Termo
de cooperação, assinado entre Sebrae e Fieb, tem o objetivo de
fortalecer o setor e diminuir a distância de concentração de renda em
capital e interior

Uma
parceria entre o Sebrae e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia
(Fieb) está fomentando o associativismo no sul da Bahia para
desenvolvimento e competitividade da indústria regional. Técnicos das
duas entidades estão visitando até o dia 13 de julho, 60 indústrias dos
setores gráficos, de alimentos, vestuário e serviços industriais de
Ilhéus e Itabuna para conhecer de perto as dificuldades individuais das
empresas e captar demandas comuns que servirão como referência para a
elaboração de uma matriz de solução subsidiadas até 2015 pelo Sebrae e o
Sistema Fieb.
A ação faz parte do Programa de Interiorização da
Fieb para a região sul da Bahia, proposta pela entidade para dinamizar o
crescimento, de forma equilibrada e sustentável, das indústrias na
região. À Fieb cabe o diagnóstico técnico de cada setor, o que inclui
desde as condições de maquinários às instalações de equipamentos
utilizados na produção. Especialistas em cada área visitada estão
orientando os empresários e sugerindo soluções em curto, médio e longo
prazos. Já o Sebrae está responsável pela elaboração de um diagnóstico
de gestão, oportunizando novos negócios a partir da evolução deste
trabalho.
Daniel
de Jesus, do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (Cieb), que
integra o Sistema Fieb, explica que a missão dos especialistas é
contribuir para a melhoria da competitividade empresarial, oferecendo
soluções em capacitação, através de consultorias e qualificação de
mão-de-obra. “Até agora o maior problema encontrado na região tem sido a
dificuldade de trabalhar ações coletivas. Precisamos sensibilizar os
empresários a trabalharem unidos”, ressalta. Ele lembra a importância do
fortalecimento das indústrias no interior, já que, dos 417 municípios
baianos, 51% do Produto Interno Bruto (PIB) estão concentrados na
capital e na Região Metropolitana de Salvador (RMS), de acordo com o
IBGE (2009).
O
gestor do projeto pelo Sebrae, Eduardo Benjamin Andrade, aproveita o
Termo de Cooperação com o Sistema Fieb para intensificar a participação
do sul da Bahia na disputa pelo Prêmio MPE Brasil, um reconhecimento
estadual e nacional de micro e pequenas empresas, concedido pela
parceria entre Sebrae, Movimento Brasil Competitivo – MBC, Gerdau e
Fundação Nacional da Qualidade – FNQ. O evento promove o aumento da
qualidade, produtividade e competitividade, disseminando os conceitos de
boas práticas de gestão. A região já foi premiada em nível estadual e
espera repetir o desempenho na disputa deste ano. A meta é inscrever 358
empresas regionais.
Alternativa econômica - Tradicionalmente
vocacionada à produção de cacau e dos seus derivados, Ilhéus e Itabuna
viram sua principal economia entrar em declínio entre o fim dos anos 80 e
o início dos anos 90. Em busca de novas alternativas econômicas, as
cidades decidiram diversificar. Ilhéus implantou novos segmentos
industriais, como o de informática. Itabuna investiu no vestuário e na
indústria têxtil. As duas cidades intensificaram as atividades no
comércio e serviços. Agora, Ilhéus e região vivem uma nova expectativa e
um promissor ciclo de desenvolvimento a partir da implantação do
Complexo Intermodal Porto Sul, composto pela Ferrovia de Integração
Oeste-leste (Fiol), Porto Sul e do Gasene. Benefícios que não chegam
apenas para a cidade, mas para todo o território de identidade Litoral
Sul.
Com
uma população estimada em 795 mil habitantes, o território tem um PIB
per capita de R$ 6,4 mil, com destaque para as arrecadações de Ilhéus e
Itabuna, as mais importantes cidades do território. Em Ilhéus, por
exemplo, 67% da economia circulam em torno de serviços, com 29% na
indústria e apenas 4% na agropecuária. Itabuna também se destaca na área
de serviços, com 82% da sua economia circulante, contra 17% da
indústria e 1% da agropecuária. Ilhéus tem 105 indústrias,
principalmente nas áreas de informática e alimentos. Em Itabuna, a
maioria das 108 indústrias instaladas é voltada para produtos têxteis e
alimentícios.
Por-Maurício Maron