segunda-feira, 15 de março de 2021

Morre o espirita João Batista de Jesus Neto em Itabuna

Neste momento em outro plano, não foi covid.

O Instituto Cultura Espirita de Itabuna-ICEI, perdeu um dos seus fundadores e Conselheiro, pois morreu na manhã deste domingo 14, aos 80 anos,  João Batista de Jesus Neto, uma das maiores lideranças da  doutrina espirita em todo o sul da Bahia e do Estado.

João Batista que também era relojoeiro,  já vinha enfrentando dificuldade de saúde há alguns dias. O seu corpo após ser velado, foi sepultado, na manhã deste dia 15, no Cemitério do Campo Santo em Itabuna. A legião espirita, in-memorem, lhe proporcionou uma homenagem, ainda, ontem via redes sociais, o que contou com a participação de diversas lideranças e autoridades do espiritismo do pais, além de inúmeros amigos e adeptos, que deram o último adeus.   

Quem foi João Batista de Jesus Neto

Livraria espirita

Nasceu em Coaraci, BA em 20 de maio de 1940. Desde menino, ajudou sua mãezinha na manutenção da casa e nos cuidados com seus irmãos mais novos. Exímio pescador de pitú, muitas vezes nos falou das armações que fazia para pegá-los e reforçar o almoço da família. Foi coroinha da igreja e ao limpar os livros espíritas do seu mestre relojoeiro, fazia o sinal da cruz em obediência aos conselhos do pároco da igreja. Não imaginava ele então, que mais tarde seria o paladino da divulgação do livro espírita na região sudeste e sul da Bahia, organizando feiras itinerantes de livros espíritas em várias cidades da região. Enchia seu carrinho de livros e enquanto consertava relógios, ia difundindo o livro espírita. Quantos finais de semana memoráveis participamos destes pequenos eventos de domingo nas cidades vizinhas, de onde as vezes recebíamos muxoxos de irmãos de outros cultos cristãos! O gigante jamais esmoreceu!

Muito jovem veio para Itabuna trabalhar, indo e retornando com sua bicicleta para Coaraci. Depois, estabeleceu-se em Itabuna, em casa de um tio seu. Sempre ajudando a seus pais e irmãos mais novos. Em 28 de dezembro de 1963, contraiu matrimônio com D. Alaíde e tiveram deste feliz consórcio 5 filhos: Alaylson, Ninfa, Adriana, Cássio Lucas e Emanoel (Noca), além de Luís e Ana, filhos do coração que ambos criaram com muito amor e dedicação. Tiveram seis netos e três bisnetos. Pode-se dizer que foi um casamento de intensa dedicação um aos outro. Joãozinho e Alaíde eram um só.

Excelente relojoeiro fez fama em Itabuna e sua relojoaria, hoje capitaneada por seus irmãos Geraldo e José, é até hoje muito frequentada pela fama de honestidade dos trabalhos realizados. Sr. João era o mago dos relógios de corda. Não havia relógio antigo que ele não desse jeito para funcionar. Até o relógio de parede de Cairbar Schutel, que estava sem funcionar há mais de 30 anos, ele consertou!

Tornou-se espírita devido a um problema de obsessão que o prostrou por vários anos, mas encontrou D. Ninfa, uma bondosa senhora que era médium, e através dela e de seus esforços pessoais para a mudança radical da forma de vida, libertou-se da obsessão, dedicando o restante de sua vida à mediunidade com Jesus. Maria Martins, nossa abnegada irmã, trabalhadora de Jesus, que militou no Centro Espírita dos Humildes, dirigindo os trabalhos mediúnicos da casa, hoje já na pátria verdadeira, o chamava de “meu cravo” e lembrava a ele carinhosamente as palavras de Jesus à Pedro: “apascenta as minhas ovelhas!” Este legado ele cumpriu à risca, não só com as ovelhas do rebanho dos Humildes, mas com todas as ovelhas que Jesus lhe confiou de rebanhos diversos da nossa cidade e de toda a região de abrangência do hoje, CR11, com raízes também no extremo sul da Bahia.

