Em nome da ONG Bicharada, a presidente Marcela Andrade chamou a atenção
para as dificuldades enfrentadas tanto por entidades como por famílias de baixa
renda para cuidar dos animais. É o caso de Lúcia Aparecida Santos, que narrou o
nível de limitações em um abrigo onde vivem 100 gatos e 50 cachorros, no bairro
Urbis IV. Ela também roga pela “palavra mágica” castração.
Numa linha otimista, porém, Marcela disse apostar que providências sejam
tomadas. “As leis precisam mudar; hoje a multa é de 30 reais por maus-tratos a
animais”, exemplificou. Já a presidente da ABRAPA (Associação Brasileira de
Proteção Animal), Kátia Lira, cobrou: “Que venham novas leis, mas é preciso
saber qual o destino do dinheiro obtido com as multas”.
Visivelmente apaixonado por animais, Pastor Francisco deixou claro que
este foi apenas o primeiro passo de um movimento amplo por soluções. Sobretudo
para um castramóvel que amplie o alcance das ações. Palavras semelhantes foram
compartilhadas por demais edis presentes ao plenário.
“Vamos sentar com as ONGs, prefeitura, para ver como vamos fazer. Já fiz
o pedido de providências para o prefeito Augusto Castro atualizar e mandar o
projeto do castramóvel pra aqui. Vamos aprovar e buscar recursos junto ao
governo federal, aos meus deputados, para atender a essa população tão carente.
Se não há castração, vai aumentar a população de animais. Isso também é um
problema de meio ambiente e saúde pública”, declarou Edes.
Coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Maristella Antunes mencionou
o avanço da vacinação de janeiro até agora, chegando a um total de 4.233. Citou,
também, a previsão de um processo seletivo para veterinário que castre animais.
Por sua vez, a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Ellen Gleicer
Lima, ressaltou “a importância daquela discussão para melhores resultados”.
Também presente à discussão, o promotor Rafael Pithon adiantou que no
dia seguinte instauraria um inquérito civil sobre castração. “Estamos juntos
para construir soluções; podem haver diferenças no ponto de partida, mas o
ponto de chegada é sempre o mesmo”. O advogado Ícaro Emanoel Barros, da
Comissão de Proteção Animal da OAB, frisou “o papel do poder público como tutor
do bem-estar animal”.



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