quinta-feira, 24 de julho de 2025

Após Anuário revelar liderança em homicídios, ACM Neto diz que Jerônimo não tem capacidade de garantir segurança à Bahia

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) nesta quinta-feira (24), após a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Em vídeo publicado nas redes sociais, Neto afirmou que o petista não tem capacidade de garantir segurança, paz e tranquilidade à população da Bahia.

Segundo o levantamento, a Bahia lidera, mais uma vez, o ranking nacional de homicídios, com 6.036 mortes registradas em 2023. Além disso, cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estão no estado.

“Governador Jerônimo Rodrigues, deixa eu te fazer uma pergunta: o senhor acha normal a gente ligar a televisão e pela milésima vez ter que assistir que a Bahia está em primeiro lugar em violência no Brasil? Pois é, hoje saíram os dados do Anuário da Segurança Pública e, infelizmente, a Bahia, mais uma vez, é líder em número de homicídios em nosso país”, disse.

O líder oposicionista destacou que os dados refletem um cenário persistente e criticou o silêncio do governador diante da escalada da violência. “A Bahia tem cinco das dez cidades mais violentas de todo o nosso país, e definitivamente, governador, não é coincidência a Bahia ser governada há quase 20 anos pelo seu partido e agora governada por você”, afirmou.

Neto disse ainda que o sofrimento atinge principalmente a população mais vulnerável: “Nós temos acompanhado todos os dias a dor e o sofrimento das pessoas em nosso estado, sobretudo dos mais pobres, das pessoas que vivem nas periferias, das pessoas que vivem no interior.”

ACM Neto reforçou que o atual governador não tem preparo para enfrentar a crise na segurança. “Enquanto isso, o governador repete a mesma atitude, fecha os olhos, finge que nada está acontecendo, que está tudo bem. Governador Jerônimo Rodrigues, eu não aguento mais, como cidadão, ver a Bahia ocupar as páginas policiais do nosso país. E pra tudo isso mudar, não há outro caminho, porque você não tem a capacidade de nos governar, de nos liderar e de oferecer segurança, paz e tranquilidade para o povo baiano.”  Ascom.

Após 87 dias internado, bebê com prematuridade extrema deixa UTI do Hospital Materno-Infantil*

Foram 87 dias de muita angústia, medo e indefinições. Maria Alice nasceu na condição de prematuridade extrema, no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Os especialistas revelam que, nesta condição, os bebês são os mais vulneráveis, pois seus órgãos ainda estão em desenvolvimento crítico, tornando-os mais suscetíveis a complicações de saúde.

Com Maria Alice não foi diferente, foram quase três meses cercados de momentos difíceis e de muito cuidado. Mas na tarde desta quarta-feira (24), a família comemorava: a batalha foi vencida. O bebê foi transferido para a UTI Canguru, um modelo de assistência humanizada para recém-nascidos prematuros, com foco no contato pele a pele prolongado entre a criança e seus pais e aguarda ganhar mais 200 gramas para receber alta e, finalmente, ir para casa.

Conquista

“Hoje a gente está aqui, uma conquista que não sei explicar o que o meu coração está sentindo”, revela Daniela Dias Santos, mãe de Alice. Aos 32 anos, ela aguardava com muita expectativa a chegada da primeira filha. O nascimento prematuro mudou a rotina da família. “Passei a maior parte do tempo aqui, sentada na poltrona ao lado da Maria Alice na UTI. Meu esposo vinha. Mas o ambiente de uma UTI o deixava tenso e ele preferia me apoiar do lado de fora, na sala de estar”, lembra Daniela.

O apoio e o acolhimento recebidos das profissionais do HMIJS também são lembrados com muito afeto pela mãe de Maria Alice. “Tive dias de precisar sair, de ir em casa para dormir uma ou duas horas e eu ia tranquila, por que sabia que minha filha estava em boas mãos. Nos tornamos amigos de todo mundo aqui. Fomos muito bem acolhidos, por onde passo todo mundo pergunta por ela”, reconhece.

Amamentação

O momento mais triste, segundo Daniela, foi quando recebeu a informação da médica de que ainda não poderia amamentar a filha, pois Alice teria reação ao leite materno. “Meu sonho era ter uma menina e eu queria viver todas estas fases de ser mãe. Quando recebi esta notícia o mundo desabou”, lembra. Agora tudo mudou. “Há 15 dias amamentei pela primeira vez. Hoje ela só quer peito. Chorei muito quando vivi essa experiência”, afirma.

O que um dia foi indefinição, hoje tornou-se uma certeza. Falta pouco para a família ir definitivamente para casa. O mais recente pedido feito por Daniela ao hospital é de realizar um sonho que ela pôde testemunhar acontecer com dezenas de puérperas que, no mesmo período que ela, passaram pelo HMIJS: ganhar uma muda de Pau Brasil. “Quero plantar. Quero ver Maria Alice crescer junto com a árvore”, concluiu.