Com muita disposição e garra, construiu a sede do Centro Espírita dos Humildes com a colaboração de outros companheiros, porém graças ao seu dinamismo e certeza na espiritualidade maior. Da mesma forma construiu o Instituto de Cultura Espírita de Itabuna, canalizando seus próprios recursos e nos envolvendo nas campanhas para arrecadação de fundos para erguer a sede do Instituto e tornar funcional o auditório do ICEI para que as Semanas Espíritas ali tivessem lugar. Lembramos com imenso carinho das inúmeras campanhas realizadas e que, quando esmorecíamos, o gigante magrinho, levantava o ânimo de todos.

Foi por várias vezes presidente do Centro Espírita dos Humildes e também o principal construtor da Escola Espírita Emmanuel, o centro avançado de trabalho do CEH. Foi presidente, também por diversos mandatos do ICEI e da Aliança Municipal Espírita 11.

Foi um dos mentores da Semana Espírita de Itabuna, participando das 50 edições já realizadas deste memorável evento para a nossa região e grande incentivador da criação de Semanas e jornadas Espíritas em diversos municípios da região de atuação do CR11.

Além disso, João Batista, o nosso amado Sr. Joãozinho, foi pai, irmão, amigo devotado e querido de todos os que tiveram a honra de privar do seu convívio. É o exemplo mais próximo do Homem de Bem do Evangelho, que tivemos junto a nós. É imensa a gratidão a ele que externamos com todo o carinho e o amor que transborda de nossas almas!

Hoje há mais uma estrela brilhando no céu do nosso Brasil! Haverá de iluminar ainda muitos e muitos caminhos das ovelhinhas de Jesus!  

Instituto Cultural Espirita de Itabuna-ICEI 

Com João Batista de Jesus Neto, o início de tudo aconteceu em 1970, com a liderança do servidor público municipal,  Edgar Moreira Primo, foi fundada em Itabuna a ALIANÇA MUNICIPALISTA ESPÍRITA DO SUL DA BAHIA.

Proferindo Palestra, o que ele mais gostava
Em 1971 foi realizada a 1ª Semana Kardecista de Itabuna. Pelos idos do ano 1974, após a transformação da União Espírita Bahiana, em Federação Espírita do Estado da Bahia, que por sua vez se subdividia em regionais, cabendo a Itabuna a Aliança Regional Espírita 11 – ARE 11. A União Municipalista Espírita do Sul da Bahia teve que ser reformar o seu estatuto e passou a se chamar Instituto de Cultura Espírita de Itabuna – ICEI, sendo a presidência exercida pelo presidente da ARE 11


No dia 27 de dezembro de 1976 desmembrou-se o ICEI da ARE -11 atual CR-11.
Hoje, o ICEI é responsável pela divulgação do Livro Espírita em Itabuna e Região, por promover as Semanas Espíritas e outros eventos, e em apoiar o CR-11 e os centros Espíritas na divulgação da Doutrina Espírita.


Primeira diretoria do ICEI
Presidente: Edgar Moreira Primo
Vice-presidente: João Batista de Jesus Neto
1º Secretário: Levi Alves de Queiroz
2º Secretário: Raimundo Gomes Pereira
1º Tesoureiro: Humberto Pedreira Alves
2º Tesoureiro: Edgar Ribeiro dos Santos

Na oportunidade este blog, solidariza, com o mais profundo pesar, dirigido a todos os seus familiares e amigos.  e, especialmente, agradece a amiga Ana Lopes, por nos ter ajudado  para apresentarmos, essa parte de sua biografia, tão importante para perpetuar  a nossa história, pois uma cidade sem memória, é uma cidade sem cultura e  morta. Luz, amigo, João Batista de Jesus Neto.

www.icei.org.br

domingo, 14 de março de 2021

VIVA O DIA DA POESIA!

