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| Santa Casa |
O médico radio-oncologista William Mendes, do Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna, participou, na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, de um estudo sobre a avaliação das características genéticas e biomoleculares do câncer de cabeça e pescoço recidivado em casos de retratamento.
O brasileiro assina o artigo com um grupo de especialistas. Eles pesquisaram alterações genômicas tumorais e sua associação com a resposta ao tratamento nos pacientes.O estudo é exploratório, segundo William Mendes, e sugere
dados capazes de, no futuro, modificarem diretrizes e protocolos para
tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço. A pesquisa aponta
caminhos para evolução na oncologia, que é medicina de precisão.“Cada
descoberta, cada contribuição é essencial na corrida para que seja encontrado o
tratamento ideal, mais eficaz e eficiente contra essa doença”, afirma o médico
radio-oncologista.
“Percebemos que os pacientes com essa mutação foram os que não responderam tão bem a terapia da recidiva tumoral (reaparecimento do câncer após período em que a doença não é mais detectada).
Para chegar a linha indicando os caminhos, foi analisado o histórico
de 86 pacientes, sendo que os dados clínicos foram extraídos de prontuários
eletrônicos. Concluiu-se que o tumor de cabeça e pescoço apresenta
agressividade diferente em cada tipo de paciente. “Cada pessoa tem suas
características genéticas e biomoleculares. Por isso, buscamos entender quais
são esses cânceres de comportamento mais e menos agressivos”, explica.
MEDICINA DE PRECISÃO
William Mendes afirma que na medicina de precisão é possível
conhecer melhor as necessidades de cada paciente. “Com isso, entendemos o
porquê de determinados tumores respondem melhor ao tratamento e outros não
respondem tão bem assim”. O radio-oncologista avalia que cada contribuição
científica é essencial para encontrar a melhor alternativa de tratamento para o
paciente.
No estudo, os pesquisadores destacam que, apesar dos avanços
no manejo cirúrgico e nas intervenções sistêmicas e radioterápicas, a taxa de
sobrevida global em cinco anos permanece em torno de 50%. Eles afirmam que até
metade dos pacientes apresenta recidiva da doença, o que está associado à
morbidade significativa e redução da sobrevida.
Além desse estudo, William Mendes é coautor e colaborador de outros estudos relacionados a biologia tumoral, alta tecnologia, principalmente ligados à inteligência artificial. Ele também manifesta interesse em cooperar com a pesquisa e produção de conhecimento na Oncologia da Santa Casa de Itabuna. -Ascom


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