quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Presidente da Câmara fala do retorno da Zona Azul em Itabuna

  Em tom de urgência, o presidente da Câmara de Itabuna, Erasmo Ávila (PSD), defendeu nessa quarta, 10/11, o retorno do Sistema de Estacionamento Rotativo. Mesmo com as alterações na Lei 2.360/16, aprovadas pela Casa em maio passado, a Zona Azul continua sem funcionar em Itabuna.

"Cinco meses desde a sanção [da Lei 2.544] alteradora representaram prazo mais que razoável para que o município tivesse reorganizado nosso trânsito. É um apelo que faço", frisou Erasmo

Conforme o chefe do Legislativo, sem  a Zona Azul, Itabuna perde tanto na arrecadação de receita quanto na geração de emprego.

"Mais de 100 postos de trabalho poderiam ser criados com a retomada do estacionamento rotativo. Sem contar que o comércio e os próprios usuários do Sistema estão cobrando providências neste sentido. Não podemos esperar 2022 para retomar a Zona Azul", ressaltou.

As alterações na Lei da Zona Azul, enviadas pelo prefeito Augusto Castro (PSD), basearam-se numa proposta inicial do próprio Erasmo, subscrito por Israel Cardoso (Agir).

Uma das novidades incluídas na Lei alteradora permite a exploração do Estacionamento Rotativo por meio da iniciativa privada ou consórcio de empresas, observando os princípios da licitação.

 Biomédicos mais vagas 

 A figura do biomédico ganhou projeção mundial nestes tempos de coronavírus, mas o papel vai muito além. É o profissional que identifica, por exemplo, a presença de bactérias num simples lanche, na apetitosa água de coco ou na água mineral nossa de cada dia.

Mas a categoria, cujo dia transcorre em 20 de novembro, apela pela abertura de vagas. Inclusive no quadro de servidores efetivos em Itabuna. O pleito, levado ao vereador Israel Cardoso (Agir), foi tema de reunião da Comissão de Saúde da Câmara, na manhã de quarta-feira (10).

O diretor do Conselho Regional de Biomedicina, Carlos Danilo Cardoso, frisou que o primeiro profissional a sequenciar o genoma do Sars-Cov-2 (causador da Covid-19) foi uma biomédica baiana. “Estamos aqui por uma maior divulgação e reconhecimento, para que os biomédicos se sintam contemplados. Eles acham que têm menos concurso, quando tem REDA, também não abre para biomédico”, justificou.

Argumentou, ainda: “Com mais de 213 mil habitantes, para ter uma assistência de maior qualidade, a gente pensa em pelo menos 30 efetivos em Itabuna. Pensando em hospitais municipais, serviços de saúde, Vigilância Sanitária...”

 Providências a tomar

A partir das razões mostradas por profissionais da área, Israel e a citada comissão preparam indicação ao Executivo, somando mais biomédicos ao quadro funcional do município. “Acredito que este seja um assunto para a gente propor na reforma administrativa”, sinalizou.

Da mesma forma, o presidente daquele grupo, Francisco Gomes (PSD), reconheceu a importância do encontro para melhor esclarecer o papel da biomedicina. “Como foi esclarecido aqui, o papel do biomédico vai além do que a gente imaginava. Não só nos laboratórios, eles estão inseridos em vários processos; desde os alimentos, à água, às cirurgias; precisam ser olhados de outra forma e ter mais espaço”, ressaltou.

Já o edil Pastor Francisco (Republicanos) acrescentou sobre a importância de projetos para ampliar a biomedicina no serviço público. Ele também endossou o quão evidente ficou para a sociedade o papel dos biomédicos na pandemia.

A delegada do Conselho Regional, Cheila Mendes, trabalhou como merendeira de escola, durante a faculdade, e ali sentiu a relevância da profissão. “Muitas vezes, tem um surto de uma bactéria e elas também estão matando. É importante ter, dentro do município, um profissional com essa amplitude de conhecimento, para agregar com outros”, reforçou.

O biomédico e professor Lucas Carvalho, trazendo pesquisa com alimentos comercializados no centro de Itabuna, mostrou uma análise microbiológica feita em Itabuna. Estarrecedores, números à ocasião mostram bactérias em 13 das 20 amostras de caldo de cana investigadas. Num total de 18, outras 13 amostras de água mineral mostraram-se impróprias ao consumo – para citar apenas dois exemplos. “Notamos um desconhecimento sobre segurança alimentar entre 60% das pessoas; cabe ao poder público orientar. Biomédicos são profissionais a serviço da saúde e da ciência; fazem coleta, educam, trabalham com prevenção”, finalizou.

Representando a secretária Lívia Mendes, a diretora da Vigilância em Saúde, bióloga Maristela Antunes, esclareceu: o município tem seis biomédicos em atuação – sendo três efetivos. “Na pandemia, estiveram na linha de frente; tanto na coleta do material como separando amostras para análise no LACEN. São de grande importância na saúde pública; na época da epidemia de dengue, também ficaram na linha de frente”, ilustrou.

 Ascom/Fotos :Pedro Augusto

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