Entre o amor, ódio e dor, a poesia sempre estar e estará presente plantando uma flor. E neste dia 14,  para homenagear seu dia, utilizamos a publicação de nossa amiga Carolina Marcello, focalizando o grande poeta, Carlos Drummond de Andrade, os seus 15 melhores poemas, Com isso, aproveitamos a oportunidade para saudar todos os demais poetas do Brasil e do mundo. "que o mundo seja direcionado no caminho da fraternidade e do amor".  Poesia: "A mãe de todas as artes!".  

Poesia

Por mais que o mundo

seja banal, mau, mal

Amarelo, calmo com gosto de mel

selvagem como o gosto de fel

a poesia sempre estará presente 

ditando as normas, alegres e dolosas 

como uma rainha no todo e no vazio

É só você olhar para infinito 

ver e sentir seu grito!

Se não quiser enxergar o escrito...


Joselito dos Reis

14.03.2021


VIVA 14 DE MARÇO; DIA DA POESIA! 

25 poemas de Carlos Drummond de Andrade


Carolina Marcello
Carolina Marcello
 
Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes

Carlos Drummond de Andrade (31 de outubro de 1902 — 17 de agosto de 1987) é um dos maiores autores da literatura brasileira, sendo considerado o maior poeta nacional do século XX.

Integrada na segunda fase do modernismo brasileiro, sua produção literária reflete algumas características do seu tempo: uso da linguagem corrente, temas do cotidiano, reflexões políticas e sociais.

Através de sua poesia, Drummond foi eternizado, conquistando a atenção e a admiração dos leitores contemporâneos. Seus poemas se centram em questões que se mantêm atuais: a rotina das grandes cidades, a solidão, a memória, a vida em sociedade, as relações humanas.

Entre suas composições mais famosas, se destacam também aquelas que expressam reflexões existenciais profundas, onde o sujeito expõe e questiona seu modo de viver, seu passado e seu propósito. Confira alguns dos poemas mais famosos de Carlos Drummond de Andrade, analisados e comentados.

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Este é, provavelmente, o poema mais célebre de Drummond, pelo seu carácter singular e temática fora do comum. Publicado em 1928, na Revista da Antropofagia, "No Meio do Caminho" expressa o espírito modernista que pretende aproximar a poesia do cotidiano.

Referindo os obstáculos que surgem vida do sujeito, simbolizados por uma pedra que se cruza no seu caminho, a composição sofreu duras críticas pela sua repetição e redundância.

Contudo, o poema entrou para a história da literatura brasileira, mostrando que a poesia não tem de ficar limitada aos formatos tradicionais e pode versar sobre qualquer tema, até mesmo uma pedra.

Consulte também a análise completa do poema "No meio do caminho tinha uma pedra".

Poema de Sete Faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Um dos aspectos que captam imediatamente a atenção do leitor neste poema é o facto do sujeito referir a si mesmo como "Carlos", primeiro nome de Drummond. Assim, existe uma identificação entre o autor e o sujeito da composição, o que lhe confere uma dimensão autobiográfica.

Desde o primeiro verso, ele se apresenta como alguém marcado por "um anjo torto", predestinado a não se enquadrar, a ser diferente, estranho. Nas sete estrofes são demonstradas sete facetas diferentes do sujeito, demonstrando a multiplicidade e até contradição dos seus sentimentos e estados de espírito.

É evidente o seu sentimento de inadequação perante o resto da sociedade e a solidão que o assombra, por trás de uma aparência de força e resiliência (tem "poucos, raros amigos").

Na terceira estrofe, alude à multidão, metaforizada nas "pernas" que circulam pela cidade, evidenciando o seu isolamento e o desespero que o invade.

Citando uma passagem da Bíblia, compara o seu sofrimento com a paixão de Jesus que, durante a sua provação, pergunta ao Pai por quê Ele o abandonou. Assume, assim, o desamparo que sente perante Deus e a sua fragilidade enquanto homem.

Nem mesmo a poesia parece ser uma resposta para essa falta de sentido: "seria uma rima, não seria uma solução". Durante a noite, enquanto bebe e olha a lua, o momento da escrita é aquele onde se sente mais vulnerável e emocionado, fazendo versos como uma forma de desabafar.

