A imprensa baiana perde um grande profissional da fotografia, testemunha de uma época em que cada imagem era fruto de técnica, paciência, sensibilidade e talento.
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| Luz & luz, amigo. |
Sua partida representa uma perda para o jornalismo e, particularmente, para a história da fotografia na Bahia. Com uma trajetória que alcançou importantes veículos de comunicação do país, Mário teve trabalhos publicados em jornais como O Globo, Jornal do Brasil e A Tarde, de Salvador, além de revistas e outras publicações que reconheceram a força expressiva de suas imagens.
Da fotografia em preto e branco à era digital
Mário de Queiroz pertenceu a uma geração de profissionais que conheceu de perto os desafios e os encantos da fotografia analógica. Naquele tempo, antes da popularização das câmeras digitais, fotografar exigia conhecimento técnico, precisão, paciência e uma sensibilidade especial para captar o instante certo.
As imagens em preto e branco guardavam uma beleza própria. Cada registro dependia da habilidade do fotógrafo, do domínio da luz, do enquadramento e da escolha precisa do momento. Depois do clique, ainda havia o processo de revelação dos filmes e a produção das fotografias, etapas que exigiam dedicação e conhecimento.
Mário acompanhou essa transformação histórica. Viu a fotografia sair dos filmes e negativos para ingressar no universo digital, com suas novas possibilidades de captação, tratamento e transmissão de imagens. Assistiu à mudança dos equipamentos, à modernização das redações e à aceleração do trabalho jornalístico.
Mais do que testemunhar essa evolução, fez parte dela, atravessando diferentes fases da profissão e contribuindo para manter viva a importância da reportagem fotográfica.
O fotógrafo que contava histórias com imagens
Uma boa fotografia não é apenas uma imagem. É informação, memória, emoção e história. Muitas vezes, um único registro consegue revelar aquilo que centenas de palavras não conseguem traduzir.
Esse é o valor do trabalho dos repórteres fotográficos: estar no lugar certo, observar os acontecimentos e captar a imagem que permanecerá na memória coletiva.
Com suas lentes, Mário de Queiroz ajudou a registrar fatos, personagens e momentos de diferentes épocas, levando seu trabalho a leitores de jornais e revistas e contribuindo para a construção da memória visual do jornalismo.
Sua atuação em grandes veículos de comunicação demonstra o alcance de uma carreira que ultrapassou os limites regionais, sem perder a ligação com a Bahia e com a região cacaueira, onde sua partida deixa uma lembrança dolorosa entre os profissionais da imprensa.
Uma lacuna na imprensa baiana
A morte de Mário de Queiroz deixa saudade entre colegas, amigos e todos aqueles que reconhecem o valor dos profissionais que dedicam suas vidas à informação.
O jornalismo muda, as tecnologias avançam e os equipamentos se renovam. Entretanto, permanece indispensável o olhar humano capaz de perceber, em meio à movimentação dos acontecimentos, a imagem que merece ser eternizada.
Mário fez parte dessa história. Da fotografia analógica ao ambiente digital, sua trajetória acompanhou uma transformação que modificou profundamente a maneira de produzir e divulgar notícias.
Neste momento de pesar, fica o reconhecimento por sua contribuição à imprensa e à arte de fotografar.
Até a divulgação desta homenagem, a família ainda não havia informado o local e o horário do velório e do sepultamento.
Aos familiares, amigos e colegas de profissão, nossos sentimentos de solidariedade. Que Deus conforte os corações enlutados e conceda paz a todos.
Mário de Queiroz parte, mas as imagens que captou permanecem. Porque o tempo pode levar o fotógrafo, mas não apaga a história revelada por suas lentes.
Descanse em paz, Mário de Queiroz!

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