domingo, 10 de maio de 2020

Previsões catastróficas sobre o coronavírus no Brasil não se confirmaram

Propagação da doença no país seguiram padrão próximo aos melhores cenários

Isolamento no estado de São Paulo se mantém abaixo das expectativas
Do - Diário do Poder - A “Atualização Covid-19 nº15/2020” da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de 22 de março, previa três cenários para o Brasil: o pior seguia países como Irã e Itália, com 8,6 mil mortes em 215 mil casos até 5 de abril. Mas só em 6 de maio o Brasil chegou a 8,5 mil mortes. Se em março fosse mantido o ritmo de França e Alemanha, seriam 2,8 mil mortes em 70 mil casos há um mês, mas o Brasil ficou abaixo até disso. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A realidade é que em 5 de abril eram 486 óbitos em 11 mil casos, muito abaixo até das expectativas medianas, sem mencionar as catastróficas.
Se o Brasil tivesse se comportado como o Japão, seriam 154 mortos em 8 mil casos até o dia 5 de abril, o mais próximo do caso brasileiro.

Covid-19: Brasil ultrapassa 10 mil mortes, com 155.939 casos confirmados

Foram 10.611 novos diagnósticos e 730 mortes computadas em 24h

Tribuna da Bahia, Salvador
10/05/2020 06:50 | Atualizado há 3 horas e 39 minutos
     
 Foto: Reuters / Pilar Olivares / Direitos Reservados
O Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortes pela covid-19 neste sábado (9), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado às 19h. Com o registro de 730 vítimas fatais nas últimas 24 horas, o número chegou a 10.627. Na sexta-feira (8), o total era de 9.897 óbitos.
É o segundo maior aumento diário desde que o novo coronavírus chegou ao país, em fevereiro. Entre quinta-feira (7) e sexta, 751 pessoas morreram em decorrência da covid-19. O país tem, agora, 155.939 casos da doença, 10.611 confirmados pelo ministério nas últimas 24 horas. Eram 145.238 na última sexta-feira.
O número de mortes registradas nas últimas 24 horas não é necessariamente o de óbitos ocorridos nesse período, porque é preciso considerar o intervalo de tempo entre o registro do óbito e a confirmação de que a pessoa estava com o novo coronavírus. Segundo o ministério, 234 das 730 mortes contabilizadas nas últimas 24 horas aconteceram nos últimos três dias. Esse número será atualizado nos próximos dias e deve subir.
Atualmente, 1.880 óbitos estão em investigação. Dados mais recentes do ministério mostram que, do total de mortes, 3.903 ocorreram nos últimos sete dias. É um crescimento de 44% em relação à semana anterior, quando foram 2.708. A  taxa de letalidade no Brasil — ou seja, a proporção de casos que resultam em morte — é de 6,8%. Significa que, a cada 100 pessoas infectadas, sete morreram.
Com números crescentes, o país é o sexto com mais vítimas fatais pelo novo coronavírus no mundo, atrás de Estados Unidos (69,9 mil), Reino Unido (31,2 mil), Itália (30,2 mil), Espanha (26,3 mil) e França (26,2 mil). O levantamento é da Universidade John Hopkins, que acompanha a evolução da pandemia em tempo real.
Em quantidade de mortes diárias, no entanto, o Brasil está logo atrás dos EUA, primeiro da lista. O país norte-americano teve 1,9 mil novos óbitos em 24 horas, de acordo com boletim divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira. Os dados não foram atualizados neste sábado.
São Paulo, estado mais afetado, registra 3.608 mortes e 44.411 casos. O Rio de Janeiro vem logo depois, com 1.653 óbitos e 16.929 pessoas infectadas e a maior taxa de letalidade no país. O Ceará, em terceiro na lista, tem 1.062 mortes e 15.879 registros da doença. 
Depois, vêm Pernambuco (12.470 vítimas fatais e 972 casos); Amazonas (962 óbitos e 11.925 confirmações) e Pará (578 mortes e 6.775  registros). O levantamento do Ministério da Saúde aponta 39 mortes e 1.576 casos no Distrito Federal, mas, de acordo com dados mais recentes da Secretaria de Saúde do DF, 2.511 pessoas foram diagnosticadas.