Leia também a análise completa do Poema de Sete Faces.

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili,
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Com o título "Quadrilha", esta composição parece fazer referência à dança europeia com o mesmo nome que virou tradição nas festas juninas brasileiras. Vestidos com disfarces, os casais dançam em grupo, conduzidos por um narrador que propõe várias brincadeiras.

Usando essa metáfora, o poeta apresenta o amor como uma dança onde os pares se trocam, onde os desejos se desencontram. Nos três primeiros versos, todas as pessoas mencionadas sofrem de amores não correspondidos, menos Lili "que não amava ninguém".

Nos quatro versos finais, descobrimos que todos os romances falharam. Todas as pessoas mencionadas acabaram isoladas ou morreram, apenas Lili casou. O absurdo da situação parece ser uma sátira sobre a dificuldade de encontrar um amor verdadeiro e correspondido. Como se fosse um jogo de sorte, apenas um dos elementos é contemplado com o final feliz.

Confira também a análise completa do poema Quadrilha.

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Um dos maiores e mais conhecidos poemas de Drummond, "José" exprime a solidão do individuo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de estar perdido na vida. Na composição, o sujeito lírico se interroga repetidamente acerca do rumo que deve tomar, procurando um sentido possível.

José, um nome muito comum na língua portuguesa, pode ser entendido como um sujeito coletivo, simbolizando um povo. Assim, parecemos estar perante a realidade de muitos brasileiros que superam inúmeras privações e batalham, dia após dia, por um futuro melhor.

Na reflexão sobre o seu percurso é evidente o tom disfórico, como se o tempo tivesse deteriorado tudo em seu redor, o que fica nítido em formas verbais como "acabou", "fugiu", "mofou". Listando possíveis soluções ou saídas para a situação atual, percebe que nenhuma delas funcionaria.

Nem mesmo o passado ou a morte surgem como refúgios. Contudo, o sujeito assume a sua própria força e resiliência ("Você é duro, José!"). Sozinho, sem a ajuda de Deus ou o apoio dos homens, continua vivo e segue em frente, mesmo sem saber para onde.

Consulte também a análise completa do poema "José" de Carlos Drummond de Andrade.

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Apresentando o ser humano como um ser social, que existe em comunicação com o outro, nesta composição o sujeito defende que o seu destino é amar, estabelecer relações, criar laços.

Descreve as várias dimensões do amor como perecíveis, cíclicas e mutáveis ("amar, desamar, amar"), transmitindo também as ideias de esperança e renovação. Sugere que mesmo perante a morte do sentimento, é preciso acreditar no seu renascimento e não desistir.

Apontado como "ser amoroso", sempre "sozinho" no mundo, o sujeito defende que a salvação, o único propósito do ser humano está na relação com o outro.

Para isso, tem que aprender a amar "o que o mar traz" e "sepulta", ou seja, o que nasce e o que morre. Vais mais além: é preciso amar a natureza, a realidade e os objetos, ter admiração e respeito por tudo o que existe, já que esse é "nosso destino".

Para cumpri-lo é necessário que o indivíduo seja teimoso, "paciente". Deve amar até a falta de amor, por conhecer sua "sede infinita", a capacidade e vontade de amar mais e mais.

Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Publicado em 1940, na antologia Sentimento do Mundo, este poema foi escrito no final da década de 1930, durante a Segunda Guerra Mundial. É notória a temática social presente, retratando um mundo injusto e repleto de sofrimento.

O sujeito descreve a dureza da sua vida sem amor, religião, amigos ou sequer emoções ("o coração está seco"). Em tempos tão cruéis, repletos de violência e morte, ele tem que se tornar praticamente insensível para suportar tanto sofrimento. Deste modo, sua preocupação é apenas trabalhar e sobreviver, o que resulta numa solidão inevitável.

Apesar do tom pessimista de toda a composição, surge um laivo de esperança no futuro, simbolizada pela "mão de uma criança". Aproximando as imagens da velhice e do nascimento, faz referência ao ciclo da vida e à sua renovação.

