quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Deputada volta a defender suspensão imediata da demarcação no Sul da Bahia

A deputada estadual Ângela Sousa (PSD) reafirmou que a decisão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de aguardar o resultado da Sala de Situação, criada em Ilhéus, para então se chegar a uma solução pacífica para o conflito entre indígenas e produtores rurais no Sul da Bahia, não resolve, nesse momento, o problema e nem diminuiu o clima de guerra que se instalou na região. De acordo com a deputada estadual, a decisão mais correta nesse momento seria a suspensão imediata do processo de demarcação de terras nos municípios de Ilhéus, Una. São José da Vitória e Buerarema, até que se defina critérios mais justos de como ocorrerá o processo de divisão de terras e o que era feito com mais de 20 mil famílias, a maioria de pequenos agricultores, que vivem nessa região.


Em reunião com representantes de agricultores e parlamentares, nesta terça-feira (1º), em Brasília (DF), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reafirmou a necessidade de pacificação dos conflitos entre indígenas e produtores rurais em Buerarema. Ele propôs a criação de uma mesa de negociação entre as partes. Segundo o ministro, foi criada uma Sala de Situação em Ilhéus, também no sul do estado, pelo Ministério da Justiça e o Governo do Estado da Bahia. O objetivo é articular as operações realizadas em conjunto pela Polícia Federal, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e polícias Civil e Militar da Bahia nos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una.

O problema, segundo a deputada estadual Ângela Sousa, é que as discussões podem ser arrastar por meses e até anos, enquanto que o clima na região é tenso é precisa de respostas imediatas, já que o conflito tem causado prejuízos para os municípios. Ela alertou para o clima tenso que se instalou na região, com as constas invasões de terras, agressões contra os trabalhadores e pequenos produtores e até mortes, reassaltando que a demarcação de terras é um assunto de extrema relevância, sendo suprapartidário e que cabe a todos o papel de mediar essas discussões para evitar consequências ainda mais graves. “Por esse motivo é que não temos dúvidas que o melhor para a região hoje é a imediata suspensão do processo de demarcação”, defendeu a deputada.

Ângela Sousa fez questão de ressaltar que é preciso o governo federal estar atento para o que será feito com mais de 20 mil famílias das regiões de Una, Ilhéus e Buerarema que hoje vivem da agricultura familiar e que podem perder suas propriedades. “São milhares de pequenos agricultores que vivem com suas mãos calejadas do trabalho para sustentar suas famílias. É gente que vive do trabalho e que planta para abastecer a cidade. Para onde irão essas famílias caso ocorra a demarcação?”, questionou a deputada estadual.

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