terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Embaixador do Brasil cita vida normal na Ucrânia e diz que ‘invasão russa’ é só especulação

 Experiente, Norton Rapesta disse que "invasão" é apenas "jogo de poder"

Norton Rapesta afirma que clima de normalidade é predominante na Ucrânia. Foto: Reprodução


Do - Diário do Poder - O embaixador do Brasil em Kiev, Ucrânia, Norton Rapesta, afirmou nesta terça-feira (15) que o clima é de absoluta normalidade naquele país.

Ele contou que que uma suposta invasão russa na Ucrânia é apenas especulação, um “jogo de poder”.

O diplomata afirmou que a vida segue normalmente nas ruas ucranianas e que o governo não estava à espera de um colapso.

“Eu mesmo, no sábado passado, fui ao supermercado e a vida está normal, as pessoas fazendo compras normais”, disse.

“Vou andando pela embaixada e não tem tanque na rua, nenhum dispositivo de segurança”, descreve.

“As pessoas seguem suas vidas normalmente”, reitera. O testemunho do embaixador coincide com os fatos desta terça-feira, quando o Ministério da Defesa da Rússia anunciou a retirada parcial de tropas russas da região de fronteira com a Ucrânia, após o término de sua participação em exercícios militares.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, nesta terça-feira (15), Rapesta contou ao jornalista Guilherme Cimatti que este tipo de ameaça “não é novidade” lembrando fatos ocorridos em 2017, no Mar Báltico.

Ouça, aqui, parte das declarações do embaixador ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes:

“É especulação, quem quer invadir não marca data, não avisa que vai invadir no dia tal”, ironizou o embaixador Norton Rapesta.

Ele afirmou também que, com o anúncio do governo russo sobre a retirada da força militar da fronteira, o clima está mais ameno na Ucrânia.

“A situação aqui está muito mais estendida. Estamos acompanhando, hoje à tarde eu e outros embaixadores vamos ter um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, que deve nos dar um briefing sobre a evolução da situação. Em termos de estresse e tensão, melhorou bastante de ontem para hoje”, avaliou

Rapesta disse que nunca foi avaliada uma eventual recomendação para que deixem a Ucrânia os cerca de quinhentos brasileiros que viram no país. “Em nenhum momento vimos por que sugerir à população brasileira residente daqui que saísse”, afirmou.

Para o diplomata, o reboliço gerado pelas advertências precipitadas do governo norte-americano não corresponde à realidade ucraniana:

“O que nos importa é que este país está vivendo normalmente, estão tendo impactos econômicos, obviamente, porque essa pressão toda causa estresse no meio financeiro e econômico, mas a vida segue normal”.

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