Nos versos finais, como se transmitisse uma lição ou conclusão, afirma que "a vida é uma ordem" e deve ser vivida de forma simples, focada no momento presente.

As 15 melhores músicas fazem o sucesso do Padre Zezinho - Melhor Padre Z...

Vamos rezar, orar, esse vírus letal não pode contra a vontade de Deus!


Robson, completando um ano.

Sollon, nos deixou ontem.

A vida é um vento que passa... 
é um encanto que não desencanta...
um desaparecimento no infinito...
um grito, uma esperança...
que só Deus sabe o destino!

Com Robson e Sollon
estamos rogando ao nosso Pai Supremo
para que mande essa pandemia ir logo embora. 
E conceda Luz Eterna para 
todos os nossos amigos que precocemente  também se foram com essa doença....   
Pai do Altíssima, tenha misericórdia de todos nós.  
o povo de implora e chora.


sábado, 13 de março de 2021

Morre o ex-diretor da Radio Difusora Sul da Bahia

Muitos trabalhos prestados a Itabuna 

Mais uma vítima da Covid-19, faleceu aos 59 anos de idade, na tarde deste sábado,13, no hospital Calixto Midlej Filho, o empresário e técnico agrícola Solon Cerqueira, ex-diretor das rádios Difusora AM, de Itabuna, e Gabriela FM, de Ilhéus. 

Solon Farias Cerqueira estava há cerca quinze dias internado, dez deles entubado. O anúncio de sua morte foi feita pela sua irmã, a ex-secretária municipal de Assistência Social, Solange Cerqueira. Solon era também irmão do ceplaqueano Washington Cerqueira, aposentado e ex-venerável da Loja Maçônica 28 de Julho e do ex-servidor municipal Solivaldo Cerqueira, ex-diretor da Emasa.

Lamentando com os mais profundos sentimentos, o blog Expressaounica, junta-se à familia nesse momento de dor, pedindo ao Pai Supremo que acabe logo, com essa ´pandemia. Luz Eterna, para o nosso saudoso amigo/irmão, Solon Cerqueira. 


Itacaré vai implantar rede de energia solar em comunidades rurais



O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, participou nesta sexta-feira de uma reunião com os moradores das regiões rurais das Tesouras e Ribeirão do Capitão para discutir com a comunidade sobre a implantação da rede de energia solar para famílias que não serão beneficiadas com o Programa Luz para Todos. O objetivo, segundo destacou o prefeito, é buscar alternativas para levar a energia para essas comunidades, proporcionando condições de funcionamento de tv, rádio, celular e a implantações de três regionais que possibilitam a ligação de aparelhos de maior potência a exemplo de freezers.

 

O encontro contou com a presença dos vereadores Miguel da Matinha e Jionez Leandro e dos secretários municipais de Administração, Marcos Vinícios, e Meio Ambiente, Marcos Luedy, além de representantes da comunidade. Durante a reunião o prefeito Antônio de Anízio solicitou aos vereadores e secretários que se juntem com a comunidade e abram o diálogo com os pequenos agricultores e agricultoras para que esses benefícios cheguem o mais rápido possível para esses moradores das regiões das Tesouras e Ribeirão do Capitão.

 

De imediato foi identificada a necessidade da implantação de 19 padrões para energia solar. A agricultora familiar Juciara Santos ressaltou que estava muito feliz com a iniciativa da Prefeitura de levar o benefício da energia. "Ouvir o prefeito aqui na região das Tesouras nos deixa muito satisfeitos. Precisamos muito da energia em nossas casas", complementou.

 

A geógrafa Flávia, moradora há 7 anos na região das Tesouras e produtora de chocolate orgânico, colocou que na sua propriedade existe um projeto que eles conseguiram implantar, mas a iniciativa do prefeito em melhorar a vida das famílias é muito nobre. Já Eliabe Santos disse estar muito feliz com a presença do prefeito, dos vereadores e secretários municipais na região, buscando benefícios para a comunidade.

