Apesar das medidas de confinamento, sem água potável em casa, muitos habitantes da capital têm de ir buscá-la nos poços de bairro
Do - Correio Braziliense - Como acontece diariamente, dezenas de pessoas, com galões e baldes, vão-se amontoando em uma longa fila diante de um poço. Assim é o dia a dia em um subúrbio da capital do Zimbábue, apesar das medidas de confinamento impostas contra o coronavírus.
"Claro que ouvi falar do respeito das distâncias", diz Maxel Chikova, de 16 anos, naextensa fila para pegar água em um poço no bairro de Mabelreign, em Harare.
"Mas as pessoas já estavam esperando, quando eu cheguei", explica. "Espero que ninguém tenha o vírus", acrescenta.
Desde segunda-feira e durante três semanas, os 16 milhões de zimbabuanos têm a obrigação de ficar em casa para tentar conter a propagação do novo coronavírus.
O último balanço oficial era de oito pessoas contaminadas, com um óbito registrado entre elas.






