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Ex-procurador disse que desmonte feito na Lava Jato nos últimos meses retirou instrumentos de trabalho do Ministério Público e do Judiciário
Do - Diário do Poder - Ex-procurador e coordenador da operação, Deltan Dallagnol afirmou que houve um desmonte na Lava Jato nos últimos meses vindo do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso.
“Não só desmontaram as condenações, mas estão retirando do Ministério Público e do Judiciário os instrumentos de trabalho. Eles acabaram com a delação premiada, com a prisão preventiva, por meio de mudanças no Congresso. O Supremo acabou com a prisão em segunda instância e chegamos a um ponto em que não é mais possível a gente trabalhar contra a corrupção de dentro do MP e do Judiciário”, disse.
Segundo Dallagnol, com algumas exceções, os ministros do STF “não só está garantindo a impunidade dos corruptos, mas o sistema está buscando vingança em cima de quem combateu a corrupção e isso está claro”.
“Acabaram com a delação premiada, com a prisão preventiva, por meio de mudanças no Congresso. O Supremo acabou com a prisão em segunda instância e chegamos a um ponto em que não é mais possível a gente trabalhar contra a corrupção de dentro do MP e do Judiciário”, explicou.
Na disputa por uma das vagas de deputado federal pelo Paraná, Dallagnol analisou o caso Daniel Silveira para exemplificar o quão político vêm sendo os julgamentos do STF. Segundo ele, o deputado errou e “abusou falando coisas que não deveria”, mas a Constituição o protege.
“Não existe no Brasil previsão de punição criminal em razão de palavras emitidas por parlamentares. Se outra pessoa tivesse falado o que ele falou, cometeria crime, mas ele não”, disse.
A entrevista foi concedida ao Jornal de Brasília.
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