quinta-feira, 16 de abril de 2026

Ilhéus reforça combate ao mosquito da dengue com ação no Iguape e alerta a população para subnotificação de casos

Uso de máquina costal integra estratégia de bloqueio, enquanto autoridades destacam que notificação é essencial para liberação do carro fumacê

A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, através dos agentes de combate às endemias, realizou nesta quarta-feira(15) uma ação de bloqueio contra o mosquito Aedes aegypti no bairro do Iguape. A atividade contou com o uso de máquina costal, equipamento utilizado para aplicação de inseticida em áreas com risco de proliferação do vetor.

De acordo com o coordenador de campo de combate às endemias, Roberto Almeida, esse tipo de ação está sendo desenvolvido em todo o município, com foco em localidades onde há risco ou registro de circulação das arboviroses. No entanto, ele destaca que a equipe enfrenta dificuldades devido à subnotificação de casos suspeitos.

“Pedimos a colaboração da população. Muitas pessoas apresentam sintomas como dor de cabeça, febre alta, dores no corpo, nas articulações e até perda de apetite, mas não procuram uma unidade de saúde. É fundamental não se automedicar e buscar atendimento, pois somente o profissional de saúde pode fazer a avaliação correta”, alertou.

As doenças como dengue, zika e chikungunya dependem de notificação para que os órgãos de saúde tenham controle da situação epidemiológica. Segundo o coordenador, quando o paciente procura atendimento, o caso é notificado e encaminhado à Vigilância Epidemiológica do município.

É a partir dessas notificações que as equipes de bloqueio são direcionadas para áreas específicas. Além disso, os dados são fundamentais para que o município solicite ao Estado o envio do UBV pesado, conhecido como carro fumacê.

“O carro fumacê não é utilizado de forma aleatória. Ele só pode ser solicitado quando há aumento significativo de notificações e confirmação de circulação do vírus. Sem esses dados, é como se não houvesse registro da doença no município”, explicou Roberto Almeida.

O coordenador reforça ainda que o equipamento é de responsabilidade do Governo do Estado e só é liberado em situações de surto, com base em critérios técnicos.

A Secretaria de Saúde de Ilhéus reforça que o combate ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada e que a participação da população é essencial. Ao apresentar sintomas suspeitos, o cidadão deve procurar imediatamente uma unidade de saúde, contribuindo para a notificação e fortalecendo as ações de enfrentamento ao mosquito transmissor. - Por ASCOM SESAU/Sucom.

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