A Prefeitura de Ilhéus estabeleceu o horário de funcionamento dos órgãos da administração municipal nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo 2022 do Catar. Os três jogos do Brasil na primeira fase da Copa serão realizados nos dias 24 e 28 de novembro e no dia 2 de dezembro.
Desta forma, fica estabelecido que na quinta-feira, dia 24 de novembro, o expediente será das 8h às 14h. Na segunda-feira, 28 de novembro, o horário de funcionamento das repartições públicas municipais será das 7h30 às 12h30. Já na sexta-feira, 2 de dezembro, o horário de trabalho fica definido das 8h até às 14h.
Ressalta-se que o decreto não se aplica aos serviços considerados essenciais, já que por sua natureza não podem ser paralisados ou interrompidos, ligados à Saúde, tributação, limpeza pública, Conselho Tutelar, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) e Bolsa Família, que deverão manter suas atividades normais concernentes aos plantões durante os horários das partidas.
Escolas municipais terão horário reduzido em dias de jogos do Brasil
A Prefeitura também definiu um esquema mais específico para as escolas da rede municipal de ensino. Quando os jogos do Brasil ocorrerem em dias letivos, no horário das 13 horas em diante, não haverá aula presencial para os alunos dos turnos vespertino e noturno, que serão submetidos às aulas programadas.
Quando os jogos forem ao meio-dia, os estudantes serão dispensados às 11h, enquanto os alunos da zona rural serão dispensados uma hora mais cedo.
Partidas - Os horários são baseados nos jogos da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa do Mundo. No dia 24 de novembro, a equipe enfrenta a Sérvia, a partir das 16h, no Lusail Stadium.
Na segunda rodada, no dia 28 de novembro, o desafio será diante da seleção suíça, às 13h, no Stadium 974 (Porto de Doha).
Na terceira e última rodada da fase de grupos, a seleção canarinho retorna ao Lusail Stadium para enfrentar Camarões, no dia 2 de dezembro, às 16h.
Novembro Negro:
Quilombolas da comunidade Morro do Miriqui recebem visitas
A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Especial de Cultura (Secult), tem promovido diversas ações em comemoração ao Novembro Negro. Dando continuidade às atividades, entre os dias 11 e 13, a Secult visitou o único quilombo existente na cidade, certificado e reconhecido pela Fundação Cultural Palmares do Governo Federal, o Quilombo Morro do Miriqui, no Banco da Vitória. A agenda de visitas e as ações realizadas visam reforçar a luta contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial.
As festividades que ocorrem durante todo o mês em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20, faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, principal líder do Quilombo dos Palmares, território quilombola que existiu no Nordeste no final do século XVII e que marcou a luta dos negros e das negras escravizados no Brasil.
Conforme Rosângela Santos, uma das lideranças do Morro do Miriqui, ser quilombola é ter vida constante em prol da comunidade.
“Significa partilhar laços de pertencimento, experiências de vida, manter a tradição cultural de valorização da ancestralidade e de uma identidade negra comum. Apesar do quilombo não ser mais um lugar para se esconder, como já foi um dia, ainda é um local onde seu povo luta pela preservação de suas terras, território e tradições culturais”, explica.
De acordo com dados do Governo Federal, os quilombos ocupam pelo menos 30% dos municípios brasileiros. Os modos de vida e manejo da natureza e da biodiversidade nos territórios quilombolas são baseados em práticas ancestrais de preservação e cuidado do território.
Essas práticas são essenciais para a sobrevivência e reprodução cultural, ancestral, religiosa, social e econômica de cada quilombo. A comunidade Morro do Miriqui mostrou ser possível produzir de maneira sustentável, através da produção artesanal de polpas de frutas, cultivo de mudas, hortas e flores, sem que ocorra qualquer agressão ao meio ambiente.
Nos últimos anos, cerca de duzentas famílias de remanescentes de quilombos lutam contra a perda de seus territórios para invasores, entre outros fatores externos que dificultam a existência do quilombo, como a instalação de indústrias e empreendimentos próximos aos seus territórios, que acabam contaminando solo, desmatando áreas de preservação, ocasionando destruição ambiental que compromete os modos de vida e sobrevivência das comunidades.
Os ataques contra os quilombos e a violação de seus direitos representam ações dirigidas a apagar a história de uma população que luta pela afirmação da sua identidade sociocultural. Trata-se de ações que confrontam modos de vida e subsistência que estão fundados na sustentabilidade econômica e na preservação do meio ambiente por meio de práticas de cuidado tradicional do território.
Dentre as pautas do movimento está a busca por delimitação e demarcação do território, o fim do racismo ambiental, titulação de terras e combate a insegurança alimentar, para que possam continuar preservando a biodiversidade, de forma a garantir o bem viver das gerações futuras.
Luta e resistência - A comunidade Quilombola Morro do Miriqui nasceu entre 1789 e 1791 (século XVIII), fruto da fuga dos negros escravizados nascidos no Brasil com os africanos escravizados chegados em Ilhéus por via marítima, responsáveis por promover a rebelião do Engenho de Santana. A rebelião foi considerada a primeira greve de trabalho da história do Brasil.
Esta comunidade quilombola tem mais de duzentos e trinta anos de existência, luta e resistência, principalmente pela oralidade das matriarcas que em suas mentes preservaram a memória histórica deste quilombo.
Ascom/Contato







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