Marcos Paulo Simões nasceu em São Paulo, em 1º de março de 1951 (Foto: TV Globo/Divulgação)
O
velório e a cerimônia de cremação do corpor do ator e diretor Marcos
Paulos, 61 anos, acontecerão a partir das 11h desta segunda-feira (12),
no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.
Marcos Paulo morreu
neste domingo, 11. O ator e diretor morreu de embolia pulmonar em sua
casa na Zona Oeste do Rio. Em agosto de 2011, Marcos Paulo passou por
cirurgia para remover um tumor no esôfago. Ele havia sido diagnosticado
com câncer em maio de 2011.
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Marcos Paulo, que já foi casado com as atrizes Renata Sorrah e Flávia
Alessandra, atualmente era casado com a atriz Antônia Fontenelle. A
última aparição pública do diretor foi na noite desta sexta-feira, 9, no
encerramento do 9º Amazonas Film Festival, em Manaus.
Marcos
Paulo Simões nasceu em São Paulo, em 1º de março de 1951, e foi criado
no bairro do Bixiga. Ele era filho adotivo do ator, autor e diretor
Vicente Sesso, o que lhe garantiu contato precoce com a TV.
Sua
primeira novela foi “O morro dos ventos uivantes”, da TV Excelsior, em
1967 – ele tinha 16 anos. Passou ainda pela Record e pela Bandeirantes
antes de ir para a TV Globo, em 1970. Sua estreia na emissora aconteceu
em “Pigmalião 70″, escrita por seu pai. Conforme lembra seu perfil no
Memória Globo, seus papéis naquele princípio costumavam ser de “galãs de
boa índole”.
Em 1972, participou de uma produção marcante,
integrando o elenco do primeiro programa gravado em cores da TV
brasileira: “Meu primeiro baile – Caso especial”, escrito por Janete
Clair a partir de uma peça de Jacques Prevert. Em 1975, Marcos Paulo
estava escalado para atuar em “Roque Santeiro”, que acabou censurada –
curiosamente, seria ele o diretor da versão que, dez anos mais tarde,
marcou época na TV brasileira.
Na TV Globo, atuou em dezenas de
novelas, como a primeira versão de “Gabriela” (1975) e “Tieta” (1989).
Na década de 1980, em “Sinhá moça” (1986), de Benedito Ruy Barbosa, e na
minissérie “O primo Basílio”, baseada no romance do escritor português
Eça de Queiroz (1845-1900), na qual defendeu o papel-título.
Depois, vieram participações relevantes em “Meu bem, meu mal” (1990) –
cuja direção assumiu com a novela já em andamento, em substituição a
Paulo Ubiratan –, “Despedida de solteiro” (1992) e “Quatro por quatro”
(1995). Nestas duas últimas, interpretou vilões, afastando-se do
estereótipo de bom moço que o havia caracterizado nos primeiros anos de
TV. Mais recentemente, ele pôde ser visto em “Páginas da vida” (2006).
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