Por - Alessandra Azevedo - Correio Braziliense

Vereadores conduzem debate sobre assistência a itabunenses em pandemia


A palavra cuidado bem traduz o foco da reunião remota conduzida pela Câmara de Itabuna entre a tarde e o início da noite de sexta-feira (8). O encontro, com convocação dos secretários de Assistência Social, Sandra Neilma Costa, e da Fazenda, Moacir Messias, buscou esclarecer o quê o Executivo tem feito e planejado com recursos recebidos e/ou previstos no combate à pandemia do novo coronavírus.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social da Casa, Enderson Guinho (Cidadania), expôs indagações trazidas pelo público, que acompanhou a discussão pelas redes sociais. E destacou a importância de as forças políticas e a sociedade estarem unidas neste momento. “Temos que saber como cobrar, o que cobrar e a hora de cobrar. Na terça-feira, será o secretário de saúde”,
orientou.

Tratando da recém-anunciada portaria do Ministério da Cidadania, para liberação de recursos federais extras de incremento ao SUAS (Sistema Único de Assistência Social) frente à pandemia, Jairo Araújo (PCdoB) quis saber sobre a previsão do município para utilizar essa verba. Acolhimento e máscaras
A secretária Sandra Neilma procurou informar, detalhadamente, sobre ações tocadas pela pasta. Segundo ela, está em andamento o processo para aquisição de 70 mil máscaras a serem distribuídas à população mais vulnerável. Como prioridades, as instituições assistenciais. Com a devida consultoria do Ministério Público, sobretudo por ser este um ano eleitoral, o município também planeja a compra de 10 mil cestas básicas, que serão mensalmente doadas até o final de 2020, começando já a partir de
maio. Leia também: Agenda da Semana.

Ultimo boletim da Bahia registra 5.174 casos confirmados e 196 óbitos de Covid-19

A Bahia registra 5.174 casos confirmados de Covid-19, o que representa 26,25% do total de casos notificados no estado. Considerando o número de 1.337 pacientes recuperados e 196 óbitos, 3.641 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.​
Os casos confirmados ocorreram em 162 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (64,59%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes são Ipiaú (2.463,32), Uruçuca (2.046,88), Ilhéus (1.780,36), Itabuna (1.514,85) e Coaraci (1.176,96).​
O boletim epidemiológico registra 10.864 casos descartados e 19.713 notificações em toda a Bahia. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.​

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Brasil registra 751 mortes por covid-19 em 24h e bate novo recorde

Todos os continentes

País chega a mais de 145 mil pessoas infectadas

Do - Diário do Poder - Com 10.222 novos casos confirmados, o Brasil chegou a 145.328 pessoas infectadas, um aumento de 7,5% em relação a ontem, quando foram registradas 135.106 pessoas nessa condição. A atualização foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (8). O número foi o segundo mais alto, abaixo apenas do recorde de quarta-feira(6), quando os novos casos atualizados somaram 10.503.

Leitos

Na entrevista coletiva no Palácio do Planalto, a secretária substituta de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Cleusa Bernardo, explicou que o órgão não conseguiu êxito nos editais para a contratação de dois mil novos leitos anunciados no mês de abril. Até o momento, foram locados 540 leitos aos estados.
“A empresa que tinha feito o compromisso de entregar 2.540 leitos não conseguiu. Já estamos no 3º edital para entregar o restante”, explicou.

Funcionários do Hospital Costa do Cacau recebem treinamento


Com a abertura nesta semana da unidade Covid-19, exclusiva para tratamento da doença, no Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, funcionários da ala receberam treinamento e instruções específicas para a atuação profissional dentro do ambiente hospitalar de cuidados com os enfermos infectados pelo novo coronavírus. 

Apesar de a maioria desses profissionais contratados para atuar na ala Covid-19 ter vivência em UTIs e conhecer seu funcionamento, a equipe especializada de Enfermagem do HRCC realizou treinamento sobre uso de equipamentos e repassou orientações de fluxo interno de assistência ao paciente. 

