Em tom de urgência, o presidente da Câmara de
Itabuna, Erasmo Ávila (PSD), defendeu nessa quarta, 10/11, o retorno do Sistema
de Estacionamento Rotativo. Mesmo com as alterações na Lei 2.360/16, aprovadas
pela Casa em maio passado, a Zona Azul continua sem funcionar em Itabuna.
"Cinco meses desde a sanção [da Lei
2.544] alteradora representaram prazo mais que razoável para que o município
tivesse reorganizado nosso trânsito. É um apelo que faço", frisou Erasmo
Conforme o chefe do Legislativo, sem a Zona Azul, Itabuna perde tanto na
arrecadação de receita quanto na geração de emprego.
"Mais de 100 postos de trabalho poderiam
ser criados com a retomada do estacionamento rotativo. Sem contar que o
comércio e os próprios usuários do Sistema estão cobrando providências neste
sentido. Não podemos esperar 2022 para retomar a Zona Azul", ressaltou.
As alterações na Lei da Zona Azul, enviadas
pelo prefeito Augusto Castro (PSD), basearam-se numa proposta inicial do
próprio Erasmo, subscrito por Israel Cardoso (Agir).
Uma das novidades incluídas na Lei alteradora
permite a exploração do Estacionamento Rotativo por meio da iniciativa privada
ou consórcio de empresas, observando os princípios da licitação.
A figura do biomédico ganhou projeção mundial nestes tempos de coronavírus, mas o papel vai muito além. É o profissional que identifica, por exemplo, a presença de bactérias num simples lanche, na apetitosa água de coco ou na água mineral nossa de cada dia.
Mas
a categoria, cujo dia transcorre em 20 de novembro, apela pela abertura de
vagas. Inclusive no quadro de servidores efetivos em Itabuna. O pleito, levado
ao vereador Israel Cardoso (Agir), foi tema de reunião da Comissão de Saúde da Câmara,
na manhã de quarta-feira (10).
O
diretor do Conselho Regional de Biomedicina, Carlos Danilo Cardoso, frisou que
o primeiro profissional a sequenciar o genoma do Sars-Cov-2 (causador da
Covid-19) foi uma biomédica baiana. “Estamos aqui por uma maior divulgação e
reconhecimento, para que os biomédicos se sintam contemplados. Eles acham que
têm menos concurso, quando tem REDA, também não abre para biomédico”, justificou.
Argumentou,
ainda: “Com mais de 213 mil habitantes, para ter uma assistência de maior
qualidade, a gente pensa em pelo menos 30 efetivos em Itabuna. Pensando em
hospitais municipais, serviços de saúde, Vigilância Sanitária...”
Providências a tomar
A
partir das razões mostradas por profissionais da área, Israel e a citada
comissão preparam indicação ao Executivo, somando mais biomédicos ao quadro funcional
do município. “Acredito que este seja um assunto para a gente propor na reforma
administrativa”, sinalizou.
Da
mesma forma, o presidente daquele grupo, Francisco Gomes (PSD), reconheceu a
importância do encontro para melhor esclarecer o papel da biomedicina. “Como
foi esclarecido aqui, o papel do biomédico vai além do que a gente imaginava.
Não só nos laboratórios, eles estão inseridos em vários processos; desde os
alimentos, à água, às cirurgias; precisam ser olhados de outra forma e ter mais
espaço”, ressaltou.
Já
o edil Pastor Francisco (Republicanos) acrescentou sobre a importância de
projetos para ampliar a biomedicina no serviço público. Ele também endossou o
quão evidente ficou para a sociedade o papel dos biomédicos na pandemia.
A
delegada do Conselho Regional, Cheila Mendes, trabalhou como merendeira de
escola, durante a faculdade, e ali sentiu a relevância da profissão. “Muitas
vezes, tem um surto de uma bactéria e elas também estão matando. É importante
ter, dentro do município, um profissional com essa amplitude de conhecimento,
para agregar com outros”, reforçou.
O
biomédico e professor Lucas Carvalho, trazendo pesquisa com alimentos
comercializados no centro de Itabuna, mostrou uma análise microbiológica feita
em Itabuna. Estarrecedores, números à ocasião mostram bactérias em 13 das 20
amostras de caldo de cana investigadas. Num total de 18, outras 13 amostras de
água mineral mostraram-se impróprias ao consumo – para citar apenas dois
exemplos. “Notamos um desconhecimento sobre segurança alimentar entre 60% das
pessoas; cabe ao poder público orientar. Biomédicos são profissionais a serviço
da saúde e da ciência; fazem coleta, educam, trabalham com prevenção”,
finalizou.
Representando
a secretária Lívia Mendes, a diretora da Vigilância em Saúde, bióloga Maristela
Antunes, esclareceu: o município tem seis biomédicos em atuação – sendo três
efetivos. “Na pandemia, estiveram na linha de frente; tanto na coleta do
material como separando amostras para análise no LACEN. São de grande
importância na saúde pública; na época da epidemia de dengue, também ficaram na
linha de frente”, ilustrou.
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