Materno-Infantil debate procedimentos em caso de pacientes vítimas de violência sexual
Lucidalva falou sobre os passos que devem ser dados pelos profissionais do HMIJS quando notificados da violência e assegurou que o HMIJS está preparado para atender a este fluxo. A iniciativa desta série de debates e troca de experiências é da coordenação de Educação Permanente do hospital e visa proteger as vítimas de preconceito, permitindo o tratamento adequado e o encaminhamento correto às autoridades.
A enfermeira obstetra afirmou que a violência sexual já é considerada uma questão de saúde pública e segurança, que exige do estado políticas e ações integradas. Lembrou que o atendimento da pessoa em situação de violência nos serviços de saúde dispensa a apresentação de Boletim de Ocorrência policial. A enfermeira apresentou, também, um dado assustador: em 80 por cento dos casos de violência, o autor mora dentro de casa ou a frequenta como pessoa de confiança da família.
Subnotificação
O que preocupa, segundo a palestrante, é que 90 por cento dos casos de violência sexual não são registrados, o que demanda uma grave subnotificação da realidade nacional. No Hospital Materno-Infantil os profissionais trabalham com o acolhimento, atendimento médico, consulta psicológica e atuação do Serviço Social para acionamento da Rede de Enfrentamento, garantindo a continuidade do cuidado.
Desde o ano passado, o Hospital Materno-Infantil prepara sua equipe para esta realidade. Oficinas com a orientação da Vara da Infância e da Adolescência foram realizadas com a equipe. A iniciativa teve o objetivo de incentivar a articulação da rede de proteção à primeira infância, fomentando a participação dos trabalhadores da saúde na construção e implantação de melhorias na qualidade de atendimento às gestantes, crianças e adolescentes. Também objetivou levar ao conhecimento dos trabalhadores as ações da Vara da Infância na promoção da convivência familiar, realizando estratégias para envolvimento dos colaboradores da instituição.
Ascom



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