Itabuna sem avanço...
| A espuma da poluição do rio |
Até ao final dos anos 80, Itabuna se despontava no cenário geográfico baiano como uma das cidades mais promissora do sul da Bahia e do Estado. Seu futuro era promissor atraindo muitos investimentos, na área da agricultura devido, principalmente, a sua forte economia do cacau.
Chegando a ser escolhida como a “capital do cacau” do sul da Bahia
e do Brasil, mas tudo mudou! E a cidade sem infraestrutura, sem planejamento
parece ter parada no tempo - o reflexo de hoje! -, pois se acreditava muito na
produção do cacau para se tornar uma das maiores cidades do país.
Tinha tudo para isso se tornar realidade, cortada por duas
importantes rodovias a 101 e 415. Na época chegou a ser a terceira maior cidade do Estado, em
população e em economia, perdendo apenas para Salvador e Feira de Santana,
quando no final dos anos 90, surge a terrível e temivel “vassoura de bruxa”. E
de repente, tudo ficou perdido no tempo, mesmo contando com o grande trabalho
de pesquisa da Ceplac. No momento entregue às moscas.
Com a perda de setenta por cento da sua produção de cacau,
logo veio a regressão, daquele que seria o maior desenvolvimento de uma cidade,
perdido no jogo da demagogia, do entra prefeito e sai prefeito, todos sem
nenhum planejamento concreto para a retomada da sua economia. Perdemos o sonho de
sermos a maior cidade do interior baiano; ficou para trás...
Com a transição econômica procurando outros caminhos a cidade
que ainda perdeu muito da sua população, outros investimentos foram aparecendo
nas áreas de comércio e prestações de serviços e o município lentamente foi descobrindo
esse caminho, aliado a carência da falta de sua infraestrutura. Tornou-se referência
de saúde e educação, chegando a ter o título de “cidade universitária”.
E hoje vemos o resumo de tudo isso, num reflexo de um Rio Cachoeira
poluído, assim como as suas nascentes. De uma população quase sem esperança,
dentro de um crescimento desordenado. O município parou de avançar e só fez
inchar, aliado a falta de um Aeroporto; um Terminal Rodoviário, um Centro de Abastecimento;
um serviço de água e esgoto digno; melhor saúde; praça esportivas para os
nossos jovens; grandes avenidas etc...
Enfim o que se vê hoje, é um clima de miserabilidade, dentro
de um município que tinha de tudo para ser um dos mais ricos da Bahia. Mas como
Itabuna nasceu ousada, para ser ousada, mesmo não tendo o progresso esperado, se
tornou em um grande centro de prestação de serviços e comércio da microrregião
do sul da Bahia.
Segundo o último censo, Itabuna sendo a sexta cidade do
estado; cheia de mistérios e segredos, sobrevive da luta de seu povo guerreiro
e algumas fracas parcerias com o governo do estado, dentro de uma recíproca que
nunca foi verdadeira, pelo montante encaminhado por Itabuna à capital, na época
áurea da produção de milhares de arrobas de cacau.
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