ENCANTO.
A Ferreira Gular
A terra ficou mais triste.
E o universo mais colorido...
Com os seus versos.
Vai poeta! Vai poeta!
Pra outra dimensão...
Os braços da morte.
Jamais o alcançarão...
Pois os poetas não morrem
Eles se transformam em lendas!.
Embelezando os planetas
Com a semente do amor...
chamada "poesias!"...
Joselito dos Reis.
05.12.16
E o universo mais colorido...
Com os seus versos.
Vai poeta! Vai poeta!
Pra outra dimensão...
Pra outra dimensão...
Os braços da morte.
Jamais o alcançarão...
Jamais o alcançarão...
Pois os poetas não morrem
Eles se transformam em lendas!.
Eles se transformam em lendas!.
Embelezando os planetas
Com a semente do amor...
chamada "poesias!"...
Com a semente do amor...
chamada "poesias!"...
Joselito dos Reis.
05.12.16
De fundador do neoconcretismo brasileiro a militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e defensor da arte política e popular, a colunista conservador da Folha de S. Paulo, o poeta Ferreira Gullar teve uma vida polêmica e com muitas mudanças. Nesse domingo, 4, ele morreu no Rio de Janeiro, por complicações pulmonares decorrentes de uma pneumonia.
domingo 4 de dezembro| Edição do dia
Nascido no Maranhão em 1930, chamado José Ribamar Ferreira, o poeta tomou o sobrenome francês de sua mãe (Goulart) e, dando-lhe uma grafia nova, criou seu nome artístico, e assim o explicou: “é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome.”
Suas primeiras influências literárias foram poetas brasileiros românticos e parnasianos, como Gonçalves Dias e Olavo Bilac. Essa influência se nota em seu primeiro livro “Um pouco acima do chão”, publicado em 1949 quando o poeta tinha 19 anos. Foi tardiamente que conheceu o modernismo, que, segundo ele, só chegou a São Luis no fim dos anos 1940. Foi um momento decisivo para Gullar: “O modernismo de 1922 só chegou ao Maranhão no fim dos anos 1940. Quando comecei a ler os modernos, minha visão da poesia mudou completamente e senti que não podia mais ficar em São Luís.”



