreu o homem que sonhava vingar-se do presidente Sarney. Ivan Sant’Anna diz que “a morte foi tão inesperada e estranha que nenhum legista de Goiás quis dar o atestado de óbito. Tiveram que chamar um legista de fora, o Badan Palhares”.

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