Ao som dos pontos dos orixás tocados por atabaques, um grupo de curimba, formado por mulheres da umbanda, anunciou a subida das ialorixás mães Carmen de Oxalá, Nice de Iansã, e Jaciara de Oxum
Tribuna da Bahia, Salvador
12/02/2020 23:55 | Atualizado há 10 horas e 4 minutos
12/02/2020 23:55 | Atualizado há 10 horas e 4 minutos
Foto: Divulgação / Virginia Oliveira
Ao som dos pontos dos orixás tocados por atabaques, um grupo de curimba, formado por mulheres da umbanda, anunciou a subida das ialorixás mães Carmen de Oxalá, Nice de Iansã, e Jaciara de Oxum, a um lugar de destaque no palco da Cidade da Luz, na última terça-feira (11). As três representantes do Candomblé foram homenageadas por José Medrado, espírita, médium e fundador do complexo socioassistencial, diante de uma plateia composta por mais de duas mil pessoas e, ao lado de lideranças de outras entidades religiosas. A homenagem foi uma forma de reparação pelos atos de violência, perseguição e intolerância sofridas por integrantes de religiões de matrizes africanas, disse José Medrado emocionado, durante a celebração em comemoração dos 42 anos da Cidade da Luz. Essas mesmas lideranças saudaram o amor e a paz, durante ato inter-religioso, realizado ao longo do evento.
De acordo com José Medrado, a união entre as religiões, é indispensável para promoção da paz. Por isso, ao longo da história, a Cidade da Luz, apesar de ter como base o espiritismo, sempre se mostrou aberta para acolher pessoas, de credos distintos. “Aqui, não impomos religião, pregamos o amor! Não o amor piegas, mas, sim, o amor energia, o amor dedicação e luta. Prova disso, é que um dos internos que acolhemos em nosso antigo abrigo, hoje, é um dos líderes da igreja Assembleia de Deus”, afirmou José Medrado, se referindo ao pastor Antônio Lazaro, presente ao culto, e que foi recebido em condição de abandono, aos 4 anos de idade, no antigo Abrigo Lar Luz do Amanhã, que era mantido pela Cidade da Luz.