Outras orientações técnicas específicas também foram repassadas, como a utilização da cápsula para transportar pacientes Covid-19, que protege o colaborador de aerossóis gerados. Para a equipe de técnicos de enfermagem foi orientado o funcionamento da bomba de infusão utilizada para drogas vasoativas, administração de medicações e uso contínuo como as sedações.

O Coronavírus e o desafio Federativo

Artigo -
*Luciano Robson Rodrigues Veiga
O Coronavírus provoca a maior crise sistêmica da década, provocando colapso nos sistemas de saúde, economia e político. Dado a rapidez na contaminação, alguns países estão buscando experiências positivas de outros, objetivando criar uma sistematização de ações, evitando excessos ou ação tardia.
No Brasil, estamos passando por vários testes, na saúde, na economia e na política. Das três áreas mencionadas, aparentemente, a que melhor e serenamente tem se comportado é a da saúde, que tem buscado levar as informações, ações e articulações para enfrentamento equilibrado da Pandemia que vem avançando no território nacional.
O Brasil tem o Sistema Único de Saúde – SUS, porém ao longo dos anos vem sendo negligenciados, quer seja pela falta ou o subfinanciamento de recursos financeiros e a interferência política, interferindo na capacidade do seu atendimento de caráter universal, como preconiza a nossa Constituição.
Um dos maiores desafios será a articulação federativa entre União, Estados, Distrito Federal e os municípios. Nesta divisão de papel e responsabilidade é preciso levar em consideração quem está na ponta. Como fazer chegar aos serviços de saúde municipal os recursos apontados pelos Governos, Federal e Estadual para o combate ao Coronavírus. Como agir para equipar as estruturas hospitalares de respiradores e outros equipamentos vitais ao tratamento do paciente grave do COVID-19, contratação de profissionais de saúde e EPIs.
Fazer o enfrentamento de um vírus que impacta todo o sistema de saúde, a economia, a vida das pessoas, perpassa pela busca de informações, testagens, número de leitos e de profissionais, dentre outros elementos fundamentais para tomada de decisão. Não construir o planejamento e não integrá-los com as esferas federativas, é como caminhar às cegas.
Além, da integração federativa é necessário a integração institucional público, privado, academias de ensino, pesquisa e extensão. Nesta linha do front não se pode abrir mão de quaisquer agentes que possa contribuir com as suas especialidades.
No Brasil, caminhamos infelizmente em um mosaico, uma colcha de retalhos de ações, sem planejamento estratégico integrado, e, o que mais preocupa, sem a devida comunicação com a população, levando com efeito de escala, uma quebra significativa no índice do isolamento social, provocando o crescimento exponencial da curva de contaminação e os seus efeitos nefastos, não temos leitos suficientes e vidas serão perdidas.
O que aprendemos com os países que estão controlando e achatando a curva de contaminação, é o planejamento integrado, principalmente entre os entes federados.
O que fica claro nesta pandemia é a dicotomia da estrutura federativa do Brasil, a falta de hábito e respeito desta integração, veio à luz. Os entes se comportam de acordo com o seu poder político e econômico. Assim, agem na tratativa de quebrar "a organização político-administrativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos", conforme artigo 18 da mesma Constituição.
Ou, nos unamos em nome do povo Brasileiro e passamos a falar a mesma língua, ou nos martirizamos pelo sofrimento e morte do cidadão e da cidadã que confiou ao Estado a sua proteção.
Portanto, a União em vez de judicializar a extensão da sua autonomia - a exemplo de romper com o isolamento social, querer adentrar na competência concorrente de Estados, Distrito Federal, Municípios e União - reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, que o Governo Federal compreenda o seu papel e responsabilidade e, saiba que a Constituição Federal de 1988, ao conceder a autonomia entre os entes federados do Brasil, em um país de tamanho e diversidade continental, nos deu, neste momento a oportunidade de sobreviver a esta pandemia. Imagine, se uma conduta errática de um dos líderes federativos fosse extensivo a todo o território nacional ou estadual em detrimento ao local, em uma só canetada podemos morrer ou viver.

*Luciano Robson Rodrigues Veiga é Advogado, Administrador, Especialista em Planejamento de Cidades. 

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

Cuidado com a sua propriedade rural!

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