Referência

O Hospital Materno-Infantil tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. É a única unidade hospitalar da Bahia habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento aos Povos Originários. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária. Ascom.

Itabuna dia 28 celebra 115 anos e Prefeitura garante expediente normal no dia 29

Administração Municipal desmente boato sobre ponto facultativo e reforça compromisso com a transparência e o serviço público

Catedral do Padroeiro São José- fotos: Pedro
Augusto Benevides

Em comemoração aos seus 115 anos de emancipação política, Itabuna celebra nesta segunda-feira, 28 de julho, mais um marco histórico de sua trajetória. Com uma programação que ressalta as conquistas e o potencial da cidade, a data é feriado municipal, reconhecido oficialmente no calendário da Bahia.

Contudo, diante da circulação de informações falsas nas redes sociais sobre um suposto ponto facultativo na terça-feira (29), a Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Governo, veio a público esclarecer os fatos.

Av. Mario Padre

Segundo comunicado oficial, não haverá ponto facultativo no dia seguinte ao feriado. As atividades nas repartições públicas municipais, incluindo autarquias, fundações e empresas públicas, ocorrerão normalmente na terça-feira. O esclarecimento busca conter os efeitos de um decreto falso que tem sido compartilhado de forma irresponsável nas redes, com o objetivo, segundo a gestão, de gerar confusão e desinformação junto à população.

"Repudiamos com veemência essa fake news, que só serve para tumultuar a Administração Pública e prejudicar os cidadãos que dependem dos serviços prestados pelo município", destaca a nota da Prefeitura.

A gestão reforça que todos os decretos e informações oficiais são divulgados nos canais institucionais da Prefeitura de Itabuna, e orienta que a população esteja atenta às fontes confiáveis antes de compartilhar qualquer conteúdo.

Neste momento de celebração dos 115 anos de história, o governo municipal reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade pública e o desenvolvimento de Itabuna.

Mais informações no Itabuna.ba.gov.br

Interdição da Ponte Lomanto Júnior, será parcial

A Prefeitura de Ilhéus informa que a interdição da Ponte Lomanto Júnior, prevista para esta sexta-feira (25), será parcial.

A ação terá início às 9h da manhã e funcionará no sistema pare e siga, permitindo a passagem alternada de veículos durante todo o período de execução do serviço.

A operação, realizada em parceria com a Marinha do Brasil e a Coelba, tem como objetivo viabilizar a retirada de cabos elétricos que estão pendurados e em contato com o Rio Cachoeira, representando risco à segurança da população.

Ilhéus - Bahia, 24/07/2025

Prefeitura de Ilhéus

Bahia é o 2º estado mais violento do país

Bahia é o 2º estado mais violento do país e concentra 5 das 10 cidades mais letais, aponta Anuário da Segurança

Jequié sobe uma posição e agora é a 2ª mais violenta do Brasil, com 1 em cada 3 mortes causadas por ações policiais

Do - Farol da Bahia - A Bahia ocupa o segundo lugar no ranking dos estados mais violentos do Brasil em 2024, segundo dados do Anuário de Segurança, divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O estado figura com uma taxa de 40,6 mortes por 100 mil habitantes. Frente a 2023, o número apresenta uma queda de 8,4%, quando registrou uma taxa de 44,4.

Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, em média, 11 pessoas morrem todos os dias vítimas de homicídio na Bahia, com base nos 678 homicídios registrados nos dois primeiros meses de 2025. 

Além disso, o nordeste abriga as 10 cidades mais violentas do país. Metade delas estão na Bahia, com Jequié na vice-liderança, seguida por Juazeiro e Camaçari. Abaixo está Simões Filho, em 7º lugar, e Feira de Santana, em 10º.

No topo das cidades baianas, Jequié antes ocupava o 3º lugar do ranking e subiu uma colocação. O município tem uma taxa de mortalidade de 77,6 por 100 mil habitantes, além de constar no ranking das maiores taxas de letalidade policial: das 131 mortes violentas registradas no último ano, 44 foram provocadas pelas polícias Militar e Civil, ou seja, 1 em cada 3 mortes na cidade foram provocadas por agentes estatais.