 

O prefeito Antônio de Anízio adiantou que além da energia solar pretende instalar internet na região, sendo inicialmente no colégio municipal, com Wi-Fi aberto, para dar condição de quem não tem a rede poder acessar e se comunicar com facilidade. No encontro a comunidade também solicitou ações nas áreas de Saúde, Educação e Meio Ambiente. Antônio de Anízio solicitou empenho dos secretários municipais no atendimento a essas demandas e sugeriu a realização de uma reunião no próximo dia 26 de março onde será discutido, dentre outros assuntos, a criação de uma Associação Rural, fortalecendo ainda mais o processo de desenvolvimento. ascom

Vitória vence o Bahia pela Copa do Nordeste

      No primeiro clássico da temporada  2021

Vitória ssuperou o Bahia no Barradão pela Copa do Nordeste (Foto: CBF/Divulgação/ Walmir Cirne)

Do - jornaldamidia.com.br - Na tarde deste sábado, o Vitória bateu o rival Bahia por 1 a 0 no Barradão, pela 3ª rodada da Copa do Nordeste. E o placar resolve bem os 90 minutos, que tiveram um Rubro-Negro um pouco melhor que o Tricolor. Samuel fez o gol da partida, aos 12 minutos do segundo tempo.

O que se viu no primeiro tempo foram dois times com propostas distintas, mas pouca efetividade. Enquanto o Tricolor apostava nos contra-ataques, o Rubro-Negro controlava a posse de bola. Logo aos cinco minutos, o Bahia assustou em cabeçada de Juninho defendida por Lucas Arcanjo. Mas a melhor chance antes do intervalo foi do Leão. Depois de arremate de David, Douglas Friedrich deu rebote, mas antes de Samuel chegar para estufar as redes, Patrick apareceu para afastar o perigo, aos 34 minutos.

Depois das conversas nos vestiários, o clássico ganhou em intensidade. Vico e Gabriel Santiago tentaram para o Vitória. Já do lado do Esquadrão, Rossi teve grande oportunidade após cobrança de escanteio, mas não conseguiu aproveitar a sobra e mandou para fora. Na sequência, o Rubro-Negro voltou ao ataque e dessa vez não bobeou. Samuel recebeu na entrada da área e bateu colocado para abrir a contagem no Barradão, aos 12: 1 a 0. Tentando o empate o Bahia passou a ter mais a bola. Rodriguinho, aos 18, e Gilberto, aos 27, por pouco não marcaram o primeiro do tricolor.

Com o triunfo, o Rubro-Negro chegou aos seis pontos e aparece momentaneamente na segunda colocação do Grupo B. Já o Tricolor ocupa o quarto lugar do Grupo A, com quatro pontos.

Preso terceiro envolvido na morte do coordenador do Ciretran de Itabuna

Diretor do Detran morto

Imagens de câmera de segurança

 contribuíram para a identificação

 dos autores, que tiveram os mandados

 de prisão cumpridos 


Um soldado da Polícia Militar suspeito de efetuar os disparos que resultaram na morte do então coordenador da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Itabuna, Pablo Matos Barros, ocorrida em fevereiro, apresentou-se na Corregedoria Geral da Secretaria da Segurança Pública (Coger/SSP-BA), na sexta-feira (12).  

 

O policial é o terceiro envolvido no crime, investigado pela 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itabuna) e Delegacia de Homicídios (DH) daquela cidade. Após cumprimento do mandado de prisão temporária, ele foi transferido para o Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas. 

 

Conforme as investigações, a motivação do crime foi uma dívida contraída pela vítima com proprietários de máquinas caça-níqueis. Câmeras de vigilância contribuíram para a identificação dos suspeitos. Mais dois envolvidos estão presos - entre eles, outro policial militar, que também está no Batalhão de Choque. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. 

 

Ascom-PC / Tony Silva 

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

Materno-Infantil de Ilhéus disponibiliza anticorpo que previne bronquiolite em bebês prematuros ou com comorbidades

A pequena Maya nasceu, no último dia 5, prematura, na 34ª semana da gestação de Adriele dos Santos, pesando apenas 1,785 kg. Ela está intern...