segunda-feira, 26 de maio de 2025

Eduardo diz que pedido da PGR confirma ‘estado de exceção’

Deputado licenciado afirma que atuação nos EUA não configura crime e acusa Judiciário de promover "estado de exceção"

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Do - Diário do Poder - O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta segunda-feira (26) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de um inquérito que investigue sua suposta atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

Licenciado e vivendo no país americano desde fevereiro, Eduardo declarou que só retornará ao Brasil após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ser sancionado. O ministro é o relator do pedido no STF.

O parlamentar afirmou que a iniciativa da PGR confirma um “estado de exceção” no Brasil e que a decisão pode acelerar sanções internacionais contra Moraes.

“Eu vejo que esta decisão mostra que o judiciário brasileiro age conforme o cliente. Há pouco mais de um mês, uma decisão da PGR disse que minha atuação é legal, mas agora estou atentando contra a democracia. O judiciário confirma que o Brasil vive um estado de exceção. Com isso, empurram o governo Trump para um ponto de não-retorno em relação às sanções. O judiciário brasileiro está dizendo que quem tiver o meu contato com autoridades americanas está sujeito a até 12 anos de prisão. Eu já tinha dito que só voltaria ao Brasil com o Moraes sancionado e acredito que esta decisão acelere este processo. Para eu pensar no retorno, as coisas precisam acontecer. Eu quero retornar, mas não posso levar uma pena de 12 anos na cabeça.”, disse.

Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, sua atuação junto a parlamentares dos EUA não configura crime.

“Eu não posso ficar na coleira do Moraes. Ele é que tem que ficar encoleirado no quadrado dele, dentro das competências dos poderes”, completou.

pedido da PGR, assinado por Paulo Gonet, aponta que Eduardo Bolsonaro teria utilizado entrevistas e postagens nas redes sociais com tom intimidador contra autoridades da Polícia Federal, do Ministério Público e do STF, tentando interferir em investigações e julgamentos.

“Há um manifesto tom intimidatório para os que atuam como agentes públicos, de investigação e de acusação, bem como para os julgadores na Ação Penal, percebendo-se o propósito de providência imprópria contra o que o sr. Eduardo Bolsonaro parece crer ser uma provável condenação”, aponta a PGR.

Na semana passada, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, aliado de Donald Trump, disse haver “grande possibilidade” de sanções contra Moraes, ao ser questionado sobre a perseguição política no Brasil.

A PGR também solicitou o depoimento de Bolsonaro, alegando que o ex-presidente pode ser “diretamente beneficiado pela conduta descrita” e lembra que o antigo mandatário já declarou “ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano”

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