Segundo o estudo, os municípios baianos sofrem com disputas de facções pelo controle do tráfico de drogas. Veja o ranking de municípios e e estados:

Cidades mais violentas do Brasil:

1- Maranguape (CE) Taxa - 79,9 
2 - Jequié (BA) Taxa - 77,6
3 - Juazeiro (BA) Taxa - 76,2 
4 - Camaçari (BA) Taxa - 74,8
5 - Cabo de Santo Agostinho (PE) Taxa - 73,3 
6 - São Lourenço da Mata (PE) Taxa - 73,0
7 - Simões Filho (BA) Taxa - 71,4 
8 -Caucaia (CE) Taxa - 68,7 
9 - Maracanaú (CE) Taxa - 68,5 
10 - Feira de Santana (BA) Taxa - 65,2 

Estados mais violentos:

1 - Amapá 
2 - Bahia
3 - Ceará
4 - Pernambuco
5 - Alagoas 
6 - Maranhão
7 - Mato Grosso
8 - Pará
9 - Amazonas
10 - Rondônia

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Após advertência, Moraes não determina prisão de Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes - (Foto: Carlos Moura/STF)

A resposta a defesa de Jair Bolsonaro (PL) saiu na manhã desta quinta-feira (24)

Do - Diario do PoderO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, anunciou na manhã desta quinta-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não terá a prisão decretada por suposta violação das medidas restritivas impostas ao ex-mandatário do executivo federal.

Moraes afirma em sua resposta que o discurso de Jair Bolsonaro (PL) na última segunda-feira (21) no Congresso Nacional, voltou a instigar seus apoiadores contra as decisões da 1ª Turma no processo contra o ex-presidente. No mesmo dia, Jair Bolsonaro (PL) mostrou pela primeira vez o uso da tornozeleira eletrônica.

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) republicou os argumentos de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em suas redes sociais, caracterizado por Moraes como um “ilícito modus operandi”, na tentativa de obstrução da medida imposta a Bolsonaro (PL).

“Por se tratar de irregularidade isolada, sem notícias de outros descumprimentos até o momento, bem como das alegações da defesa de Jair Messias Bolsonaro da “ausência de intenção de fazê-lo, tanto que vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas”, deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva”, escreveu Moraes no documento.

Moraes afirma que as medidas restritivas primárias, não proibia Jair Bolsonaro (PL) de falar em eventos públicos ou privados. Contudo, o foco das medidas continua sendo o uso de redes sociais direatamente ou por terceiros.

Ainda no documento, o ministro da Suprema Corte reitera que qualquer tentativa de utilizar entrevistas ou discursos como “material pré-fabricado” para postagens em redes sociais de terceiros poderá ser interpretada como burla à ordem judicial.

“[…] A JUSTIÇA É CEGA MAS NÃO É TOLA!!!!! Em outras palavras, será considerado burla à proibição imposta [a Bolsonaro], à replicação de conteúdo de entrevista ou de discursos públicos ou privados reiterando as mesmas afirmações caracterizadoras das infrações penais que ensejaram a imposição das medidas cautelares, para que, posteriormente, por meio de ‘milícias digitais’, ou mesmo apoiadores políticos, ou ainda, por outros investigados, em patente coordenação, ocorra a divulgação do conteúdo ilícito previamente elaborado especialmente para ampliar a desinformação nas redes sociais”, disse a decisão de Moraes.

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
  • Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;
  • Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
  • Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
  • Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.

Trump Media e Rumble pedem aplicação da lei Magnitsky contra Moraes

Ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Reprodução/TV Justiça).

Censura e violação à liberdade de expressão motivam a representação

Do - Diário do Poder A entidade Legal Help 4 You entrou como amicus curiae no processo movido junto à Justiça Federal da Flórida pelas empresas Rumble e Trump Media, do presidente dos EUA, Donald Trump, e protocolou pedido de investigação e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outros magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) com base na Lei Global Magnitsky por violação de legislação norte-americana e abuso de autoridade.

O documento, de caráter sigiloso, sustenta que as ordens judiciais emitidas no Brasil, como a suspensão de perfis, bloqueio da plataforma Rumble e imposição de multas, configura censura extraterritorial e violação à Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Entre os destaques do pedido estão medidas como restrição de vistos, congelamento de bens e sanções diplomáticas, voltadas a punir indivíduos acusados de corrupção ou violação de direitos humanos. 

Essa ação não é uma retaliação a decisão recente do ministro Moraes impondo medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A petição menciona essas medidas como um padrão de perseguição política travestido de combate à desinformação, mas o cerne da representação é a censura contra empresas norte-americanas. 

A ofensiva legal nos EUA ocorre após uma série de ações judiciais anteriores em que Rumble e Trump Media acusaram Moraes de aplicar sanções à plataforma e a seus usuários de forma ilegal nos Estados Unidos, com notificações por e-mail e multas diárias em reais, sem respaldo em tratados internacionais.

Ações anteriores já geraram intimações de Moraes pela Justiça da Flórida, com prazos de até 21 dias para apresentar defesa, sob risco de sentenças à revelia. As empresas argumentam que o ministro ignorou os canais diplomáticos previstos para executar ordens judiciais em solo estrangeiro.

Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre a petição. A Advocacia-Geral da União (AGU) foi acionada para acompanhar o processo e avaliar os impactos diplomáticos, uma vez que eventuais sanções norte-americanas poderiam agravar a tensão entre Brasil e EUA, conforme alertas de diplomatas e parlamentares americanos.

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