quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Fernando Gomes defende ações do Executivo e Legislativo para retomada do desenvolvimento de Itabuna

Foto: facebook
Além de defender a harmonia e integração entre o Executivo e o Legislativo para a retomada do desenvolvimento de Itabuna, o prefeito Fernando Gomes destacou, na sua mensagem e Plano de Ação Governamental encaminhados ontem (15) à Câmara Municipal, num documento de 39 páginas, um pacote de obras e ações em 10 áreas diferentes. O programa contempla os setores de Saúde; Educação; Segurança Pública; Saneamento Ambiental, Meio Ambiente e Habitação; Assistência Social;  Transporte e Trânsito; Desenvolvimento econômico e transparência; Cultura, Esporte e Turismo; Agricultura, Indústria Comércio; além da geração de  Emprego e Renda.


Entre as ações  estão a recuperação da Vila Olímpica; do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães; das unidades básicas de saúde sucateadas ou fechadas; além da construção de dois unidades de pronto atendimento - Upas 24 horas; bem como  a construção de passarela sobre o rio Cachoeira e de uma ponte ligando os vértices da cidade e desafogando o trânsito, melhorando a mobilidade urbana. O elenco de prioridades inclui ainda a conclusão do Teatro Municipal; a implantação do Parque da Cidade, além da  conclusão da avenida Fernando Gomes, cobertura dos canais e a ampliação do Centro Administrativo Firmino Alves.

Impacto
Uma proposta de grande impacto ambiental e que visa  solucionar a questão do abastecimento e tratamento de esgoto de Itabuna é a  pactuação de uma parceria público privada, um projeto ambicioso e que deve custar mais de R$ 200 milhões. As ações de governo contemplam ainda pavimentação de ruas nos diversos bairros, reformas e reurbanização de feiras, construção de mais três  colégio e  de 08 creches.  

A agenda do governo inclui também a recuperação da barragem de Itamaracá e na saúde, o aumento de leitos da ala de alta complexidade do Hospital de Base  Luís Eduardo Magalhães, que atende a pacientes de 168 municípios.

O prefeito Fernando Gomes destacou que “na elaboração deste Plano de Ação Governamental, foram definidas áreas setoriais (setores priorizados), levando-se em conta as necessidades, urgências e prioridades que foram previamente estabelecidas por nossa equipe, objetivando atender de maneira eficiente, célere, transparente e sobretudo democrática, ao nosso povo nesses próximos quatro anos de administração,” destacou.

Ele admite que os desafios do município são muito grandes e que entre os principais temas estão as questões  ligadas ao meio ambiente, que por sua vez, desenrolam-se por todos os setores da sociedade: “Os problemas relacionados ao saneamento básico (incluídos aqui a captação e distribuição da água, o tratamento do esgoto, a drenagem urbana, o destino e tratamento do lixo, a limpeza urbana e o controle de vetores que possam causar doenças) são primordiais nas proposituras aqui apresentadas, e terão, portanto, prioridade na execução no meu governo” acrescentou.

Fernando Gomes concluiu que Itabuna não pode mais esperar para resolver tais questões, “sob pena de todo o resto ficar comprometido, assim como não se pode deixar de promover a recuperação imediata da Bacia do Rio Cachoeira, ao tempo em que se promovam ações consorciadas envolvendo municípios, produtores e proprietários de terras, esferas governamentais, iniciativa privada e o terceiro setor. O município de Itabuna tem que assumir tal responsabilidade e a de resgatar a liderança regional, como maior centro de comércio e serviços,” complementou.
Na mensagem foi incluída a reforma administrativa com base em um Projeto de Lei que reduziu as secretarias municipais de 14 secretarias, para apenas nove, sem prejuízo do desempenho das funções e atenção concedida a cada área do interesse público. Com isso foram extintos 119 cargos comissionados se comparado com a lei até então vigente.

Assim, fundiram-se as secretarias de Indústria, Comércio e Turismo com a de Agricultura e meio  ambiente, compondo a Secretaria, agora, da Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente. A secretaria da Fazenda absorveu a pasta de Planejamento Institucional, enquanto que a Secretaria de Administração voltou a aglutinar o setor de tecnologia.

Saneamento e abastecimento de água prioridades 

Encontrar uma solução definitiva para o problema da falta de esgotamento sanitário, eliminando os esgotos domiciliares drenados para o rio e garantindo ao mesmo tempo o abastecimento de água para a população de Itabuna, cidade de mais de 200 mil habitantes,  são consideradas prioridades para o prefeito Fernando Gomes, que anunciou estudos para a criação de uma comissão visando a implementação de uma parceria público privada (PPP) para a Emasa. Ele pretende discutir a questão com vereadores, trabalhadores da Emasa e todos os segmentos da sociedade civil organizada.

Em paralelo, técnicos da Sedur e da Emasa vêm discutindo o projeto de despoluição do rio Cachoeira, que prevê o tratamento dos esgotos urbanos e domiciliares drenados para o rio Cachoeira, uma obra com um custo previsto de R$ 200 milhões, a ser realizada através de uma parceria com  o governo federal e estado. A proposta prevê a captação de  recursos junto ao Ministério das Cidades.

O prefeito destacou que além do projeto de tratamento de esgotos, Itabuna depende da conclusão das obras da barragem do rio Colônia, que vai no futuro  garantir uma reserva  para o abastecimento de água à população e indústrias, o que vai assegurar condições adequadas para atendimento dos itabunenses ao longo dos próximos 20 anos. Também festejou as chuvas que vêm caindo na região e que podem atenuar os efeitos da crise hídrica que provocou o racionamento de distribuição de água.

A Emasa tem ainda problemas de perdas significativas na distribuição da água, que segundo Fernando Gomes atinge a 55%, quando o ideal seria de 10% e um limite aceitável  seria de 25%. Para o prefeito este problema é grave e vai exigir investimentos da empresa, que está descapitalizada, na substituição das redes de distribuição no centro e nos diversos bairros.


Para o prefeito a solução definitiva do abastecimento de água em Itabuna só deverá ocorrer daqui a duas décadas, com a construção de uma unidade de captação no rio de Contas, o que vai permitir assegurar uma reserva de água capaz de atender ao crescimento da população  itabunense e compatibilizar a demanda de industrias e serviços
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Por: Kleber Torres

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