As lembranças escritas não se apagam com o tempo
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Neste local funcionou o Diario de Itabunac E radio jornal |
O tampo passa, porém, às lembranças, ficam vivas, como atezanando às nossas mentes, a suplicar suss publicações. Por isso, vamos imortalizar, algumas delas, recordando a passagem de várias personalidades dos anos 70, 80 e 90, que visitavam à redação do Diário de Itabuna. Dessas presenças, de grandes cidadãos da nossa cidade, na época, em que fomos, com muito orgulho, funcionários do jornal que iam buscar o seu exemplar "do dia", para terem acesso às ultimas noticias de Itabuna e região. O DI era o maior veiculo da informação regional. Das recordaçoes vêm a do motorista do "Caminhão do lixo"da Prefeitura, Damião Preto, pessoa trabalhadora, querida e sempre alegre. Dirigia pelas ruas e avenida da cidade, o "Ford Azul", adaptado, específico para recolher o lixo. Ele, contava com quatro auxiliares que tinham um cansativo trabalho, pois o carro, não tinha a modernização tecnológica que existe hoje; tudo era na força física.
Damiào, por muitos anos servidor publico, exemplar. A sua simpatia, era admirada por todos e à família itabunense. É bom lembrar de que o serviço de coleta, nesta época, não era terceirizado, como acontece hoje. O motorista Damião, que eu, e os meus colegas do DI, chamavamos de "Dami", o seu exemplar, era entregue, por Roberto Pedreira (Robertão), chefe da oficina do jornal, logo nas primeiras horas da manhã. Robertão, que mais tarde, trouxe o seu sobrinho William Pedreiro, que assumiu a "chefia da expedição". Ficou por pouco tempo, no jornal, pois ingressou no Banco Econômico, sendo seu gerente, mais tarde.
Assim como Damião, ainda, pegava o jornal, José Bemvindo, irmão do professor e jornalista, Raimundo do Couto Galvão; Ivo Fontes, poeta e funcionário da Ceplac. Era um dos poetas (veteranos)de"Macuco/Buerarema", que mais escrevia poemas, contos e poesias. Era primo, também, do nosso grande poeta, Telmo Padilha; José Nozor, pai da Professora Iracema e, que, também, era gráfico e muito amigo de Roberto Pedreira. Ele, foi um dos fundadores do Grupo de Alcoolotra Anônimo Rio Cachoeira; Oscar Râmpiluda, era metido a ser repórter, andava com um gravador à tira-cola, mas não fazia nenhuma reportagem. "Brigava" com todos, quando lhe chamavam de "Rampiluda". Quem mais o perturbava, era o redator-chefe do jornal, jornalista Nilson Andrade, e o revisor, na época, Benedito; Clodoaldo Novais, tesoureiro da Coelba; o homem do caixa, muito amigo de Robertão, também, era um grande leitor do Diário de Itabuna, sempre com sua simpatia, estava por. E. Muitas vezes trazia da sua fazenda para os funcionários do jornal, jaca e outras frutas.
E, por fim, lembramos do grande Degivaldo Souza, o nosso querido "Sorriso" que além de pegar o seu novo exemplar, levava exemplares antigos para vender - segundo ele - na feira-livre de Buerarema e fazer um dinheirinho extra. Ele, mora em Buerarema, e, até há pouco tempo fazia esse trabalho. "Sorriso" visitava todas as redações de jornais de Itabuna. Edson, do jornal A Região, hoje na luz eterna, gostava muito dele.
Tem o apelido de sorriso, porque se você começar a sorrir para ele, ele não quer mais parar de sorrir! O sonho dele que hoje trabalha num rádio local, é o de ser vereador de sua cidade, Buerarema. É uma grande alma.
Por aqui ficam narradas algumas boas lembranças, depois vem mais. Hoje os arquivos do Diário de Itabuna se encontram no CEDOC/UESC.
Joselito dos Reis
Poeta e jornalista
19.02.2024